<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8573978035735180881</id><updated>2012-02-16T08:41:48.867-02:00</updated><category term='arte'/><category term='política'/><category term='cultura'/><category term='jornalismo'/><category term='institucional'/><category term='contos'/><category term='esportes'/><category term='mundo'/><category term='opinião'/><category term='música'/><category term='quadrinhos'/><category term='noite'/><category term='london'/><category term='cotidiano'/><title type='text'>apartamento73</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://apartamento73.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamento73.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Flávio Aguilar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18344142878287462613</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-kJwFjSoKlrM/TYPtka531gI/AAAAAAAAAkc/5hI_Mf17Pm8/s220/cavalo_guernica.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>69</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8573978035735180881.post-4414443657385366374</id><published>2010-09-04T15:27:00.011-03:00</published><updated>2010-10-12T16:40:46.801-03:00</updated><title type='text'>Uma longa história</title><content type='html'>Há dois anos, comecei uma jornada em busca de algo que, à época, me parecia tão fundamental quanto distante: o reconhecimento de minha cidadania espanhola. Eu planejava morar em Londres por um tempo, e um passaporte europeu facilitaria de monte a minha vida. O direito de obtê-lo viria de meu avô materno, Juan Aguilar Aguado, nascido em Madrid em 1930 e falecido em 1988.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram tantos os problemas que apareceram nessa busca - falta de documentos, principalmente - que deixei de lado por um tempo esse objetivo e morei em Londres como brasileiro, com todos os contras que essa condição impõe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem, ganhei um incentivo enorme para escrever essa história: após dois anos de trabalho, gastos e incerteza, busquei, no consulado espanhol de Porto Alegre, minha nova certidão de nascimento, que me reconhece como cidadão daquele país. No entanto, minha maior conquista é outra, e creio que acabei contando duas histórias em uma só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;-------------&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Eu sabia pouco sobre meu avô até me interessar pelos benefícios de um passaporte europeu - e não me orgulho disso. Quando comecei a mobilizar a família atrás de documentos ou pistas que pudessem me ajudar a encontrá-los, comecei a conhecer um pouco mais daquele cidadão espanhol que fugiu da ditadura de Franco e veio morar no Brasil - antes em São Paulo (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;foto abaixo, à esq., usando terno e gravata&lt;/span&gt;), depois, até morrer, em Porto Alegre. Aqui, Juan viveu na ilegalidade, casou e teve cinco filhos - minha mãe e seus quatro irmãos. Na Espanha, deixou os pais e dois irmãos, Carmen e Francisco Javier - este, cerca de 20 anos mais novo - com os quais se perdeu qualquer contato depois que meu avô morreu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_f_RjJ-VTXxI/TIKwadijMEI/AAAAAAAAAhg/GqiLFP2ruvg/s1600/escanear0003.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 296px; display: block; height: 400px; cursor: pointer;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5513162862507536450" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_f_RjJ-VTXxI/TIKwadijMEI/AAAAAAAAAhg/GqiLFP2ruvg/s400/escanear0003.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Juntei todos as informações esparsas que minha família passou e, certo dia, despretensiosamente, transformei em um pequeno conto, que publiquei neste blog (&lt;a href="http://apartamento73.blogspot.com/2009/01/biografia-de-juan-aguado.html"&gt;http://apartamento73.blogspot.com/2009/01/biografia-de-juan-aguado.html&lt;/a&gt;). Três meses depois, já morava em Londres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;-------------&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Minha passagem pelo Reino Unido foi rápida. Sete meses de trabalho, estudo, dificuldades e boas histórias. Em outubro, a Mel, minha namorada, me visitaria e, desde antes, havíamos planejado uma viagem juntos pelo continente. Entre as diversas cidades do roteiro, a terceira seria Madrid, depois que conhecessemos Paris e Barcelona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estávamos em Paris, um dia antes de seguirmos viagem para Barcelona, quando decidi usar os créditos que restavam em meu celular para checar meus e-mails. Entre as diversas mensagens novas, uma fez meu coração disparar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-style: italic;"&gt;Dear Flavio&lt;/div&gt;&lt;div style="font-style: italic;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-style: italic;"&gt;My name is &lt;span class="il"&gt;Teresa&lt;/span&gt; Aguilar and I live in Madrid.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-style: italic;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-style: italic;"&gt;I read your blog few days ago, and I have to say it´s amaizing, specially Juan Aguilar´s tribute (your grandfather)!!!!&lt;/div&gt;&lt;div style="font-style: italic;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-style: italic;"&gt;But I have an important question...¿had your grandfather any brothers or sisters in Spain? &lt;/div&gt;&lt;div style="font-style: italic;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(136, 136, 136);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Thanks for all !!!!!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respondi tudo o que sabia sobre meu avô e voamos para Barcelona na manhã seguinte. Desde aquele momento, não consegui pensar em outra coisa. A possibilidade de que houvesse parentes vivendo na Espanha há tanto tempo sem que deles tivéssemos qualquer notícia não era um tema polemizado entre a família. Liguei para a minha mãe, que ligou para minha avó. Enquanto eu esperava por notícias em Barcelona, elas se encontraram para passar o feriado de 12 de outubro no litoral gaúcho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois dias depois, na capital catalã, recebi o segundo e-mail de Teresa. Ela confirmava todas as informações que eu havia lhe passado anteriormente e que confirmavam nosso parentesco. Teresa era filha de Francisco Javier, irmão de meu avô, que tinha outro filho também chamado Francisco Javier. Não tinham notícias de meu avô, Juan, desde a sua morte - e por isso, claro, só vieram a saber que ele havia morrido quando leram meu texto no blog. Foi incrível poder dizer para Teresa que eu estaria, em três dias, em Madrid, e queria conhecê-los pessoalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando chegamos à capital espanhola, a primeira coisa que fiz ao chegarmos foi ligar para o número que Teresa havia me passado. Combinamos de nos encontrar todos na mesma noite, na estação de metrô mais próxima ao hotel. Durante a tarde, fui com minha namorada ao Museo del Prado e, depois, ao Reina Sofía, onde vimos de perto a Guernica de Picasso e centenas de imagens da Guerra Civil Espanhola. Pensei em meu avô, em tudo o que ele havia vivido e eu não conhecia, tudo o que eu poderia aprender naquela noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às 20h, saímos do hotel e ficamos a esperar à entrada da estação de Callao, em uma praça do centro da cidade. Em poucos minutos, eles chegaram. Meu tio com o ar sério, parecendo assustado com aquela história tão estranha. Meus primos mais abertos, sorrindo e perguntando, perguntando e sorrindo. Isabel, mãe deles e mulher de meu tio, estava tão ou mais emocionada. Eu não sabia o que pensar nem o que dizer. Não sabia o que contar nem o que ouvir primeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Mel cumprimentou a todos com a mesma alegria e, pelo resto da noite, se dedicou a apenas observar a viagem na qual mergulhávamos. Foi ela quem me contou com maior exatidão, depois, o que havia acontecido. Falou, principalmente, da forma como meu tio me olhava enquanto eu contava o que eles não sabiam. Falou do jeito que eu reagia ao que meu tio descreveu sobre minha família, sobre parentes mais e mais distantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquela noite, soube que meu bisavô nascera num quartel em Melilla, enclave espanhol no território do Marrocos, antes de ir para Madrid. E que lá casou e teve filhos, trabalhou como motorista de ônibus e teve como hobby a fabricação de peças em couro, como os sapatos que enviava para o Brasil, presentes para minha avó. Soube que meu avô foi embora da Espanha sem explicar bem o porquê nem até quando ficaria por aqui. Meu tio, na época, tinha menos de 10 anos, e via o irmão mais velho como um ídolo, mas, ao contar isso tudo para mim em um bar tradicional no centro de Madrid, meio século depois, só lembrava vagamente daquele homem de quase dois metros de altura, metido em uma farda militar, que o chamava de Paco e do qual nunca mais havia recebido notícias. Os olhos dele brilhavam a cada informação nova que eu fornecia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percorremos três ou quatro bares por diversas ruas. Pouco depois da meia-noite, seguimos nossos rumos. Eles levaram eu e a Mel até o hotel e seguiram para o metrô. Nos despedimos com a sensação de que tínhamos muito ainda por dizer, e de fato tínhamos. Foram os primeiros a quem contei, por e-mail, sobre minha nova nacionalidade. Serão os primeiros que visitarei tão logo voltar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_f_RjJ-VTXxI/TIKw7KYtgnI/AAAAAAAAAho/4aULndnLWBY/s1600/DSC01020.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px; display: block; height: 300px; cursor: pointer;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5513163424301679218" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_f_RjJ-VTXxI/TIKw7KYtgnI/AAAAAAAAAho/4aULndnLWBY/s400/DSC01020.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Da esquerda para a direita, Francisco Javier, Isabel, Teresa, eu e meu tio, Francisco Javier&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8573978035735180881-4414443657385366374?l=apartamento73.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamento73.blogspot.com/feeds/4414443657385366374/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8573978035735180881&amp;postID=4414443657385366374' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/4414443657385366374'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/4414443657385366374'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamento73.blogspot.com/2010/09/uma-longa-historia.html' title='Uma longa história'/><author><name>Flávio Aguilar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18344142878287462613</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-kJwFjSoKlrM/TYPtka531gI/AAAAAAAAAkc/5hI_Mf17Pm8/s220/cavalo_guernica.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_f_RjJ-VTXxI/TIKwadijMEI/AAAAAAAAAhg/GqiLFP2ruvg/s72-c/escanear0003.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8573978035735180881.post-4105724873477695296</id><published>2010-04-29T01:15:00.001-03:00</published><updated>2010-04-29T01:22:10.552-03:00</updated><title type='text'>Viver bem em Barcelona</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_f_RjJ-VTXxI/S9kJW9IGY9I/AAAAAAAAAhI/VWldAlcuKww/s1600/DSC00891.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 240px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_f_RjJ-VTXxI/S9kJW9IGY9I/AAAAAAAAAhI/VWldAlcuKww/s320/DSC00891.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5465409912761115602" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Chegar a Barcelona vindo de &lt;a href="http://www.minimomultiplo.com/index.php?page=5"&gt;Paris&lt;/a&gt; representou sair de uma atmosfera permeada por um patriotismo frio (arrogante) francês e encontrar um universo de patriotismo aconchegante, animadamente convidativo. A identidade cultural da Catalunha parece menos impregnada com a perigosa ideia de superioridade que contagia nacionalismos antiquados &lt;i&gt;around the globe&lt;/i&gt;. Toda a contrariedade política intrínseca a uma comunidade autônoma sob a coroa espanhola não é suficiente para escurecer o orgulho alegre da sociedade local.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O debate sobre a autonomia catalã não interessa mais a tanta gente por lá. Uma independência total do território permanece uma questão de grande importância econômica e ideológica, mas a sociedade ainda tem vivas na memória as lembranças da ditadura de Francisco Franco, que, por anos, esmagou sua liberdade cultural e de expressão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, a maioria da população é favorável à independência – um referendo sem caráter oficial revelou, no final do ano passado, que mais de 90% dos catalães quer ver a região totalmente livre da Espanha. Nas ruas da capital, porém, a sensação é de que todos esperam com naturalidade pelo dia em que isso ocorrerá. O senso comum é de que as coisas estão bem melhores – e de fato estão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A economia da Catalunha cresceu rapidamente após a morte de Franco e a volta do regime republicano. Também aconteceu um renascimento cultural na região e foi conquistada maior autonomia em relação à Espanha. O mundo conheceu melhor suas particularidades e, principalmente após as Olimpíadas de 1992 em Barcelona, o turismo local se transformou em negócio extremamente lucrativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Espanha parece, atualmente, depender muito mais da Catalunha do que o contrário. A região produz 25% do PIB nacional, tendo 16% da população total. Além disso, é o destino mais procurado pelos turistas e conta com indicadores sociais de fazer inveja a regiões mais tradicionais – e pobres – da Espanha, como a Andaluzia e Castela-La Mancha. Barcelona é uma das cidades mais agitadas do continente europeu. Há arte fervilhando nas esquinas, um contingente enorme de jovens atraídos pelas ótimas universidades catalãs e atrações noturnas modernas e variadas. Os dias de terror e miséria enfrentados durante a ditadura franquista parecem ter ficado, definitivamente, para trás. Resta esperar pelo que está à frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Publicado originalmente na minha coluna no &lt;/span&gt;&lt;a style="font-style: italic;" href="http://www.minimomultiplo.com/index.php?page=148"&gt;Mínimo Múltiplo&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8573978035735180881-4105724873477695296?l=apartamento73.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamento73.blogspot.com/feeds/4105724873477695296/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8573978035735180881&amp;postID=4105724873477695296' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/4105724873477695296'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/4105724873477695296'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamento73.blogspot.com/2010/04/viver-bem-em-barcelona.html' title='Viver bem em Barcelona'/><author><name>Flávio Aguilar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18344142878287462613</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-kJwFjSoKlrM/TYPtka531gI/AAAAAAAAAkc/5hI_Mf17Pm8/s220/cavalo_guernica.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_f_RjJ-VTXxI/S9kJW9IGY9I/AAAAAAAAAhI/VWldAlcuKww/s72-c/DSC00891.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8573978035735180881.post-2981635130081633225</id><published>2010-02-10T15:29:00.002-02:00</published><updated>2010-02-10T15:32:18.511-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mundo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='opinião'/><title type='text'>Menos luz no fim do túnel</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_f_RjJ-VTXxI/S3Lta19NT5I/AAAAAAAAAf0/ymZuEOkTQxY/s1600-h/cartoon_immigrants.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 255px; height: 255px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_f_RjJ-VTXxI/S3Lta19NT5I/AAAAAAAAAf0/ymZuEOkTQxY/s320/cartoon_immigrants.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5436668745605795730" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Há muitas formas de atravessar o Canal da Mancha, a não muito extensa porção de água que separa a ilha da Grã-Bretanha do continente europeu. As mais cômodas são por avião ou trem, que fazem o trajeto em menos de três horas. Alguns podem preferir ir de carro, e notarão que mesmo assim a distância não é longa – com uma mãozinha do &lt;a href="http://www.eurotunnel.com/" target="_blank"&gt;Eurotúnel&lt;/a&gt;, é claro. Quem não conta com dinheiro suficiente para pagar por essa praticidade – o que nesses países significa ter pouco, muito pouco dinheiro – pode, ainda, escolher ir de ônibus. Foi assim que parti de &lt;a href="http://www.minimomultiplo.com/index.php?page=15"&gt;Londres&lt;/a&gt;, com Paris como destino. Pensando, estupidamente, que não seria tão ruim assim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A National Express, maior empresa de transporte rodoviário da Europa, tem linhas cobrindo os cantos mais remotos do continente, desde cidades turísticas mais requisitadas como Paris, Roma e Barcelona, até lugares desconhecidos do Leste Europeu, chegando mesmo à Rússia. Uma viagem entre Londres e Moscou, por exemplo, sai por menos de R$ 400,00 – porém, pode demorar até três dias para ser concluída. Entre Londres e Paris, são cerca de sete horas na estrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao entrar no ônibus que viaja entre os dois países, em meio à madrugada, já senti um pouco do atual contraste entre o Reino Unido e a França, no que diz respeito ao problema social que os franceses enfrentam com as levas de imigrantes por lá abancadas. A maioria dos passageiros era formada por esses imigrantes, visivelmente pobres, aparência compartilhada pelo próprio veículo em que estávamos acomodados. A romântica Paris, cidade sonhada por tantos, é também por muitos vivida à sombra de suas luzes e jardins. O francês não vive hoje a pobreza da Idade Média nem o horror das tantas guerras mal-sucedidas; essas dificuldades foram transferidas, ao longo do último século, quase que exclusivamente para os imigrantes legais e ilegais vindos principalmente de suas antigas colônias. Argélia, Costa do Marfim, Camarões e Haiti são algumas das procedências dessa turba que chega, há décadas, ao país. Muitas famílias vivem há mais de três gerações em solo francês e têm direitos civis iguais a qualquer Pierre ou Jean-Paul. Na prática, contudo, são vistos e vivem à parte: como negros, como árabes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São muitos os imigrantes que tomam veículos da National Express com seus filhos, imensas bagagens e documentação duvidosa estrada afora. A maioria deles, africanos procurando um lugar para se estabelecer no continente europeu, num nomadismo forçado principalmente pelas leis do mercado. As barreiras culturais e linguísticas, no entanto, também exercem grande influência nesse fluxo migratório. Via de regra, cada país europeu atrai em maior número imigrantes vindos de suas respectivas ex-colônias: indianos no Reino Unido, latinos na Espanha, brasileiros em Portugal, etc. Os africanos, assim como foram divididos na partilha colonial, hoje se distribuem por toda a Europa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha jornada à noite rumo a Paris exemplifica a forma como a maioria dos imigrantes africanos vive nos países em que se assentam. Poltronas rasgadas e sujas, muitas delas estragadas, todas desconfortáveis; sete horas de estrada sem acesso a um banheiro, sem luz; todas as janelas fechadas, o máximo que a National Express oferece para combater esse frio que já chega em novembro. Assim sendo, horas a fio respirando o mesmo pouco oxigênio viciado e sentindo o mesmo fedor impregnado no ônibus. Enquanto eu me sentia incomodado em ser tratado como um bicho, notava também o descaso dos outros passageiros. Todos, impávidos, dormiam. Muitos roncavam, ajudando a tornar meu sono inalcançável. Era fácil perceber que vários deles já estavam acostumados em fazer aquela mesma viagem com alguma frequência, além de todos já estarem acostumados a fazer viagens diversas nas mesmas condições. Mais que isso, todos se acostumaram a viver em condições análogas. Barrados pelo controle de imigração francês, à porta do Eurotúnel, todos os passageiros foram intimados a apresentar documentos, muitos de nós também convidados a descer do veículo. Alguns voltaram, outros ficaram pelo caminho, sendo fácil escutar algumas discussões acaloradas no frio, à beira do Canal da Mancha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A grande maioria seguiu viagem, espalhando-se depois pela periferia parisiense, um imenso bolsão de pobreza que circunda as partes centrais da cidade – e não para de crescer. Foi nesses subúrbios que rebentou, no final de 2005, uma &lt;a href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/story/2005/10/051029_parisrw.shtml" target="_blank"&gt;onda de violência&lt;/a&gt; há muito não vista em solo francês. Durante 21 dias, Paris e centenas de outras cidades da França foram sacudidas por incêndios, saques a lojas e embates entre jovens imigrantes e a polícia. O motivo dessa fúria teria sido uma tragédia envolvendo dois adolescentes, filhos de imigrantes vindos, respectivamente, de Mali e da Tunísia: ambos morreram eletrocutados, acidentalmente, em uma subestação de energia quando fugiam da polícia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A proporção que tais protestos acabaram tomando, resultando em um clima de pânico generalizado, tem raízes fortes, porém, no altíssimo índice de desemprego que ajuda a colocar essa juventude à margem da sociedade francesa. A postura arrogante e insensível das autoridades só serviu para acirrar os ânimos dos dois lados do conflito. Após milhares de carros, lojas e prédios públicos incendiados, além de centenas de pessoas feridas e detenções em massa, os protestos foram controlados pelo governo, e acabaram ajudando a eleger presidente o então ministro do Interior, Nicolas Sarkozy – que, no auge do caos, chegou a se referir aos autores dos atentados como “escória”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A escalada de Sarkozy, político conservador, ao poder, reflete o temor e a xenofobia crescente dos eleitores, que culpam os imigrantes pelo arrefecimento econômico vivido pelo país desde a década de 1990, ameaçando as conquistas advindas da política de bem-estar social, obra da social-democracia francesa. Poucos passos para fora do terminal da National Express em Paris mostram ao viajante recém-chegado as feridas abertas de uma sociedade em transição: ambulantes, pedintes, mendigos. Uma raridade na maior parte de Londres, um lugar-comum nos inúmeros pontos turísticos parisienses. Longe de enfear a cidade-luz, constrangem visivelmente seus habitantes que, orgulhosos, fazem seu melhor: empinam seus narizes à brisa do Sena.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8573978035735180881-2981635130081633225?l=apartamento73.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamento73.blogspot.com/feeds/2981635130081633225/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8573978035735180881&amp;postID=2981635130081633225' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/2981635130081633225'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/2981635130081633225'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamento73.blogspot.com/2010/02/menos-luz-no-fim-do-tunel.html' title='Menos luz no fim do túnel'/><author><name>Flávio Aguilar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18344142878287462613</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-kJwFjSoKlrM/TYPtka531gI/AAAAAAAAAkc/5hI_Mf17Pm8/s220/cavalo_guernica.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_f_RjJ-VTXxI/S3Lta19NT5I/AAAAAAAAAf0/ymZuEOkTQxY/s72-c/cartoon_immigrants.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8573978035735180881.post-3543097583813689912</id><published>2009-12-17T17:28:00.005-02:00</published><updated>2009-12-17T18:54:04.219-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='noite'/><title type='text'>Contra os empurradores de chopp!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_f_RjJ-VTXxI/SyqRgctxHPI/AAAAAAAAAd4/jE6AusjO9ZA/s1600-h/foto+gar%C3%A7on+chopp.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 240px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_f_RjJ-VTXxI/SyqRgctxHPI/AAAAAAAAAd4/jE6AusjO9ZA/s320/foto+gar%C3%A7on+chopp.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5416301488516439282" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;É relativamente recente em Porto Alegre essa moda dos bares que tentam exalar a atmosfera do tradicional botequim carioca: chopp na mesa, samba ao fundo, garçom de aventalzinho, decoração pretensamente simples. A idéia é bacana, sem dúvidas. E tem dado certo - já há algum tempo lugares assim vêm se espalhando pela Cidade Baixa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;aprovo&lt;/span&gt;! Sim, dou meu aval - na posição de frequentador contumaz de barzinhos, botecos e similares. Faço, porém, uma ressalva. Só umazinha, deixando mesmo de lado qualquer crítica já obsoleta ao preço do álcool na Capital:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Parem, queridos donos desses estabelecimentos, com a irritante mania de empurrar chopp para os clientes!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá estou eu tomando meu chopp, no sossego, conversando com os amigos, quando um garçom passa correndo e cata meu copo, que está perto do final (porém &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;AINDA CONTENDO O PRECIOSO LÍQUIDO&lt;/span&gt;), deixando um novo no lugar, sem perguntar se quero, muito menos se pode levar o copo anterior embora. A tática é simples: empurrar chopp sem parar no cliente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que pode surgir a desculpa singela de que esse método serve para facilitar o atendimento, em benefício do cliente. Porém &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;o benefício maior é do estabelecimento&lt;/span&gt;, que lucra mais "se fazendo de lôco".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;EU &lt;/span&gt;decido quando quero beber mais. E não quero ter que interromper minhas conversas a todo instante para impedir o garçom de impôr sua vontade sobre mim, seja no Boteco do Joaquim, no Natalício ou onde for.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que essa mensagem se espalhe pelo noite portoalegrense! &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;ABAIXO &lt;/span&gt;os empurradores de chopp!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8573978035735180881-3543097583813689912?l=apartamento73.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamento73.blogspot.com/feeds/3543097583813689912/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8573978035735180881&amp;postID=3543097583813689912' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/3543097583813689912'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/3543097583813689912'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamento73.blogspot.com/2009/12/contra-os-empurradores-de-chopp.html' title='Contra os empurradores de chopp!'/><author><name>Flávio Aguilar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18344142878287462613</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-kJwFjSoKlrM/TYPtka531gI/AAAAAAAAAkc/5hI_Mf17Pm8/s220/cavalo_guernica.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_f_RjJ-VTXxI/SyqRgctxHPI/AAAAAAAAAd4/jE6AusjO9ZA/s72-c/foto+gar%C3%A7on+chopp.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8573978035735180881.post-6222096000559480037</id><published>2009-08-24T14:00:00.006-03:00</published><updated>2009-12-17T17:13:13.156-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='london'/><title type='text'>Racismo: teoria e pratica</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_f_RjJ-VTXxI/SpLXpOnNtDI/AAAAAAAAAc8/KAVQ6IJ5ytQ/s1600-h/20071119-Cartum3.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 283px; height: 394px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_f_RjJ-VTXxI/SpLXpOnNtDI/AAAAAAAAAc8/KAVQ6IJ5ytQ/s400/20071119-Cartum3.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5373594408703603762" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Em Londres, cidade cosmopolita, multi-cultural, cabem todas as racas, credos e preconceitos. O negro aqui, porem, nao sofre pior tratamento do que o recebido no Brasil; alias, as maiores demonstracoes de racismo que presenciei ou das quais tomei conhecimento nos ultimos meses vieram justamente de brasileiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Miguel Schertel, atendente numa das inumeras filiais da Pizza Express espalhadas pela cidade, narrou recentemente as palavras amargas de uma garconete brasileira com quem trabalha, reclamando da "sacanagem" a que vinha sendo submetida pela recepcionista do estabelecimento nos ultimos dias. O problema, segunda ela, era a mania da menina de levar familias de negros para sua area na pizzaria:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Olha, nao tenho nada contra essa gente, mas tambem nao quero depender da gorjeta deles...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poucos dias antes eu havia visitado um flat - onde moram apenas brasileiros - em busca de novo quarto para alugar. Apos a tour rotineira pelo imovel, ouvi do camarada que me atendeu as "vantagens" que ele via em morar naquele apartamento. Entre elas, uma peculiar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Aqui tu nao vai ter que morar com qualquer um, morar com preto. O que as vezes acaba acontecendo por ai...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu descobriria pouco tempo depois que essa preocupacao nao era exclusividade dele. Um pernambucano, negro, dormiu no meu flat - num quarto triplo ja habitado por dois gauchos - por dois dias. Nao foi necessario mais do que esse curto espaco de tempo para que eu ouvisse dezenas de piadinhas sobre ele e para que uma reclamacao informal chegasse ao nosso &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Landlord"&gt;landlord&lt;/a&gt;, feita por um dos colegas de quarto do rapaz, sobre o "tipo de gente" que ele estava colocando no flat.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os ingleses nao sao santos, claro. Mais de uma vez, em frente a pubs, escutei vindo de carros rapidos - e medrosos - ofensas racistas dirigidas a negros que estavam parados perto de mim. Sao genuinamente inglesas, tambem, as gangues juvenis que - com acao similar a dos "bondes" que proliferam nas grandes areas urbanas do Brasil - fazem pequenos furtos, cometem vandalismos e, principalmente, espancam pessoas por motivos banais - ou por motivo nenhum. A diferenca da versao britanica 'e a forte motivacao racista na hora de escolher suas vitimas. Que o diga o seguranca negro de um shopping center londrino que, tentando impor respeito sobre quatro pirralhos que faziam baderna num Subway, foi brindado com uma imitacao de macaco e muitas risadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, o garoto responsavel por essa cena vergonhosa deixou o shopping chorando dentro de uma viatura de policia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A diferenca principal? Os negros que vivem na Inglaterra tem menos barreiras sociais e economicas do que as enfrentadas pelos negros brasileiros. Assim, se da com rapidez a efetiva inclusao deles na sociedade, o que colabora em muito para que sentimentos de odio racial arrefecam. O racismo no Brasil sobrevive alem do preconceito velado. Ele sustenta a desigualdade social atraves de um sistema judiciario e de uma economia elitistas, alem de encontrar o descaso de politicos que enxerga os negros apenas como massa de manobra, com apelo francamente populista. O brasileiro 'e racista na teoria e na pratica, em grau que ainda nao encontrei parecido em qualquer outra nacionalidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8573978035735180881-6222096000559480037?l=apartamento73.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamento73.blogspot.com/feeds/6222096000559480037/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8573978035735180881&amp;postID=6222096000559480037' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/6222096000559480037'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/6222096000559480037'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamento73.blogspot.com/2009/08/racismo-teoria-e-pratica.html' title='Racismo: teoria e pratica'/><author><name>Flávio Aguilar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18344142878287462613</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-kJwFjSoKlrM/TYPtka531gI/AAAAAAAAAkc/5hI_Mf17Pm8/s220/cavalo_guernica.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_f_RjJ-VTXxI/SpLXpOnNtDI/AAAAAAAAAc8/KAVQ6IJ5ytQ/s72-c/20071119-Cartum3.gif' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8573978035735180881.post-8236388280978907241</id><published>2009-07-29T08:34:00.006-03:00</published><updated>2009-07-29T09:28:56.703-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='london'/><title type='text'>Desabafo</title><content type='html'>Nao sei ate que idade acreditei nessa farsa - ate certo ponto engracada - que nos fazem crer desde novos, de que o bom vence, a meritocracia existe, as formigas levam a melhor no final de toda historia. Com certeza nao foi algo recente, mas tampouco foi algo instantaneo - e sei que volta e meia, com mais frequencia do que gostaria, tento me convencer, me fazer acreditar nessa ideia estupida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Provavelmente a nocao de vitoria final do "bem" contra o "mal" comecou com o advento da Religiao e disseminou-se rapidamente com os anos nas Trevas da Igreja Catolica e suas historinhas da carochinha mais do que eficientes. Desde muito novos crescemos envoltos por esse pensamento ridiculo - e, por muitas vezes, apenas confortador - de que nossos atos bons nos trarao a Redencao. Nos tempos em que a Igreja Catolica dominava todo o Ocidente com mao de ferro - e outros instrumentos de ferro tambem - nem ao menos existia a ideia de recompensa em vida, apenas a promessa do ceu para os bons e as chamas do inferno para os pecadores. Claro que essa nocao foi se subvertendo com o tempo, e aos poucos comecamos a instituir uma nova versao da palavra do Senhor: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Das que Receberas Tambem"&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Deus Ajuda Quem Cedo Madruga"&lt;/span&gt;, ou a melhor de todas&lt;span style="font-style: italic;"&gt; "Aqui Se Faz, Aqui Se Paga"&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que todos acreditam nessa baboseira buscando apenas amenizar a verdade que, do fundo de nossa percepcao, poderia infernizar nossas vidas: fazer o que se acredita certo, e o que os outros acreditam certo, nao garante porcaria nenhuma, e aquele puxa-saco incompetente do seu trabalho tem grandes chances de se dar muito bem na vida sem qualquer merecimento, enquanto a honrosa integridade que voce acredita ter - entre outras qualidades admiraveis - pode vir a te levar para o olho da rua ou, pior, de encontro ao para-choque de um caminhoneiro bebado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas pessoas tem o sonho de morar na Europa, conhecer outras culturas, pessoas, trabalhar, estudar nesse continente onde vivo agora. Ja foi um grande desejo meu tambem. Hoje vivo em Londres e posso confirmar algo que ja imaginava e sobre o que ja tinham me falado: a cidade esta cheia de brasileiros que nao aproveitam 99% da oportunidade que tem morando aqui. O museu escolhido por eles chama-se Madame Tussauds, as festas a que vao chamam-se Walk About e Heaven que, talvez por estarem infestadas por eles, sao mais bagaceiras e deprimentes que qualquer Festa do Pinhao - com a diferenca que aqui Ecstasy e LSD custam 10 vezes menos que no Brasil. Eles vivem e sobrevivem entre brasileiros, pois nao conseguem se relacionar com pessoas que estejam fora de sua (pouca) cultura. Viajam pelo continente com o intuito de incrementar seus albuns no Orkut e ganhar algum status. Muito ficam na Europa como imigrantes ilegais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles nao merecem estar aqui. Na verdade, deveriam redimir-se ao velho plano de tentar "passar num concursinho" e ter uma casa em Cidreira para os finais de semana. Mas estao aqui aos montes, e nao consigo evita-los por mais que tente. Nao sao as imagens de violencia na televisao, ou do carnaval, ou as historias de corrupcao e pobreza de nosso pais que estragam a imagem do brasileiro no exterior: sao esses imigrantes descerebrados, ignorantes, que mal sabem escrever/falar na sua lingua materna mas querem "pegar um ingles".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas pessoas podem acabar muito melhor do que voce e eu, por alguma razao que nem o tal de Deus saberia explicar. Entao, meu caro, a palavra de ordem 'e PRESSA.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8573978035735180881-8236388280978907241?l=apartamento73.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamento73.blogspot.com/feeds/8236388280978907241/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8573978035735180881&amp;postID=8236388280978907241' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/8236388280978907241'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/8236388280978907241'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamento73.blogspot.com/2009/07/desabafo.html' title='Desabafo'/><author><name>Flávio Aguilar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18344142878287462613</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-kJwFjSoKlrM/TYPtka531gI/AAAAAAAAAkc/5hI_Mf17Pm8/s220/cavalo_guernica.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8573978035735180881.post-4586655562689130873</id><published>2009-03-30T02:41:00.004-03:00</published><updated>2009-03-30T02:54:12.814-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura'/><title type='text'>Entre Bukowski e Gutiérrez</title><content type='html'>&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Palatino Linotype';"&gt;&lt;/span&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Palatino Linotype';"&gt;Entre Charles Bukowski e Pedro Juan Gutiérrez se dá um paradoxo interessante, inicialmente, com o arrastado cenário político entre os países de origem dos escritores. Os Estados Unidos de Bukowski e a Cuba de Gutiérrez não teriam criado literaturas tão parecidas e tão propensas a uma análise comparatista otimista se levássemos em conta o pensamento generalizador de contexto político e econômico. Isso se mostrará, adiante, equivocado por diversas maneiras.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Palatino Linotype';"&gt;O universo em que transita a personagem auto-caricatural Henry Chinaski, em livros do “velho safado” como Mulheres e Hollywood, é o de pessoas à margem da estrutura política, econômica e cultural norte-americana dos anos 40 aos 80. Catalogado freqüentemente entre os autores da &lt;em&gt;geração beat, &lt;/em&gt;Bukowski se notabilizará pelo contraponto ideológico frente a essa safra de escritores. Ao contrário do desassossego viajante de Jack Kerouac e William Burroughs, não existe em Bukowski a esperança de redenção por sobre a monotonia da vida ordenada e do comodismo americano pós segunda guerra. O exemplo maior de sua filosofia pessoal vai se dar com sua morte e a inscrição feita na lápide: “Don’t Try” – Nem tente. É a impossibilidade de fugir das amarras da sociedade capitalista que dita a lógica escapista do autor. Se não há o caminho para a mudança, o preferível é aproveitar os prazeres levianos do sexo, da bebida, das drogas, da irresponsabilidade, sem comprometimento algum.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Palatino Linotype';"&gt;Em &lt;em&gt;Trilogia Suja de Havana&lt;/em&gt;, Gutiérrez irá dialogar com Bukowski, a princípio, quanto à temática “suja” e desesperançada. Na Cuba de Fidel castro, logo após uma das piores crises econômicas do país – o que não é pouco para um país que passa por uma crise perpétua dentro de seu regime fechado – o cenário não poderia ser mais desolador: pobreza generalizada, tentativas de fuga constantes dos cubanos em busca de oportunidades nos EUA, incomunicabilidade com o exterior. A ausência da esperança é uma constante entre as inúmeras personagens retratadas por Gutiérrez. Similaridades entre o capitalismo estadunidense e o socialismo cubano? Em partes. A opressão sobre as personagens de Bukowski faz parte mais de um sistema cultural – apesar de ligado intimamente ao contexto político e econômico americano – próprio dos EUA do que unicamente do sistema capitalista. Por outro lado, a opressão sobre Pedro Juan e seus amigos segue uma lógica quase naturalista: o Estado está tão presente no dia-a-dia da população cubana que sua presença já quase não é sentida fisicamente, ficando seus resquícios – a miséria, a opressão do individual e a busca incessante da sobrevivência – como fatores ligados à natureza cubana, e transformando o cubano pobre em um ser quase animal. A partir desse momento se pode entender um pouco a proposta de Gutiérrez em outro livro, Animal Tropical: o latino, o caribenho, sua sexualidade e existência em partes escatológica, colocado à distância da civilidade norte-americana e européia.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Palatino Linotype';"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;img src="http://vacaamarela.files.wordpress.com/2007/11/bukowski230.jpg" alt="bukowski230.jpg" /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Palatino Linotype';"&gt;A partir desse ponto podemos supor uma independência de motivações entre o cenário de Bukowski e o de Gutiérrez. Na Los Angeles de Bukowski existe a oportunidade, basta entrar no jogo. Na Havana de Gutiérrez a oportunidade não existe, ficando o homem à espera da sorte, e pouco além disso. Para esmiuçar ambas as realidades, os autores se colocaram como seus protagonistas. No caso, personagens parecidas, já que ambas com uma noção primordial da realidade em que vivem e certo conhecimento intelectual que lhes permite analisar o que se passa com sobriedade, apesar da recorrência e, mesmo, preferência por soluções e conclusões fáceis, afeitas à “filosofia de boteco”. Na verdade, as personagens em nenhum momento parecem buscar um caminho diferente, perecendo uma ideologia comum de ausência da ganância, tanto intelectual quanto social. Por outro lado, as personagens secundárias de ambas as obras se mostram menos resolvidas, transparecendo uma inconstância ideológica comum sobre a adequação social. As amantes de Chinaski em &lt;em&gt;Mulheres &lt;/em&gt;têm todas um desejo tácito de ascensão, mesmo que transpareçam a mais absoluta ausência de solução para esse problema. Também as amantes de Pedro em &lt;em&gt;Trilogia Suja de Havana&lt;/em&gt; são sempre as personagens menos conformadas com a realidade miserável de Havana e com o comodismo que toma conta da população, mesmo que isso signifique apenas, também nesse caso, uma tendência individualista.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Palatino Linotype';"&gt;Descontando a similaridade temática dos autores, encontramos na estrutura textual e no estilo de prosa de ambos outros pontos de convergência inegáveis. Tomando como objeto de caso novamente as obras &lt;em&gt;Trilogia Suja de Havana&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Mulheres&lt;/em&gt;, são de se notar diversos aspectos, como a estrutura não linear dos capítulos, o estilo informal da escrita e a confusão entre ficção e realidade – muito do escrito é baseado nas vidas dos autores, muito é exagerado e romantizado. O estilo aparentemente descompromissado de estruturar a narrativa e desenvolvê-la parece mais um suporte à idéia de fuga do sistema cultural padronizado – tanto o estadunidense de Bukowski, mesmo que já dialogando com a experiência &lt;em&gt;beat,&lt;/em&gt; quanto o latino-americano de Gutiérrez, mesmo que dialogando com o próprio Bukowski. Essa idéia de fuga, porém, vai de encontro com uma busca: a de atingir leitores que se identifiquem com as obras. Claro que nada é por acaso, ambos os autores tinham uma idéia de público-alvo que não irá desaparecer frente à desesperança interna de suas obras. Bukowski tinha, e isso transparece em momentos de sua narrativa, pretensões artísticas, assim como Gutiérrez – além da conotação política da qual é impossível fugir. Deve-se separar o conteúdo de sua proposta primordial; a de ser lido e, conseqüentemente, discutido.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Palatino Linotype';"&gt;Por fim, cabe frisar outro diálogo entre os autores: a influência cultural latina na Los Angeles de Bukowski e a influência cultural norte-americana, se não em Havana, ao menos na formação intelectual e ideológica de Gutiérrez. Bukowski, também por conta dessa influência e por, também a partir dela, ter formado um estilo próprio e peculiar, não se dimensiona como expoente de uma literatura norte-americana. Por outro lado, Gutiérrez, como escritor latino-americano, não sofreria dessa restrição nos círculos acadêmicos no momento de se inscrever como expoente latino-americano – ainda é cedo, claro. A influência cultural norte-americana, assim como a européia, é uma constante no fazer literário da América Latina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;N. E.&lt;/span&gt; Em tempos de pouco tempo para o cuidado virtual, publico, em homenagem aos 15 anos da morte de Bukowski, texto antes divulgado no já há muito travado &lt;/span&gt;&lt;a style="font-style: italic;" href="http://vacaamarela.wordpress.com"&gt;Vaca Amarela.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mais sobre o autor, escrevi no &lt;a href="http://minimomultiplo.com/index.php?page=15"&gt;Mínimo Múltiplo&lt;/a&gt;. Texto publicado ontem, com direito a um desenho despretensioso feito por mim especialmente para a ocasião.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8573978035735180881-4586655562689130873?l=apartamento73.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamento73.blogspot.com/feeds/4586655562689130873/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8573978035735180881&amp;postID=4586655562689130873' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/4586655562689130873'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/4586655562689130873'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamento73.blogspot.com/2009/03/entre-bukowski-e-gutierrez.html' title='Entre Bukowski e Gutiérrez'/><author><name>Flávio Aguilar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18344142878287462613</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-kJwFjSoKlrM/TYPtka531gI/AAAAAAAAAkc/5hI_Mf17Pm8/s220/cavalo_guernica.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8573978035735180881.post-699696213410479292</id><published>2009-02-27T01:58:00.002-03:00</published><updated>2009-02-27T02:03:18.672-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura'/><title type='text'>03. Sindicato de Ladrões (1954), de Elia Kazan [100 filmes da Bravo!]</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_f_RjJ-VTXxI/SadzosPj0nI/AAAAAAAAAbc/rzIu_eaPtm4/s1600-h/sindicatodeladroes.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 320px; height: 232px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_f_RjJ-VTXxI/SadzosPj0nI/AAAAAAAAAbc/rzIu_eaPtm4/s320/sindicatodeladroes.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5307337828787802738" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Puxa vida, e vejam o Brando aí de novo. Temos em Sindicato de Ladrões mais uma soberba atuação do ator que é considerado por muitos o maior da história do cinema. Mas, claro, as qualidades do filme de Kazan não se esgotam aí. Sindicato de Ladrões se justifica no Top 3 da Bravo! e talvez se justificasse também no meu Top 3 - inclusive já fiz uma resenha a respeito. Uma história bem dirigida por Kazan, com, além de Brando, diversas outras grandes atuações, e elementos preciosos na narrativa, fazem desse filme outro sensível marco cinematográfico. &lt;p&gt;A história sensibiliza do início ao fim. Ao tratar da corrupção e violência que dominava um sindicato de trabalhadores portuários, Sindicato de Ladrões mostra a triste situação da divisão de classes dentro de classes, da dominação de homens por outros em escala infinita, da deterioração do indivíduo em um capitalismo que lhe tira a vontade e as oportunidades.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;No centro da história, Terry Malloy (Brando), um ex-boxeador frustrado pelos interesses do irmão Charley (Rod Steiger) na luta que poderia ter lhe levado à fama no boxe, vive na mediocridade como parasita do corrupto sindicato de trabalhadores das docas, uma máfia comandada por Johnny Friendly (Lee J. Cobb), de quem Charley é o braço direito. Após participar do assassinato de um amigo que estava criando problemas ao sindicato, Terry se apaixona por sua irmã, e passa o filme no dilema de entregar os “amigos”, entre eles seu irmão, para a justiça - e assim sair da condição moral miserável em que vive - ou nessa condição se manter.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;São diversas as cenas antológicas, incluindo o famoso diálogo de Terry com Charley no carro, usada em aulas de interpretação no mundo inteiro. O desfecho - que eu não vou contar - me fez levantar da cama e permanecer em pé até rolarem os créditos finais.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8573978035735180881-699696213410479292?l=apartamento73.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamento73.blogspot.com/feeds/699696213410479292/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8573978035735180881&amp;postID=699696213410479292' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/699696213410479292'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/699696213410479292'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamento73.blogspot.com/2009/02/03-sindicato-de-ladroes-1954-de-elia.html' title='03. Sindicato de Ladrões (1954), de Elia Kazan [100 filmes da Bravo!]'/><author><name>Flávio Aguilar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18344142878287462613</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-kJwFjSoKlrM/TYPtka531gI/AAAAAAAAAkc/5hI_Mf17Pm8/s220/cavalo_guernica.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_f_RjJ-VTXxI/SadzosPj0nI/AAAAAAAAAbc/rzIu_eaPtm4/s72-c/sindicatodeladroes.gif' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8573978035735180881.post-3466243421255039158</id><published>2009-02-25T19:33:00.006-03:00</published><updated>2009-02-27T00:05:55.890-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura'/><title type='text'>Por que discutir?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_f_RjJ-VTXxI/SaXU3aFkZzI/AAAAAAAAAbU/BLZ5FrhNtVU/s1600-h/Plat%25C3%25A3o%2Be%2BArist%25C3%25B3teles.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 254px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_f_RjJ-VTXxI/SaXU3aFkZzI/AAAAAAAAAbU/BLZ5FrhNtVU/s320/Plat%25C3%25A3o%2Be%2BArist%25C3%25B3teles.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5306881784286570290" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;" class="palavra"&gt;Discussão&lt;/span&gt;: &lt;span class="palavraComPontos"&gt;dis.cus.são&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span class="descricao"&gt;&lt;i&gt; sf&lt;/i&gt; (&lt;i&gt;lat discussione&lt;/i&gt;)&lt;b&gt; 1&lt;/b&gt; Ato ou efeito de discutir.&lt;b&gt; 2&lt;/b&gt; Exame de um assunto por meio de argumentos; argumentação que tem por fim chegar à verdade ou elucidar dificuldades; debate: &lt;i&gt;Da discussão nasce a luz&lt;/i&gt;.&lt;b&gt; 3&lt;/b&gt; Contenda, disputa.&lt;b&gt; 4&lt;/b&gt; Controvérsia, polêmica.&lt;b&gt; 5&lt;/b&gt; Altercação, briga.&lt;b&gt; 6&lt;/b&gt;&lt;i&gt; Dir&lt;/i&gt; Sustentação de razões pelas partes litigantes para que se esclareça a verdade do fato e se demonstre a quem assiste o direito pleiteado.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Da discussão nasce a luz? Essa descrição do termo, por ser colocada em itálico no dicionário Michaelis, provavelmente é uma citação. Quem disse isso? Vá saber. Eu arriscaria &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Platão&lt;/span&gt;, o filósofo grego que defendia o diálogo como forma literária maior - e consequentemente tornou-se célebre escrevendo assim. Porém, tal citação poderia originar-se de qualquer pessoa imbuída na cultura ocidental, calcada no &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;pensamento grego-romano&lt;/span&gt;, que vê na discussão, no diálogo, uma arte a serviço da busca do conhecimento.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Escrevo aqui tentando abrir parênteses nessa concepção tão antiga quanto combalida. Parênteses com aroma de século XXI, quando a idéia de que a discussão é não só nobre quanto necessária já não é tão hegemônica. Mais de uma vez nos últimos dias tive conversas que entabularam em princípio de discussão, eu e meu interlocutor divergindo sobre algum tema banal e começando a expôr nossos pontos de vista. E, mais de uma vez, quem estava comigo apressou-se em atirar panos quentes na conversa: "ah, velho. Opiniões são opiniões. Fica com a tua, eu fico com a minha, para que um tentar convencer o outro do contrário?"&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Essa postura guarda uma louvável intenção de assegurar respeito entre as partes, um convite à cordialidade. Porém, o importante para mim foi notar a falência da visão clássica da validade da discussão. Poderíamos culpar &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Nietzsche &lt;/span&gt;por isso? Foi o filósofo alemão que difundiu o conceito de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;relativismo&lt;/span&gt; e, com isso, talvez tenha inaugurado a era da discussão moderna no Ocidente. Disse ele: "o mundo para nós tornou-se novamente infinito no sentido de que não podemos negar a possilidade de se prestar a uma infinidade de interpretações". Essa visão, expressa na obra "A Gaia Ciência", vai de encontro à visão &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;etnocentrista &lt;/span&gt;que a ciência moderna herdou dos gregos - de onde veio o termo "bárbaro", usado por eles para se referir a quem não compartilhava de seus valores.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O resgate dos valores greco-romanos no &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Renascimento &lt;/span&gt;e, depois, no &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Iluminismo&lt;/span&gt;, formou uma cultura ocidental calcada na idéia de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;"Império da Razão"&lt;/span&gt;, uma razão que caminharia sempre em uma mesma direção, desenvolvimentista, o que guarda o perigo de querer destinar a todas as culturas os mesmos "problemas" e "soluções". Nietzsche acabou com a festa.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mas que visão é essa que emerge em nossos tempos? Será que a "lição" que deveríamos levar da filosofia de Nietzsche e tantos outros (ele não fez nada sozinho) não ficaria melhor resumida em "respeite as outras opiniões, respeite o diferente" do que em "não me agrida com seus argumentos"? A palavra &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;discussão &lt;/span&gt;parece às vezes guardar uma aparência agressiva. Admito que a imagem que vem à minha cabeça ao ouvi-la é - em algum daqueles exercícios tão caros aos psicanalistas - a de um casal à beira do divórcio; assim como o complemento que imagino em minha cabeça de jornalista seria "...acaba em morte".&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Minha visão disso tudo é simples: evitar a discussão com o argumento de que "ninguém tem que convencer ninguém" é posicionar-se na defensiva, ter receio de expor argumentos para suas posições ou, em último caso, uma desculpa esfarrapada para que não está com vontade de jogar conversa fora.  Excetuando-se a última possibilidade, acredito que em geral esse procedimento vem calcado de uma visão negativa do diálogo; seja por quem não dá importância à discussão, seja por quem está acostumado a lidar com gente que não respeita seu real valor: expor pontos de vista, sem comprometimento em doutrinar seu interlocutor.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Platão e Nietzsche estavam certos, fico em cima do muro. Porém, tudo é mais difícil na prática. E defender um ponto de vista é praticá-lo.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8573978035735180881-3466243421255039158?l=apartamento73.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamento73.blogspot.com/feeds/3466243421255039158/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8573978035735180881&amp;postID=3466243421255039158' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/3466243421255039158'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/3466243421255039158'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamento73.blogspot.com/2009/02/por-que-discutir.html' title='Por que discutir?'/><author><name>Flávio Aguilar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18344142878287462613</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-kJwFjSoKlrM/TYPtka531gI/AAAAAAAAAkc/5hI_Mf17Pm8/s220/cavalo_guernica.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_f_RjJ-VTXxI/SaXU3aFkZzI/AAAAAAAAAbU/BLZ5FrhNtVU/s72-c/Plat%25C3%25A3o%2Be%2BArist%25C3%25B3teles.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8573978035735180881.post-6797293306274898861</id><published>2009-02-23T00:35:00.005-03:00</published><updated>2009-02-23T01:12:25.422-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura'/><title type='text'>Fofoca mal contada também vale</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_f_RjJ-VTXxI/SaIhwrYOoNI/AAAAAAAAAbM/_IpewVCVNhw/s1600-h/3114BF_1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 250px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_f_RjJ-VTXxI/SaIhwrYOoNI/AAAAAAAAAbM/_IpewVCVNhw/s320/3114BF_1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5305840431157649618" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Uma biografia não-autorizada de Roberto Carlos (o cantor, claro) atrairia a atenção de quem gosta e de quem não gosta dele por forças próprias, mas quando o livro escrito por Paulo César de Araújo foi tirado de circulação por medida judicial favorável ao cantor - que teria se irritado com a invasão de sua privacidade - todos ficaram ainda mais curiosos em saber o que tanto preocupava o Rei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Baixei o livro de Araújo quando do seu lançamento nas livrarias. Li as páginas iniciais mas, seja qual foi o motivo, acabei deixando-o de lado - talvez o principal fator seja mesmo seu formato digital, ao qual dificilmente o leitor consegue se acostumar. Pois nesse feriado de Carnaval, completamente jogado às ratazanas, tendo que trabalhar todos os dias e passar noites solitárias em meu apartamento, lembrei que tinha acesso a essa biografia. Dessa vez fui mais longe, bem mais longe, acabei por lê-la inteira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não dá pra negar que a vida de Roberto Carlos é interessantíssima. Na obra de Araujo há referências e detalhes de todos os dramas do cantor, como a perda de sua perna quando criança, seus casos amorosos, o desenvolvimento de seu Transtorno Obssessivo Compulsivo (TOC) e outros bafões do gênero. Dá para entender a irritação do Rei, conhecido pela preocupação que nutre com sua imagem, ao saber do conteúdo do livro. Porém, nada de muito estarrecedor é contado, nada que manche a imagem do cantor mais popular do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, a atitude tomada por Roberto Carlos ao impedir a venda dessa biografia não-autorizada acaba sendo benéfica ao público em geral. O livro é muito mal-escrito. Araújo mostra pouco preparo para uma narrativa tão longa, fazendo com que a prosa dê voltas à toa e, em alguns momentos, abra parênteses grandes demais. O autor peca também ao interferir muito na obra, sem que suas opiniões acrescentem ao conteúdo. Alguns expedientes propostos por Araújo são inexplicáveis, como em certo momento, em que o autor compara o amor de Roberto Carlos por Maria Rita ao de John Lennon por Yoko Ono (?). Ele acaba por esquecer do Rei, a favor do romance do ex-Beatles - talvez querendo aproveitar a qualquer custo as histórias contadas por um de seus entrevistados sobre Lennon.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar das críticas ao autor, saliento o valor que o material tem, fruto de uma pesquisa que contou com acesso a muitas das pessoas que conviveram intimamente com Roberto Carlos. Só de saber que o Rei também "deu uns pegas" na Maysa, já vale o esforço da leitura.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8573978035735180881-6797293306274898861?l=apartamento73.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamento73.blogspot.com/feeds/6797293306274898861/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8573978035735180881&amp;postID=6797293306274898861' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/6797293306274898861'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/6797293306274898861'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamento73.blogspot.com/2009/02/fofoca-mal-contada-tambem-vale.html' title='Fofoca mal contada também vale'/><author><name>Flávio Aguilar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18344142878287462613</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-kJwFjSoKlrM/TYPtka531gI/AAAAAAAAAkc/5hI_Mf17Pm8/s220/cavalo_guernica.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_f_RjJ-VTXxI/SaIhwrYOoNI/AAAAAAAAAbM/_IpewVCVNhw/s72-c/3114BF_1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8573978035735180881.post-6645446932906291500</id><published>2009-01-29T21:38:00.004-02:00</published><updated>2009-02-12T22:59:01.494-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='contos'/><title type='text'>Biografia de Juan Aguado</title><content type='html'>Juan Aguado guardava essa personalidade mui peculiar, dotada de grandes virtudes, assim como dos pecados mais ofensivos à convenção social. Chegou de Madrid a Porto Alegre na década de 50, logo após servir no exército espanhol. A ascenção de Franco ao poder lhe desencorajou a voltar - e, de fato, jamais voltaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seu passaporte consta a profissão "mecânico de Mercedez Benz". Familiares contam que só o viram dirigir uma vez, porém com extrema perícia. Trabalhou sempre em lugares elegantes, em posições "baixas": garçom, cozinheiro, copeiro... Dotado de vasto conhecimento, fluente em três línguas, não tinha dificuldade para fazer amigos nem muito interesse em mantê-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Casou, teve filhos, abriu um restaurante - comida espanhola, claro. Viveu na cidade por mais de 30 anos na ilegalidade, recusando favores, documentos, oficialidades. Um conhecido, alto funcionário de certa companhia aérea, lhe ofereceu passagens para visitar parentes na terra natal. Recusou: "não tenho nada para fazer lá". O cônsul local quis facilitar uma aposentadoria pelo exército espanhol, Juan nunca se interessou. Lia as cartas e jogava pelos cantos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teve posses por certa época, fruto da amizade com contrabandistas que operavam no Porto. Desfilou em ternos bem cortados, deu bons presentes aos filhos. Seu pai, mestre sapateiro, mandava sapatos de Madrid. A mãe mandava brinquedos às crianças. Na posição mais baixa em que esteve ou na mais alta nunca perdeu a teimosia, a maneira de levar tudo às últimas inconseqüências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos anos 80, diabético, recusou parar de beber. Certa feita, em acidente comum, cortou o pé esquerdo ao pisar em um caco de vidro. Não tratou do corte, recusando-se a ir à Santa Casa, "ficar no meio do pobreril". Não faltaram, porém, vizinhos para aconselhar "um remedinho caseiro", "uma plantinha", "um chazinho". Quando o seu pé - já infeccionado - infestava toda a casa de mau-cheiro, obrigaram-no a ir ao hospital.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cortaram-lhe o pé, depois até o joelho, depois até o quadril, até descobrirem que a infecção já percorria todo o corpo. Morreu em dois dias. A certidão de óbito assinala" "sem posses, sem deixar bens". Juan Aguado, Juan Aguilar Aguado, meu avô, conseguiu o que parecia buscar: morrer de orgulho, deixando poucos vestígios.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8573978035735180881-6645446932906291500?l=apartamento73.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamento73.blogspot.com/feeds/6645446932906291500/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8573978035735180881&amp;postID=6645446932906291500' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/6645446932906291500'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/6645446932906291500'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamento73.blogspot.com/2009/01/biografia-de-juan-aguado.html' title='Biografia de Juan Aguado'/><author><name>Flávio Aguilar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18344142878287462613</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-kJwFjSoKlrM/TYPtka531gI/AAAAAAAAAkc/5hI_Mf17Pm8/s220/cavalo_guernica.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8573978035735180881.post-9187787028687691343</id><published>2008-12-31T15:48:00.005-02:00</published><updated>2008-12-31T19:49:03.512-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='música'/><title type='text'>No más Hermanos</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_f_RjJ-VTXxI/SVvoq0PsouI/AAAAAAAAAZs/BH-gDVZBMX0/s1600-h/307078222_8e4837c6bd.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 320px; height: 256px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_f_RjJ-VTXxI/SVvoq0PsouI/AAAAAAAAAZs/BH-gDVZBMX0/s320/307078222_8e4837c6bd.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5286074409926042338" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Na última vez - e única - em que escrevi sobre o novo álbum do Marcelo Camelo, "Sou", confesso ter tido certa rispidez nas palavras. É por isso, e por alguns elementos novos que trago à conversa, que volto a abordá-lo. Recentemente, em clima de Natal, pensei em escutar mais algumas vezes o "Sou", e é isso justamente que estou fazendo agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sou da turma que defende a teoria de que alguns discos precisam ser ouvidos diversas vezes para ser compreendidos. Conversa fiada. O que vale é a atenção que damos, algo raro hoje em dia. Pouco paramos a nos dedicar com exclusividade à apreciação da música. O negócio é colocar música para lavar louça, tomar banho, conversar no Messenger. Fugi dessa onda e dediquei amplos ouvidos ao Camelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha opinião pouco mudou. "Sou" ainda é um álbum chato e pretensioso. Camelo mostra na maioria das músicas que é um compositor talentoso, como em "Doce Solidão" e "Janta". Porém, sua empreitada pela MPB e por uma espécie de balada próxima ao folk ainda precisa amadurecer muito, principalmente nos seus arranjos. Apesar de mostrar notável progresso como violonista, o ex-Hermano ainda peca nas escolhas que faz na hora de dosar experimentações. Soma-se a isso a estranha impostura de sua voz, quase inaudível em algumas canções. Talvez Camelo tivesse melhor sucesso chamando vocalistas para cantar em suas músicas, como faz em "Janta", em que Mallu Magalhães corta o seu murmúrio com uma voz singela, quase infantil, singularmente bonita. Poucos álbuns tem uma primeira faixa tão desestimulante quanto esse, com "Téo e a Gaivota". As letras do disco também deixam a desejar, tentando soar - sem sucesso - à maneira de Caymmi e outros compositores aparentemente simples mas que sabiam dar profundidade bem maior a seus versos com as mesmas palavras usadas por Camelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Longe daqui, nos EUA, Rodrigo Amarante seguiu um caminho bem diferente de Camelo, ao juntar-se com o baterista dos Strokes, o brasileiro Fabrizio Moretti, e a cantora Binki Shapiro. O Little Joy soa um pouco como Strokes, um pouco como Los Hermanos, um pouco como várias outras coisas: reggae, folk, salsa... A mistura resulta num pop eficiente, com momentos de brilho em diversas faixas, como "Unattainable", cantada com doçura por Shapiro, "Evaporar", única música em português, cantada por Amarante e que lembra um pouco o álbum de Camelo. Predominam no álbum os rocks rápidos e simples, levados com naturalidade surpreendente - principalmente pelo idioma - pela voz arrastada de Amarante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Difícil comparar o que cada um fez. Talvez Amarante tenha levado vantagem no resultado final por ser menos ambicioso que Camelo, de quem se esperava mais. Camelo teve recepção calorosa do público gaúcho quando veio tocar em Porto Alegre. Amarante vem à cidade com o Little Joy no final de janeiro, um teste interessante em uma cidade que sempre acolheu com entusiasmo os saudosos Hermanos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8573978035735180881-9187787028687691343?l=apartamento73.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamento73.blogspot.com/feeds/9187787028687691343/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8573978035735180881&amp;postID=9187787028687691343' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/9187787028687691343'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/9187787028687691343'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamento73.blogspot.com/2008/12/no-ms-hermanos.html' title='No más Hermanos'/><author><name>Flávio Aguilar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18344142878287462613</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-kJwFjSoKlrM/TYPtka531gI/AAAAAAAAAkc/5hI_Mf17Pm8/s220/cavalo_guernica.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_f_RjJ-VTXxI/SVvoq0PsouI/AAAAAAAAAZs/BH-gDVZBMX0/s72-c/307078222_8e4837c6bd.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8573978035735180881.post-8931181818889394527</id><published>2008-12-28T21:32:00.002-02:00</published><updated>2008-12-28T21:58:29.773-02:00</updated><title type='text'>Coluna do meio</title><content type='html'>Dia desses fiz um barraco no Youtube, nos comentários sobre o &lt;a class="wp-caption-dd" href="http://br.youtube.com/watch?v=VKpcr0EtZZg" target="_blank"&gt;“Pollyshop - Kit Left Revolution".&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O projeto, de uma disciplina de Comunicação da Fabico (ai, que saudade), conseguiu notável sucesso ao tirar sarro dos "neo-esquedistas" de faculdade. Na última vez em que acessei, eram mais de 35.000 acessos e 200 comentários. Considerando a baixa qualidade do vídeo, os clichês utilizados e tudo o mais, é algo a ser comemorado (ao menos por quem fez o troço).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A discussão não levou a nada - caminho natural da maioria dessas discussões virtuais. Não levou a nada, digamos, de efetivo; porém, discussões sobre ideologia, política, fanatismo e hipocrisia são sempre importantes. Por exemplo: ao irritar-me com a leitura preconceituosa que alguns reacionários enrustidos fizeram do vídeo, perdi cerca de meia-hora escrevendo e escrevendo para acabar sendo taxado como um dos alvos da obra. Isso mostra que a maioria das pessoas pouco sabe argumentar e entender posições que fujam do 8 ou 80, da dicotomia esquerda x direita, do preto e do branco (ou do vermelho). Nossa sociedade parece ainda viver nos anos de Guerra Fria, longe de fugir das convenções que nasceram nessa época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Eduardo Nunes escreveu &lt;a href="http://operiscopio.wordpress.com/2008/12/19/extremistas-do-mundo-desuni-vos/"&gt;em seu blog&lt;/a&gt; sobre o vídeo e toda a mini-polêmica em volta dele. O texto é ótimo, trazendo um olhar crítico sobre a discussão e posicionando-se eficazmente em cima do muro. Não acho essa posição uma vergonha. Uma visão geral sobre minhas idéias e sobre o que defendo/condeno deve também jogar-me em meio a essa turma. O blogueiro amigo poderia, assim, ter evitado colocar-me na "defesa da esquerda mundial". Nesse ponto, acabou cometendo o mesmo erro dos colegas de atrito no Youtube.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Junto-me, no entanto, ao grosso de seu discurso. As visões simplistas que temos da esquerda e da direita apenas evitam que possamos entender a multiplicidade de idéias que costumeiramente jogamos nesses caldeirões, assim como acirram discussões vazias. Um pouco de estudo não faz mal para essa gente, nem um pouco de bom-senso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8573978035735180881-8931181818889394527?l=apartamento73.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamento73.blogspot.com/feeds/8931181818889394527/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8573978035735180881&amp;postID=8931181818889394527' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/8931181818889394527'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/8931181818889394527'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamento73.blogspot.com/2008/12/coluna-do-meio.html' title='Coluna do meio'/><author><name>Flávio Aguilar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18344142878287462613</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-kJwFjSoKlrM/TYPtka531gI/AAAAAAAAAkc/5hI_Mf17Pm8/s220/cavalo_guernica.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8573978035735180881.post-1565187841143683622</id><published>2008-12-25T20:59:00.003-02:00</published><updated>2008-12-25T21:07:04.377-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cotidiano'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='opinião'/><title type='text'>Os heróis de 2008</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_f_RjJ-VTXxI/SVQRfeta8eI/AAAAAAAAAZk/XtNbyYnJBcA/s1600-h/reveillon.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 320px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_f_RjJ-VTXxI/SVQRfeta8eI/AAAAAAAAAZk/XtNbyYnJBcA/s320/reveillon.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5283867495329624546" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Dificilmente alguma revista, jornal ou similar deixará de, na tarefa de escolher a personalidade do ano de 2008, optar pelo furacão &lt;a href="http://minimomultiplo.com/index.php?page=98"&gt;Barack Obama&lt;/a&gt;. Mas pensemos que, talvez, o veículo em questão tenha vocações exageradamente patrióticas; nesse caso, não seria de todo surpreendente encarar na primeira página uma imensa foto de César Cielo ou Felipe Massa ou outro desses grandes brasileiros que mostram o &lt;a href="http://minimomultiplo.com/index.php?page=77"&gt;poder da nação brasileira&lt;/a&gt; aos olhos do exterior (sic).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segue, porém, a brincadeira. Digamos que estamos falando de uma revista de comportamento ou variedades (adoro essas definições); nesse caso, Madonna seria a grande figura de 2008: “aos 50 anos, rainha do pop mostra que continua poderosa”. Revistas femininas poderiam acabar utilizando o mesmo critério para escolhê-la. E, se formos pensar bem, a questão de ‘poder’ normalmente será o norte dessas escolhas, fadadas a exercitar o fascínio das pessoas pelo sucesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para mim, 2008 é um ano simbolicamente triste, indecorosamente amargo. Em meio à calamidade do mercado financeiro, surgiram dúvidas e incertezas sobre os rumos que a humanidade vem tomando. Não é a primeira vez que o capitalismo é colocado em xeque, nem a primeira vez que seu pior inimigo, o Estado (nesse caso, com inicial maiúscula, mesmo), corre para salvá-lo. A diferença é que, dessa vez, a ruína econômica vem acompanhada de questionamentos ambientais, fracassos sociais, terrorismo, tensões diplomáticas e, principalmente, difusão da informação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A contestação dessa ordem sócio-econômica, no Brasil, esbarra na figura que temos do &lt;i&gt;E&lt;/i&gt;stado: &lt;a href="http://minimomultiplo.com/index.php?page=39"&gt;Lula&lt;/a&gt; e mais uma cambada de gente que não gostaríamos de ter na família. Enquanto o presidente se distancia dos problemas – como sempre – com seu tradicional carisma, a cambada cuida das finanças e, infelizmente, de todo o resto também. Um ano de eleições como foi esse que está acabando sempre serve para nos lembrar da enrascada em que nos metemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para não me ater apenas à choradeira política e econômica, menciono agora aqueles que, a meu ver, foram os destaques de 2008 em diferentes áreas, sempre sob meus critérios mais francos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Política –&lt;/b&gt; Quem imaginaria que Fidel Castro, o rei de Cuba, passaria seus últimos dias heroicamente recolhido em seus ricos aposentos? Castro, hoje, conta aos netos a história da Baía dos Porcos, com os requintes pitorescos que o caso merece. O líder revolucionário ainda sente o gostinho de ter visto alguns ex-aliados, como o fracassado Ernesto ‘Che’ Guevara, terem morrido antes dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Economia –&lt;/b&gt; Daniel Dantas, o gênio brasileiro das finanças, mostrou-se também um gênio da política e do crime (perdoem a redundância), levando a temerosa Polícia Federal à primeira grande derrota após uma série de dedadas nos poderosos. Na reta final, o americano Bernard Madoff, autor de golpe bilionário em algumas das maiores instituições financeiras do mundo, quase emparelhou a briga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Esporte –&lt;/b&gt; O Padre Voador (alguém sabe o nome dele?) mostrou coragem e determinação ao enfrentar os limites da natureza – e da inteligência humana. Teve uma morte poética e única, que nos comoverá e fornecerá boas (e sensíveis, claro) piadas por muito tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Cultura –&lt;/b&gt; 100 anos da morte de &lt;a href="http://minimomultiplo.com/index.php?page=73"&gt;Machado de Assis&lt;/a&gt;? 100 anos do nascimento de Guimarães Rosa? 50 anos de &lt;a href="http://minimomultiplo.com/index.php?page=6"&gt;Bossa Nova&lt;/a&gt;? Que nada! Nenhuma dessas efemérides faz sequer cócegas no Coringa interpretado por Heath Ledger no último “Batman”. A morte do ator só aumentou a empatia pelo já carismático personagem. Medalha de prata, merecida, vai para Marcelo Silva, mais conhecido como “ex-marido malucão da Suzana Vieira”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Revelação –&lt;/b&gt; Empate técnico entre as infelizes Isabella e Eloá, que, cada qual à sua maneira (à sua morte), conseguiram ser banalizadas com maestria pela mídia brasileira, sempre tão magistralmente operante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;* Texto originalmente publicado no &lt;/span&gt;&lt;a style="font-style: italic;" href="http://www.minimomultiplo.com/"&gt;Mínimo Múltiplo&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8573978035735180881-1565187841143683622?l=apartamento73.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamento73.blogspot.com/feeds/1565187841143683622/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8573978035735180881&amp;postID=1565187841143683622' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/1565187841143683622'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/1565187841143683622'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamento73.blogspot.com/2008/12/os-heris-de-2008.html' title='Os heróis de 2008'/><author><name>Flávio Aguilar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18344142878287462613</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-kJwFjSoKlrM/TYPtka531gI/AAAAAAAAAkc/5hI_Mf17Pm8/s220/cavalo_guernica.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_f_RjJ-VTXxI/SVQRfeta8eI/AAAAAAAAAZk/XtNbyYnJBcA/s72-c/reveillon.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8573978035735180881.post-875855059984556244</id><published>2008-12-22T23:47:00.008-02:00</published><updated>2008-12-23T00:44:54.734-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cotidiano'/><title type='text'>Caulfield chega em casa</title><content type='html'>A época de Natal guarda sentimentos singulares para a maioria das pessoas, seja por remeter à nossa infância, período onde guardamos a maior carga de melancolia, seja por significar, salvo exceções, aproximação familiar. Cada um de nós carrega um repertório de impressões que vem à tona em dezembro, arrastando-se até os festejos de Reveillon. Não que a particularidade de nossas sensações seja exclusividade desses dias, mas é incontestável a existência de um "espírito natalino", que se não é o clichê de "bondade, fraternidade e amor ao próximo" consolidado no senso comum, é o momento &lt;span style="font-style: italic;"&gt;blasé &lt;/span&gt;de muita gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, ser melancólico e afrescalhado por natureza, tenho meu repertório de impressões também. E esse texto tão redentor (após mais de mês na moleza) tem o intuito de dividir uma delas, tão simples.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade é que isso pode só fazer sentido para quem leu o Apanhador no Campo de Centeio, como eu li lá pelos 18 anos - ainda na faixa etária clássica dos leitores da obra de J. D. Salinger. Para quem não leu, resta imaginar a cena, isso se não tiver frescura com os spoilers óbvios que seguem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história narra a aventura de Holden Caulfield, 16 anos, após ser expulso do colégio interno em que estudava, seguindo viagem rumo à casa dos pais em Nova York. A obra é referência para diversas gerações ao retratar a desilusão de uma juventude inapta às idéias dominantes da sociedade moderna, na qual se situaria, por exemplo, o Natal. Enquanto Caulfield adia o reencontro com sua abastada família, Nova York está toda iluminada esperando pelo Papai Noel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegamos então à cena final da história, em que o jovem, esgotado e desiludido, adentra o edifício onde moram seus pais e sua irmã. E sente que está em casa, uma casa iluminada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde que fui morar em Porto Alegre, após anos de vida passada na praia, todos os natais lembram-me um pouco Caulfield. Sempre quando chego em casa, à noite, e o saguão do meu edifício está iluminado por uma grande árvore de natal, com lustres e espelhos reluzentes à moda das lâmpadas coloridas, lembro de Caulfield. Seja pela aparência antiga que tem o prédio, com suas madeiras de lei elegantemente - e com a mais simbólica decadência dos prédios dos Centro - decorando o corredor que prolonga o hall, seja pela escuridão contraditória da Salgado Filho, que tem um quê das cidades como Nova York e Porto Alegre - guardadas as devidas proporções, cheias de histórias, de pessoas, tentando por um breve período de tempo, tornar todas as vicissitudes do dia-a-dia um pouco de literatura, de beleza pré-estabelecida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Natal não é feliz nem triste por definição. Nem o "espírito natalino" o é. É tempo de lembrar, de reviver. De tomar um trago e pensar na vida. E nossas vidas, sim, podem ser mais ou menos felizes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8573978035735180881-875855059984556244?l=apartamento73.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamento73.blogspot.com/feeds/875855059984556244/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8573978035735180881&amp;postID=875855059984556244' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/875855059984556244'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/875855059984556244'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamento73.blogspot.com/2008/12/caulfield-chega-em-casa.html' title='Caulfield chega em casa'/><author><name>Flávio Aguilar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18344142878287462613</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-kJwFjSoKlrM/TYPtka531gI/AAAAAAAAAkc/5hI_Mf17Pm8/s220/cavalo_guernica.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8573978035735180881.post-4423430043658133449</id><published>2008-11-11T19:49:00.009-02:00</published><updated>2008-11-12T15:35:50.142-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mundo'/><title type='text'>Luz negra</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_f_RjJ-VTXxI/SRoHH7o-jSI/AAAAAAAAAZc/Awv_VglVh14/s1600-h/obama_light_large.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 394px; height: 255px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_f_RjJ-VTXxI/SRoHH7o-jSI/AAAAAAAAAZc/Awv_VglVh14/s320/obama_light_large.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5267530547013258530" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;Faz uma semana que passamos por um dos grandes momentos do século XXI (até agora, claro): Barack Obama, em meteórica carreira política, tornou-se o 44º presidente americano (na história, não ao mesmo tempo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A simbologia em torno de Barack Obama é fantástica. Perda de tempo dizer o que todos já disseram ao longo dos últimos meses: negro, filho de pai africano – de quem herdou o curioso sobrenome Hussein - e mãe americana, ele é o presidente que poucos imaginavam há algum tempo atrás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E chegou lá graças à desgraça Bush – apesar de suas inegáveis qualidades pessoais, a verdade é que ele esteve no lugar certo e na hora certa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Estados Unidos precisaram ir à extremidade de um pensamento retrógrado para eleger o inusitado Obama. Os EUA precisaram de oito anos de fracasso interno e externo – guerras mal-sucedidas, caos financeiro, desemprego, baixo prestígio perante a opinião pública internacional. Agora, elegeram o negro para salvar a lavoura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu oponente na disputa, John McCain, está longe de ser o que Bush é e foi. Digamos que, para um republicano (e até para um democrata, arrisco dizer), era um bom candidato: preparado, sem arroubos do nacionalismo e conservadorismo exacerbado que guia grande parcela do eleitorado do seu partido – e que está enraizado nos estados do meio-oeste americano. Mas deu azar. Topou com a rejeição abissal do seu companheiro de partido, aumentada com a crise financeira que partiu dos EUA para derrubar a economia mundial. Dizem que é a economia de um país que elege ou reelege seus governantes. Não chega a ser regra, mas não é exagero afirmar que McCain teria chances maiores se Bush tivesse o mínimo de cuidado com o que acontecia sob seu queixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O marketing de Obama foi certeiro, sua campanha foi bem dirigida. Enquanto isso, a equipe de McCain, jogou com o que pôde. Fora os votos republicanos de sempre, ganhou uma coisa ou outra contando com a dose de preconceito racial que o americano (e o brasileiro, o argentino, o europeu...) nunca perderá. A escolha de Sarah Palin como vice deu alguma sobrevida a McCain, mas depois virou piada. Obama não errou: chamou Joe Biden, um político experiente, para ser seu candidato a vice, preparou-se sabiamente para os ataques que sofreria em seus pontos fracos – inexperiência e... inexperiência – e discursou com força, inteligência e carisma. Além disso, Bin Laden não deu as caras para assustar o eleitorado, como fizera em 2004, numa atitude que ajudou a reeleger Bush sobre o insosso John Kerry. Do passado de Obama nada se tirou de escandaloso para denegri-lo. Desde a pré-campanha do futuro presidente contra Hillary Clinton, o lema Yes, we can só ganhou força, tornou-se uma onda de otimismo e esperança que atravessou as fronteiras americanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo comemorou a vitória de Obama. Todos vêem no novo homem mais poderoso do mundo aquele que atirará a corda e socorrerá a todos que se afogam em uma modernidade capitalistamente injusta. O argumento desse conto de fadas já foi aprovado em sufrágio pomposo, mas do final não sabemos. Muito menos qual a moral que tiraremos dessa história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No discurso feito em Chicago logo após a definição de sua vitória, Obama mostrou que devemos acreditar nele. Quem mais nos deu esperança, porém, foram os americanos que o elegeram. E mais ainda: as vozes que, num clamor mundial, ajudaram a levantar essa bandeira. Hora de trabalhar.  &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8573978035735180881-4423430043658133449?l=apartamento73.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamento73.blogspot.com/feeds/4423430043658133449/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8573978035735180881&amp;postID=4423430043658133449' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/4423430043658133449'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/4423430043658133449'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamento73.blogspot.com/2008/11/luz-negra.html' title='Luz negra'/><author><name>Flávio Aguilar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18344142878287462613</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-kJwFjSoKlrM/TYPtka531gI/AAAAAAAAAkc/5hI_Mf17Pm8/s220/cavalo_guernica.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_f_RjJ-VTXxI/SRoHH7o-jSI/AAAAAAAAAZc/Awv_VglVh14/s72-c/obama_light_large.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8573978035735180881.post-1319947239650188062</id><published>2008-11-10T21:03:00.005-02:00</published><updated>2009-02-27T02:03:43.168-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura'/><title type='text'>02. O Poderoso Chefão (1972), de Francis Ford Coppola [100 filmes da Bravo!]</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_f_RjJ-VTXxI/SRjBgjpG4WI/AAAAAAAAAZU/3TPEISoCdlE/s1600-h/lgpp30674%2Bthe-godfather-acclaimed-movie-score-the-godfather-poster.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 214px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_f_RjJ-VTXxI/SRjBgjpG4WI/AAAAAAAAAZU/3TPEISoCdlE/s320/lgpp30674%2Bthe-godfather-acclaimed-movie-score-the-godfather-poster.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5267172529277428066" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Entre o pessoal que gosta de cinema mas renega os clássicos da época de ouro da sétima arte - por preconceito, aversão ao preto e branco ou seja lá o que for - O Poderoso Chefão consta freqüentemente como um dos filmes favoritos. Não me encaixo nesse perfil, mas também nutro grande apreço pela obra-prima de Coppola, que vi pela primeira vez muito novo e depois revi algumas vezes. Baseado no livro de Mario Puzzo, O Poderoso Chefão inovou como primeiro grande filme a mostrar o mundo da máfia pelo lado dos mafiosos - e no seu ritmo. Acima das críticas que tal tipo de filme sempre receberá por estar fazendo, dizem, apologia ao crime, O Poderoso Chefão é uma obra de arte delicadamente construída. &lt;p&gt;Ali temos de tudo: um extenso e inteligente roteiro, fotografia e montagem apuradas, atuações majestosas - só Marlon Brando já justificaria a película - e uma trilha sonora inteligente. Tudo sob uma direção esmerada, que Coppola não conseguiria mais repetir. O grande trunfo do filme, e um dos maiores motivos das críticas negativas, é o glamour operístico com que a história de sangue e traições foi retratada. As mortes são poéticas, as traições são inteligentes, os canalhas são charmosos, a ponto de rirmos invariavelmente de situações que, em outros casos, nos dariam repulsa e nojo.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;O Poderoso Chefão inaugurou praticamente um novo gênero no cinema, do crime como o faroeste urbano. Mas dessa vez o vilão é o cowboy, e também aqui torcemos por ele. O comportamento da família Corleone e de seus rivais acabaria por influenciar decisivamente outros filmes e mesmo o imaginário popular americano, tanto em relação à máfia quanto aos imigrantes italianos em geral. O filme ainda conseguiria a façanha de se tornar mais popular que o livro de Puzzo e ter duas continuações sendo também indicadas ao Oscar de melhor filme (apenas a terceira parte não saiu vencedora).&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8573978035735180881-1319947239650188062?l=apartamento73.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamento73.blogspot.com/feeds/1319947239650188062/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8573978035735180881&amp;postID=1319947239650188062' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/1319947239650188062'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/1319947239650188062'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamento73.blogspot.com/2008/11/02-o-poderoso-chefo-1972-de-francis.html' title='02. O Poderoso Chefão (1972), de Francis Ford Coppola [100 filmes da Bravo!]'/><author><name>Flávio Aguilar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18344142878287462613</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-kJwFjSoKlrM/TYPtka531gI/AAAAAAAAAkc/5hI_Mf17Pm8/s220/cavalo_guernica.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_f_RjJ-VTXxI/SRjBgjpG4WI/AAAAAAAAAZU/3TPEISoCdlE/s72-c/lgpp30674%2Bthe-godfather-acclaimed-movie-score-the-godfather-poster.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8573978035735180881.post-5612378857318186385</id><published>2008-11-03T22:03:00.012-02:00</published><updated>2008-11-03T22:46:41.548-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='arte'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura'/><title type='text'>Procura-se</title><content type='html'>A revista Piauí nº26, já nas bancas, traz capa e portfólio inspirados do artista britânico Banksy. Espontaneamente anônimo, por conta da forma de expressão que pratica (pichação por um lado, grafitti puro por outro) ele já é celebridade no mundo da arte. Antes de folhear a Piauí de novembro eu pouco tinha ouvido falar de Banksy, e o máximo de sua obra que chegara ao meu conhecimento foram algumas fotos de seus trabalhos nas ruas de Londres, enviadas por amigos. Ontem, porém, me veio a curiosidade necessária para visitar seu&lt;a href="http://www.banksy.co.uk/"&gt; site&lt;/a&gt;, onde o artista exibe obras feitas em diversos lugares ao redor do mundo. Temos também, nesse endereço, acesso a ilustrações e aos mais recentes trabalhos "indoor", em que Banksy leva sua linguagem para dentro dos museus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na dificuldade de encontrar adjetivos e definições para Banksy e seu trabalho, costumam descrevê-lo como artista de rua. Um artista que, como os que levaram inovação ao Santander Cultural de Porto Alegre recentemente na mostra Transfer, ajuda a apontar novos caminhos em um mercado (maldita expressão) constantemente enfadonho e leviano. Abaixo, alguns dos trabalhos de Banksy - para o digníssimo leitor ganhar a vontade de visitar o restante no &lt;a href="http://www.banksy.co.uk/"&gt;site oficial&lt;/a&gt;. Meu adjetivo para esse anônimo artista é: impressionante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_f_RjJ-VTXxI/SQ-bN5eT4aI/AAAAAAAAAWM/YTSqk0yCodQ/s1600-h/SaleEnd.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 232px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_f_RjJ-VTXxI/SQ-bN5eT4aI/AAAAAAAAAWM/YTSqk0yCodQ/s400/SaleEnd.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5264597152487956898" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_f_RjJ-VTXxI/SQ-bCg3ArNI/AAAAAAAAAV8/yVKMkpfTI6I/s1600-h/tescoflag.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_f_RjJ-VTXxI/SQ-bCg3ArNI/AAAAAAAAAV8/yVKMkpfTI6I/s400/tescoflag.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5264596956902108370" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_f_RjJ-VTXxI/SQ-a9gwHhBI/AAAAAAAAAV0/tQ-3FaqqayA/s1600-h/RainGirlzzz1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_f_RjJ-VTXxI/SQ-a9gwHhBI/AAAAAAAAAV0/tQ-3FaqqayA/s400/RainGirlzzz1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5264596870973850642" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_f_RjJ-VTXxI/SQ-a3iy9-II/AAAAAAAAAVs/e2Yy0-gkvyY/s1600-h/looters.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 225px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_f_RjJ-VTXxI/SQ-a3iy9-II/AAAAAAAAAVs/e2Yy0-gkvyY/s400/looters.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5264596768443463810" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_f_RjJ-VTXxI/SQ-azqJTs7I/AAAAAAAAAVk/YTD7BdmsA4Y/s1600-h/letthemeatcrack.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 225px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_f_RjJ-VTXxI/SQ-azqJTs7I/AAAAAAAAAVk/YTD7BdmsA4Y/s400/letthemeatcrack.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5264596701696734130" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_f_RjJ-VTXxI/SQ-at819RBI/AAAAAAAAAVc/WNzgIsGgmh8/s1600-h/hunters.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 291px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_f_RjJ-VTXxI/SQ-at819RBI/AAAAAAAAAVc/WNzgIsGgmh8/s400/hunters.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5264596603636630546" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_f_RjJ-VTXxI/SQ-agw87PqI/AAAAAAAAAVU/QMk6nvmRFOU/s1600-h/haveaniceday.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 258px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_f_RjJ-VTXxI/SQ-agw87PqI/AAAAAAAAAVU/QMk6nvmRFOU/s400/haveaniceday.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5264596377106333346" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_f_RjJ-VTXxI/SQ-aXQww9vI/AAAAAAAAAVM/4GFawQrqHHM/s1600-h/godgettingbusted.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 264px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_f_RjJ-VTXxI/SQ-aXQww9vI/AAAAAAAAAVM/4GFawQrqHHM/s400/godgettingbusted.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5264596213846570738" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_f_RjJ-VTXxI/SQ-Zzd_8y0I/AAAAAAAAAVE/er_ekmmlEI0/s1600-h/feeling5.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 290px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_f_RjJ-VTXxI/SQ-Zzd_8y0I/AAAAAAAAAVE/er_ekmmlEI0/s400/feeling5.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5264595598924630850" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8573978035735180881-5612378857318186385?l=apartamento73.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamento73.blogspot.com/feeds/5612378857318186385/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8573978035735180881&amp;postID=5612378857318186385' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/5612378857318186385'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/5612378857318186385'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamento73.blogspot.com/2008/11/procura-se.html' title='Procura-se'/><author><name>Flávio Aguilar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18344142878287462613</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-kJwFjSoKlrM/TYPtka531gI/AAAAAAAAAkc/5hI_Mf17Pm8/s220/cavalo_guernica.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_f_RjJ-VTXxI/SQ-bN5eT4aI/AAAAAAAAAWM/YTSqk0yCodQ/s72-c/SaleEnd.gif' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8573978035735180881.post-7670435923673147941</id><published>2008-11-03T16:21:00.003-02:00</published><updated>2009-02-27T02:04:04.216-03:00</updated><title type='text'>01. Cidadão Kane (1941), de Orson Welles [100 filmes da Bravo!]</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_f_RjJ-VTXxI/SQ9BtY7wfRI/AAAAAAAAAU8/fTQaTrVkXWE/s1600-h/967740%7ECitizen-Kane-Posters.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 230px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_f_RjJ-VTXxI/SQ9BtY7wfRI/AAAAAAAAAU8/fTQaTrVkXWE/s320/967740%7ECitizen-Kane-Posters.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5264498737462410514" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Um dos lugares-comuns das listas desse gênero, Cidadão Kane invariavelmente aparece como melhor filme de todos os tempos. O mais assustador de tudo é que isso não é um exagero ou supervalorização do filme. Nenhuma outra obra, a meu ver mudou tanto o cinema em sua linguagem quanto Cidadão Kane. Desde elementos de montagem, fotografia e iluminação até aspectos da forma de atuação dos atores, a obra-prima de Orson Welles - então com 25 anos, ele dirigiu, escreveu e atuou no filme - é um pilar essencial para a construção da linguagem própria do cinema, não à toa, abrindo a chamada época de ouro de Hollywood. Tudo isso já foi dito e repetido zilhares de vezes, mas o que posso dizer mais? &lt;p&gt;Para nós, pretensos jornalistas, Cidadão Kane ainda tem um gostinho especial pelo universo no qual a história se passa. O filme narra a vida de Charles Foster Kane, menino pobre que se transforma num dos homens mais ricos do planeta, ganhando fama principalmente com seu envolvimento na mídia e seu comportamento controverso. A atuação de Kane no jornalismo exibe um pouco do que já era praticado nas grandes corporações de mídia na primeira metade do século passado.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;No entanto, a história de Kane não se limita a ser uma crítica a pessoas como ele próprio - dizem que sua personagem foi inspirada em William R. Hearst, magnata do jornalismo da época. Antes disso, mostra as contrariedades do ser humano em diversos momentos de sua vida, a complexidade do homem do século XX. Da incrível grandiosidade/profundidade da história, em harmonia com a revolução que causou na linguagem do cinema em aspectos técnicos, Cidadão Kane sai como campeão dessa lista, com justiça, e provavelmente continue assim por muito tempo.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8573978035735180881-7670435923673147941?l=apartamento73.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamento73.blogspot.com/feeds/7670435923673147941/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8573978035735180881&amp;postID=7670435923673147941' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/7670435923673147941'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/7670435923673147941'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamento73.blogspot.com/2008/11/01-cidado-kane-1941-de-orson-welles.html' title='01. Cidadão Kane (1941), de Orson Welles [100 filmes da Bravo!]'/><author><name>Flávio Aguilar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18344142878287462613</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-kJwFjSoKlrM/TYPtka531gI/AAAAAAAAAkc/5hI_Mf17Pm8/s220/cavalo_guernica.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_f_RjJ-VTXxI/SQ9BtY7wfRI/AAAAAAAAAU8/fTQaTrVkXWE/s72-c/967740%7ECitizen-Kane-Posters.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8573978035735180881.post-6059401164473206626</id><published>2008-11-03T16:11:00.002-02:00</published><updated>2008-11-03T16:20:37.151-02:00</updated><title type='text'>Filmes essenciais da Bravo!</title><content type='html'>No início do ano, propus-me um projeto pessoal que pareceu fácil, à primeira vista. Peguei a lista dos 100 filmes essenciais da revista Bravo! e decidi que veria todos para resenha-los no &lt;a href="http://vacaamarela.wordpress.com/2008/02/17/100-filmes-essenciais-parte-1-1-10/"&gt;Vaca Amarela&lt;/a&gt;. Não só a minha monografia colocou abaixo esse plano após eu ter comentado apenas o top 10, como o próprio Vaca Amarela empacou por despropósito geral. Agora, formado e com um certo tempo livre, pensei em retomar a idéia. Começarei a postar por aqui, já que o Apartamento73 ressuscitou para sempre (espero!). Segue abaixo a lista completa e, em seguida, posto a primeira resenha - sobre o papa-tudo Cidadão Kane. Aliás, o que acham dessa lista?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;01. Cidadão Kane (1941), de Orson Welles&lt;br /&gt;02. O Poderoso Chefão (1972), de Francis Ford Coppola&lt;br /&gt;03. Sindicato de Ladrões (1954), de Elia Kazan&lt;br /&gt;04. Um Corpo Que Cai (1958), Alfred Hitchcock&lt;br /&gt;05. Casablanca (1942), de Michael Curtiz&lt;br /&gt;06. Oito e Meio (1963), de Federico Fellini&lt;br /&gt;07. Lawrence da Arábia (1965), de David Lean&lt;br /&gt;08. A Regra do Jogo (1939), de Jean Renoir&lt;br /&gt;09. O Encouraçado Potemkin (1925), de Sergei Eisenstein&lt;br /&gt;10. Rastros de Ódio (1956), de John Ford&lt;br /&gt;11. Cantando na Chuva (1956), de Gene Kelly e Stanley Donen&lt;br /&gt;12. Crepúsculo dos Deuses (1950), de Billy Wilder&lt;br /&gt;13. Persona (1966), de Ingmar Bergman&lt;br /&gt;14. O Mensageiro do Diabo (1955), de Charles Laughton&lt;br /&gt;15. 2001 – Uma Odisséia no Espaço (1968), de Stanley Kubrick&lt;br /&gt;16. Os Sete Samurais (1954), de Akira Kurosawa&lt;br /&gt;17. O Leopardo (1963), de Luchino Visconti&lt;br /&gt;18. Taxi Driver (1976), de Martin Scorsese&lt;br /&gt;19. Era uma Vez em Tóquio (1953), de Yasujiro Ozu&lt;br /&gt;20. Fitzcarraldo (1982), de Werner Herzog&lt;br /&gt;21. Acossado (1959), de Jean-Luc Godard&lt;br /&gt;22. Jules e Jim (1962), de François Truffaut&lt;br /&gt;23. O Conformista (1970), de Bernardo Bertolucci&lt;br /&gt;24. Em Busca do Ouro (1925), de Charles Chaplin&lt;br /&gt;25. Metrópolis (1926), de Fritz Lang&lt;br /&gt;26. O Sétimo Selo (1956), de Ingmar Bergman&lt;br /&gt;27. A Aventura (1960), de Michelangelo Antonioni&lt;br /&gt;28. Amarcord (1973), de Federico Fellini&lt;br /&gt;29. Viridiana (1961), de Luis Buñuel&lt;br /&gt;30. Noivo Neurótico, Noiva Nervosa (1977), de Woody Allen&lt;br /&gt;31. O Nascimento de uma Nação (1915), de D. W. Griffith&lt;br /&gt;32. Apocalypse Now (1979), de Francis Ford Coppola&lt;br /&gt;33. Era uma Vez no Oeste (1968), de Sérgio Leone&lt;br /&gt;34. Assim Caminha a Humanidade (1956), de George Stevens&lt;br /&gt;35. Psicose (1960), de Alfred Hitchcock&lt;br /&gt;36. O Martírio de Joana D’Arc (1928)&lt;br /&gt;37. Touro Indomável (1980), de Martin Scorsese&lt;br /&gt;38. Olympia (1938), de Leni Riefenstahl&lt;br /&gt;39. O Falcão Maltês (1941), de John Huston&lt;br /&gt;40. Deus e o Diabo na Terra do Sol (1964), de Glauber Rocha&lt;br /&gt;41. Dr. Fantástico (1964), de Stanley Kubrick&lt;br /&gt;42. Roma, Cidade Aberta (1945), de Roberto Rossellini&lt;br /&gt;43. A Doce Vida (1960), de Federico Fellini&lt;br /&gt;44. Chinatown (1974), de Roman Polanski&lt;br /&gt;45. A Felicidade Não se Compra (1946), de Frank Capra&lt;br /&gt;46. …E o Vento Levou (1939), de Victor Fleming&lt;br /&gt;47. Tempos Modernos (1936), de Charles Chaplin&lt;br /&gt;48. A Um Passo da Eternidade (1953), de Fred Zinnermann&lt;br /&gt;49. O Sacrifício (1986), de Andrei Tartovski&lt;br /&gt;50. Laranja Mecânica (1971), de Stanley Kubrick&lt;br /&gt;51. A General (1927), de Buster Keaton&lt;br /&gt;52. O Homem Elefante (1980), de David Lynch&lt;br /&gt;53. O Mágico de Oz (1939), de Victor Fleming&lt;br /&gt;54. Querelle (1982), de Rainer Werner Fassbinder&lt;br /&gt;55. A Primeira Noite de um Homem (1967), de Mike Nichols&lt;br /&gt;56. Morte em Veneza (1971), de Luchino Visconti&lt;br /&gt;57. A Última Sessão de Cinema (1971), de Peter Bogdanovich&lt;br /&gt;58. Os Bons Companheiros (1990), de Martin Scorsese&lt;br /&gt;59. Blade Runner – O Caçador de Andróides (1982), de Ridley Scott&lt;br /&gt;60. A Malvada (1950), de Joseph L. Mankiewicz&lt;br /&gt;61. Nosferatu (1922), de Friedrich W. Murnau&lt;br /&gt;62. O Último Tango em Paris (1972), de Bernardo Bertolucci&lt;br /&gt;63. Ladrões de Bicicleta (1948), de Vittorio de Sica&lt;br /&gt;64. Asas do Desejo (1987), de Wim Wenders&lt;br /&gt;65. Pulp Fiction – Tempo de Violência (1994), de Quentin Tarantino&lt;br /&gt;66. Repulsa ao Sexo (1965), de Roman Polanski&lt;br /&gt;67. Crimes e Pecados (1989), de Woody Allen&lt;br /&gt;68. Uma Rua Chamada Pecado (1951), de Elia Kazan&lt;br /&gt;69. Butch Cassidy e Sundance Kid (1969), de George Roy Hill&lt;br /&gt;70. Os Imperdoáveis (1992), de Clint Eastwood&lt;br /&gt;71. Patton – Rebelde ou Herói? (1969), de Franklin J. Schaffner&lt;br /&gt;72. Tudo Sobre Minha Mãe (1999), de Pedro Almodóvar&lt;br /&gt;73. Um Lugar ao Sol (1951), de George Stevens&lt;br /&gt;74. Um Estranho no Ninho (1975), de Milos Forman&lt;br /&gt;75. Amor à Flor da Pele (2000), de Wong Kar-Wai&lt;br /&gt;76. Hiroshima, Meu Amor (1959), de Alain Resnais&lt;br /&gt;77. Kaos (1984), de Irmaõs Taviani&lt;br /&gt;78. Brazil, O Filme (1985), de Terry Gilliam&lt;br /&gt;79. Quanto Mais Quente Melhor (1956), de Billy Wilder&lt;br /&gt;80. Cidade de Deus (2002), de Fernando Meirelles&lt;br /&gt;81. Os Homens Preferem as Loiras (1953), de Howard Hanks&lt;br /&gt;82. Um Cão Andaluz (1928), Luis Buñuel&lt;br /&gt;83. Los Angeles – Cidade Proibida (1997), de Curtis Hanson&lt;br /&gt;84. Pixote – A Lei do Mais Fraco (1981), de Hector Babenco&lt;br /&gt;85. Ben-Hur (1959), de William Wyler&lt;br /&gt;86. Fantasia (1940), de Walt Disney&lt;br /&gt;87. Sem Destino (1969), de Dennis Hopper e Peter Fonda&lt;br /&gt;88. Dogville (2003), de Lars Von Trier&lt;br /&gt;89. O Império dos Sentidos (1976), de Nagisa Oshima&lt;br /&gt;90. Um Convidado Bem Trapalhão (1968), de Blake Edwards&lt;br /&gt;91. A Lista de Schindler (1993), de Steven Spielberg&lt;br /&gt;92. Guerra nas Estrelas (1977), de George Lucas&lt;br /&gt;93. O Pântano (2000), de Lucrecia Martel&lt;br /&gt;94. Cabaré (1972), de Bob Fosse&lt;br /&gt;95. Operação França (1971), de William Friedkin&lt;br /&gt;96. King Kong (1933), de Merian C. Cooper e Ernest B. Schoedsack&lt;br /&gt;97. As Invasões Bárbaras (2003), de Denys Arcand&lt;br /&gt;98. Fargo (1996), de Joel e Ethan Cohen&lt;br /&gt;99. M.A.S.H. (1970), de Robert Altman&lt;br /&gt;100. Lavoura Arcaica (2001), de Luiz Fernando Carvalho&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8573978035735180881-6059401164473206626?l=apartamento73.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamento73.blogspot.com/feeds/6059401164473206626/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8573978035735180881&amp;postID=6059401164473206626' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/6059401164473206626'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/6059401164473206626'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamento73.blogspot.com/2008/11/filmes-essenciais-da-bravo.html' title='Filmes essenciais da Bravo!'/><author><name>Flávio Aguilar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18344142878287462613</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-kJwFjSoKlrM/TYPtka531gI/AAAAAAAAAkc/5hI_Mf17Pm8/s220/cavalo_guernica.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8573978035735180881.post-1303205382863523785</id><published>2008-11-01T12:53:00.006-02:00</published><updated>2008-11-01T20:15:12.399-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><title type='text'>Ah! Bom mesmo era...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_f_RjJ-VTXxI/SQx9VnfjhkI/AAAAAAAAAU0/a9okHPm7ssQ/s1600-h/ditadura_militar.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 177px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_f_RjJ-VTXxI/SQx9VnfjhkI/AAAAAAAAAU0/a9okHPm7ssQ/s320/ditadura_militar.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5263719874821326402" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Não é algo raro. A cada discussão que irrompe por aí sobre temas como violência, política, educação, etc., em que a algum momento o papel do Estado seja avaliado, alguém sempre soltará a clássica sentença:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bom mesmo era com os milico!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazer a defesa da &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ditadura Militar&lt;/span&gt; não é proibido por lei, nem deve ser condenável moralmente. A questão aqui é que essa posição se justifica normalmente sob argumentos deveras questionáveis, como "o Brasil nunca cresceu tanto quanto naquela época", "se aprendia algo nas escolas", "a gente podia sair de casa sem medo", "não havia essa roubalheira toda".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mínima presença nas salas de aula que minha geração tenha tido já deveria ser suficiente para que alguns fatos fossem conhecidos por todos, por exemplo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Foi o crescimento econômico que experimentamos nos anos 70, à base de empréstimos tomados dos&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; "amigos americanos"&lt;/span&gt;, um dos grandes motivos da recessão vivida na década seguinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nas escolas aprendia-se a não pensar, ou melhor, a pensar no que a Ditadura dizia ser certo - e eles mentiam pra caramba. Nesse período, o nível de leitura do brasileiro decaiu consideravelmente - quantativo e qualitativamente - e a nossa literatura tornou-se quase marginal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quem estava no poder roubava tanto quanto hoje, ou mais, não sei, nunca saberemos, já que ninguém ficava sabendo. Militares e seus parentes experimentaram o poder em todas as esferas, na administração pública e na iniciativa privada, que os abrigava por imposição e interesse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A criminalidade talvez não fosse tão disseminada e estruturada quanto hoje, mas foi durante a Ditadura que o tráfico de drogas cresceu e se tornou um negócio especialmente lucrativo. Um exemplo: durante os anos 70, os moradores pobres de áreas litorâneas do Rio de Janeiro foram paulatinamente varridos para dar lugar a bairros nobres, com empreendimentos de luxo. Esse povo foi mandado para os morros, acelerando o processo de favelização da cidade, bolsões de pobreza ideais para o nascimento do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Comando Vermelho&lt;/span&gt; e outras organizações do gênero &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;GANGSTA&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além do mais, acredito que o medo dos brasileiros não era bem dos bandidos, não? A palavra &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;TORTURA &lt;/span&gt;lembra alguma coisa? Não? Talvez a palavra &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;DESAPARECIDO &lt;/span&gt;sirva...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao perceberem que a economia estava indo para as cucuias, os homens de coturno foram largando o osso aos poucos, tirando o corpo fora. No seu lugar, deixaram aliados políticos que, misturados irreconhecidamente em meio a outros cartolas, continuam a ditar rumos à nação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje temos uma democracia ineficiente administrativamente, engessada, burocratizada, atrasada e saqueada. Temos, porém, algo que nos é muito valioso e que as pessoas têm dificuldade em valorizar: liberdade. Ainda não temos igualdade, nem oportunidades para todos, nem uma justiça efetiva, mas temos liberdade de expressão, e nessa conversa toda sobre &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;DEMOCRACIA &lt;/span&gt;isso faz uma diferença e tanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse foi um resumo raso da história que muitos esquecem ou fazem de conta que não lembram. Recentemente &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Tarso Genro,&lt;/span&gt; ministro da Justiça, defendeu uma revisão da anistia concedida a militares após a abertura política, possibilitando o julgamento de muitos deles e dando a chance de conhecermos mais sobre quem maltratou o Brasil por tanto tempo. Manteve-se o tabu, com um inusitado pito do presidente &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Lula &lt;/span&gt;a Tarso. Manteve-se a tradição brasileira dos panos quentes, dos acordos sujos, das conveniências - e lá se foram 40 anos do&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;a style="font-weight: bold;" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ato_Institucional_N%C3%BAmero_Cinco"&gt;AI-5&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na foto, &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Vladimir_Herzog"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Herzog&lt;/span&gt;,&lt;/a&gt; após tortura seguida de morte.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8573978035735180881-1303205382863523785?l=apartamento73.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamento73.blogspot.com/feeds/1303205382863523785/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8573978035735180881&amp;postID=1303205382863523785' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/1303205382863523785'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/1303205382863523785'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamento73.blogspot.com/2008/11/ah-bom-mesmo-era.html' title='Ah! Bom mesmo era...'/><author><name>Flávio Aguilar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18344142878287462613</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-kJwFjSoKlrM/TYPtka531gI/AAAAAAAAAkc/5hI_Mf17Pm8/s220/cavalo_guernica.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_f_RjJ-VTXxI/SQx9VnfjhkI/AAAAAAAAAU0/a9okHPm7ssQ/s72-c/ditadura_militar.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8573978035735180881.post-7199958224974186263</id><published>2008-10-31T04:40:00.002-02:00</published><updated>2008-10-31T12:40:30.339-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='quadrinhos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura'/><title type='text'>Leiteiros</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/_f_RjJ-VTXxI/SQqpqtXBg7I/AAAAAAAAATg/BdCVZQkaNp0/s1600-h/sergb1991%5B3%5D.jpg"&gt;&lt;img title="sergb1991" style="border-width: 0px; margin: 0px 20px 10px 0px; display: inline;" alt="sergb1991" src="http://lh4.ggpht.com/_f_RjJ-VTXxI/SQqpsHplNTI/AAAAAAAAATk/SuuNwdgpKV0/sergb1991_thumb%5B1%5D.jpg?imgmax=800" align="left" border="0" width="244" height="150" /&gt;&lt;/a&gt;Hoje à tarde, folheando um dos meus temerosos livros pré-vestibular, dei de cara com um poema que fez parte da minha juventude – não que eu não seja mais jovem, mas falo de um tempo que ocorreu há uns 10 anos atrás. Trata-se de Morte do Leiteiro, de Carlos Drummond de Andrade. Na época da qual falo, aos meus 12, 13 anos, Drummond teve um papel muito importante: incentivou-me a um gosto apaixonado pelas Letras. Entre os livros velhos que decoravam - e ainda decoram – algumas estantes na minha casa na praia, havia um, ainda mais velho que os demais, com os melhores poemas do maior dos poetas brasileiros. Morte do Leiteiro é um dos mais bonitos, sobre a morte acidental e trágica de um leiteiro, vítima da intolerância de um país e de um mundo mergulhados no medo – o poema saiu no livro A Rosa do Povo, de 1945, quando o Brasil vivia a ditadura de Vargas e o mundo sofria os horrores da Segunda Guerra.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Ao lê-lo, depois de tanto tempo, lembrei de outra história, também uma obra-prima: O Leiteiro, HQ de Carl Barks, com o Pato Donald interpretando esse saudoso ofício. É uma das minhas HQs favoritas de Barks, de quem, assim como de Drummond, sou grande fã. Barks tinha uma grande sensibilidade ao roteirizar e desenhar suas histórias, fugindo muitas vezes do padrão Disney e trazendo uma incrível dimensão humana a suas personagens. Não à toa, lendo uma história como O Leiteiro, não reconhecemos o mesmo Donald estilizado e raso da maioria dos desenhos animados feitos pelos estúdios Disney – dos quais gosto também, ora. O início da trama é igual ao de Morte do Leiteiro: o humilde trabalhador acordando cedo e metodicamente iniciando seus trabalhos. O destino dos protagonistas difere depois, principalmente nos finais, extremamente antagônicos. A HQ de Barks foi censurada pela Disney até 1990, graças ao desfecho pouco convencional. Nela, cabe um senso de humor que não encontra lugar na triste história contada por Drummond. Abaixo, transcrevo o poema. &lt;a href="http://disneycomics.free.fr/Ducks/Barks/1990/milkman/Thumbnails.html" target="_blank"&gt;Aqui, pode ser acessada a HQ – só consegui em inglês, infelizmente.&lt;/a&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Morte do Leiteiro&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;em&gt;A Cyro Novaes&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Há pouco leite no país,&lt;br /&gt;é preciso entregá-lo cedo.&lt;br /&gt;Há muita sede no país,&lt;br /&gt;é preciso entregá-lo cedo.&lt;br /&gt;Há no país uma legenda,&lt;br /&gt;que ladrão se mata com tiro.&lt;br /&gt;Então o moço que é leiteiro&lt;br /&gt;de madrugada com sua lata&lt;br /&gt;sai correndo e distribuindo&lt;br /&gt;leite bom para gente ruim.&lt;br /&gt;Sua lata, suas garrafas&lt;br /&gt;e seus sapatos de borracha&lt;br /&gt;vão dizendo aos homens no sono&lt;br /&gt;que alguém acordou cedinho&lt;br /&gt;e veio do último subúrbio&lt;br /&gt;trazer o leite mais frio&lt;br /&gt;e mais alvo da melhor vaca&lt;br /&gt;para todos criarem força&lt;br /&gt;na luta brava da cidade.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Na mão a garrafa branca&lt;br /&gt;não tem tempo de dizer&lt;br /&gt;as coisas que lhe atribuo&lt;br /&gt;nem o moço leiteiro ignaro,&lt;br /&gt;morados na Rua Namur,&lt;br /&gt;empregado no entreposto,&lt;br /&gt;com 21 anos de idade,&lt;br /&gt;sabe lá o que seja impulso&lt;br /&gt;de humana compreensão.&lt;br /&gt;E já que tem pressa, o corpo&lt;br /&gt;vai deixando à beira das casas&lt;br /&gt;uma apenas mercadoria.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;E como a porta dos fundos&lt;br /&gt;também escondesse gente&lt;br /&gt;que aspira ao pouco de leite&lt;br /&gt;disponível em nosso tempo,&lt;br /&gt;avancemos por esse beco,&lt;br /&gt;peguemos o corredor,&lt;br /&gt;depositemos o litro...&lt;br /&gt;Sem fazer barulho, é claro,&lt;br /&gt;que barulho nada resolve.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Meu leiteiro tão sutil&lt;br /&gt;de passo maneiro e leve,&lt;br /&gt;antes desliza que marcha.&lt;br /&gt;É certo que algum rumor&lt;br /&gt;sempre se faz: passo errado,&lt;br /&gt;vaso de flor no caminho,&lt;br /&gt;cão latindo por princípio,&lt;br /&gt;ou um gato quizilento.&lt;br /&gt;E há sempre um senhor que acorda,&lt;br /&gt;resmunga e torna a dormir.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Mas este acordou em pânico&lt;br /&gt;(ladrões infestam o bairro),&lt;br /&gt;não quis saber de mais nada.&lt;br /&gt;O revólver da gaveta&lt;br /&gt;saltou para sua mão.&lt;br /&gt;Ladrão? se pega com tiro.&lt;br /&gt;Os tiros na madrugada&lt;br /&gt;liquidaram meu leiteiro.&lt;br /&gt;Se era noivo, se era virgem,&lt;br /&gt;se era alegre, se era bom,&lt;br /&gt;não sei,&lt;br /&gt;é tarde para saber.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Mas o homem perdeu o sono&lt;br /&gt;de todo, e foge pra rua.&lt;br /&gt;Meu Deus, matei um inocente.&lt;br /&gt;Bala que mata gatuno&lt;br /&gt;também serve pra furtar&lt;br /&gt;a vida de nosso irmão.&lt;br /&gt;Quem quiser que chame médico,&lt;br /&gt;polícia não bota a mão&lt;br /&gt;neste filho de meu pai.&lt;br /&gt;Está salva a propriedade.&lt;br /&gt;A noite geral prossegue,&lt;br /&gt;a manhã custa a chegar,&lt;br /&gt;mas o leiteiro&lt;br /&gt;estatelado, ao relento,&lt;br /&gt;perdeu a pressa que tinha.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Da garrafa estilhaçada,&lt;br /&gt;no ladrilho já sereno&lt;br /&gt;escorre uma coisa espessa&lt;br /&gt;que é leite, sangue... não sei.&lt;br /&gt;Por entre objetos confusos,&lt;br /&gt;mal redimidos da noite,&lt;br /&gt;duas cores se procuram,&lt;br /&gt;suavemente se tocam,&lt;br /&gt;amorosamente se enlaçam,&lt;br /&gt;formando um terceiro tom&lt;br /&gt;a que chamamos aurora.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8573978035735180881-7199958224974186263?l=apartamento73.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamento73.blogspot.com/feeds/7199958224974186263/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8573978035735180881&amp;postID=7199958224974186263' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/7199958224974186263'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/7199958224974186263'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamento73.blogspot.com/2008/10/leiteiros.html' title='Leiteiros'/><author><name>Flávio Aguilar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18344142878287462613</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-kJwFjSoKlrM/TYPtka531gI/AAAAAAAAAkc/5hI_Mf17Pm8/s220/cavalo_guernica.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh4.ggpht.com/_f_RjJ-VTXxI/SQqpsHplNTI/AAAAAAAAATk/SuuNwdgpKV0/s72-c/sergb1991_thumb%5B1%5D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8573978035735180881.post-585440405346626246</id><published>2008-10-28T19:35:00.008-02:00</published><updated>2008-10-29T14:06:14.343-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><title type='text'>Feedback</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_f_RjJ-VTXxI/SQeYn2jGwwI/AAAAAAAAASU/Z2dWdIgnzqU/s1600-h/charge_hals_pmdb2_72.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 316px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_f_RjJ-VTXxI/SQeYn2jGwwI/AAAAAAAAASU/Z2dWdIgnzqU/s320/charge_hals_pmdb2_72.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5262342500030792450" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Algumas observações pessoais e despretensiosas sobre as Eleições 2008 (agora que, graças a deus, acabou):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;José Fogaça&lt;/span&gt; foi o grande vitorioso em &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Porto Alegre&lt;/span&gt; - por motivos óbvios. A reeleição renova seu prestígio no PMDB, após a conturbada troca de partido - e o posterior retorno. Nome com força para concorrer ao Governo do Estado, Fogaça promete ir até o final do novo mandato na Prefeitura e apoiar Rigotto no pleito de 2010. Claro que essas promessas não podem ser levadas tão a sério hoje em dia, mas a verdade é que o PMDB se fortaleceu para as próximas eleições. Não só aqui, mas em todo o país, com a conquista de capitais importantes como, além de Porto Alegre, Rio de Janeiro, Salvador e Florianópolis. O tom conciliador e paternal que elegeu Fogaça em 2004 foi o mesmo que o reelegeu agora, após um mandato sem grandes realizações.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;Maria do Rosário&lt;/span&gt; teve sua chance, e dificilmente terá outra em 2012. A campanha foi fraca: não achou a medida para criticar um candidato com diversos pontos fracos (administração discreta, ligação com o Governo Estadual...). Rosário mostrou pouco carisma e não conseguiu passar segurança ao eleitorado. Podemos colocar na conta outros fatores para a derrota do PT: identificação de parcela dos eleitores com o passado guasca de Fogaça, anti-petismo crescente, fragmentação da oposição e mesmo preconceito com Rosário, candidata mulher. Um estudo de caso: será que Yeda não prejudicou Rosário nesse ponto? Yeda Crusius, mulher que assumiu o governo de um Estado machista e que sofre grande rejeição nas pesquisas até o momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Manuela d'Ávila&lt;/span&gt; teve sua primeira grande derrota, após estar em segundo lugar nas pesquisas por grande parte da campanha. Manuela não transformou sua popularidade em votos por lhe faltar experiência e ter demonstrado certa ingenuidade nos debates, quando foi ironizada sem rodeios por...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Luciana Genro&lt;/span&gt;, a outra vitoriosa dessas eleições, além de Fogaça. Luciana demonstrou que não é mais o que muitos eleitores pensam/pensavam dela: a filha comunista e histérica de Tarso Genro. A contundência do seu discurso a levou a uma votação expressiva, considerando a modesta coligação que a sustentou. O PSOL pode se tornar a esquerda que o PT deixou de ser há tempos, quando migrou para a centro-esquerda - agora, apenas centro. A candidatura de Luciana Genro mostrou uma esquerda mais séria e amadurecida - até quando?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em uma eleição com diversos atrativos, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Onyx Lorenzoni&lt;/span&gt; perdeu espaço. Se surpreendeu com a votação feita em 2004, agora sai como uma incógnita. Candidato que mais gastou na campanha (ao menos até a divulgação da 2ª parcial da prestação de contas do TSE), continuará amargando a condição de coadjuvante que a sigla DEM representa no Estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Nelson Marchezan Jr&lt;/span&gt;. foi para a disputa de sangue doce, graças à insossa decisão do PSDB de ter sempre candidaturas próprias nas grandes cidades brasileiras. O partido sofreu com a falta de tradição no RS - apesar de governar o Estado - e a pouca expressividade que Marchezan Jr. tem para o eleitorado - novo, inexperiente, sem carisma ou qualquer outro trunfo. A visibilidade que ganhou, porém, pode garantir uma cadeira na Câmara Federal em 2010, como o Pedro Moreira me lembrou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; Rio de Janeiro, &lt;/span&gt;torci muito por&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; Gabeira&lt;/span&gt;. Não adiantou, mas o candidato do PV ganhou e muito com a disputa (e a expressiva votação, quase igual à de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Eduardo Paes&lt;/span&gt;). Sai como nome influente não só no RJ como no Brasil todo com a força que ganhou durante a campanha, surpreendendo Crivella - antes favorito para ir ao segundo turno. Gabeira é pop, graças ao passado conturbado e polêmico de guerrilheiro, durante a Ditadura, e a fama de ardoroso defensor das liberdades individuais quando no Congresso. Faltou talvez um pouco do gel de cabelo de Paes, candidato mais "certinho" e com ares de bom moço. Os últimos votos indecisos tendiam a cair sobre Paes justamente por sua imagem mais convencional - aqui, uma análise bem subjetiva de minha parte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;São Paulo&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Geraldo Alckmin&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Marta Suplicy&lt;/span&gt; saíram bem menores do que entraram da disputa. Ambos vinham em "má fase" já antes do pleito, e nele fracassaram miseravelmente. Alckmin enfrentou a cúpula do PSDB pela segunda vez, e levou o partido à derrota pela segunda vez também, agora de forma dramática. Serra foi decisivo ao apoiar &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Gilberto Kassab&lt;/span&gt;, e ganhou força para concorrer à presidência em 2010. Alckmin pode estar condenado à coadjuvância de agora em diante. Marta Suplicy esbarrou na forte rejeição ao seu nome, explicada por declarações infelizes como a do "relaxa e goza", a etiqueta de "perua namoradeira" que ganhou de um eleitorado, digamos, moralista, e aos rumos infelizes que sua campanha seguiu, como nas insinuações feitas sobre a sexualidade de Kassab.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Momento Mãe Diná&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para 2010, o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;PSDB&lt;/span&gt; ganha força principalmente com José Serra. O &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;PT&lt;/span&gt;, passando por uma crise identidade, penará para ter uma candidatura forte mesmo após a boa gestão de 2 mandatos. Dilma Rousseff é um nome interessante, mas sem apelo popular. Terá que ser muito trabalhada até lá, principalmente por Lula. O presidente, ao se distanciar dos escândalos de corrupção durante seu governo, manteve seu prestígio em alta ao mesmo tempo que deixou o PT quase à própria sorte. Lula se tornou maior que o PT, e sob sua boa imagem foi o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;PMDB&lt;/span&gt; que cresceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os peemedebistas, que há muito vivem nas asas de quem está no Governo, têm mais condições para uma candidatura própria dessa vez, com nomes como o de Sérgio Cabral, governador do Rio, e Aécio Neves, tucano, administrador de sucesso em Minas Gerais, nome dos sonhos do partido. O PFL... ops... &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;DEM&lt;/span&gt; se mantém como pode após ser quase varrido das capitais - Kassab salvou e virou herói. A mudança de nome parece não ter melhorado a imagem do partido, que vai ficando cada vez mais à sombra do PSDB.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A esquerda, que hoje é, quase apenas, o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;PSOL&lt;/span&gt;, terá seu papel - provavelmente com Heloísa Helena mais uma vez. Resta saber se surpreenderá de alguma forma a curiosa massa de partidos de centro que se formou no Brasil - uma putaria, diriam alguns.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8573978035735180881-585440405346626246?l=apartamento73.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamento73.blogspot.com/feeds/585440405346626246/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8573978035735180881&amp;postID=585440405346626246' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/585440405346626246'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/585440405346626246'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamento73.blogspot.com/2008/10/feedback.html' title='Feedback'/><author><name>Flávio Aguilar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18344142878287462613</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-kJwFjSoKlrM/TYPtka531gI/AAAAAAAAAkc/5hI_Mf17Pm8/s220/cavalo_guernica.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_f_RjJ-VTXxI/SQeYn2jGwwI/AAAAAAAAASU/Z2dWdIgnzqU/s72-c/charge_hals_pmdb2_72.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8573978035735180881.post-1177406411507069794</id><published>2008-10-22T19:56:00.004-02:00</published><updated>2008-10-28T21:04:16.443-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='música'/><title type='text'>As Rosas Não Calam</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_f_RjJ-VTXxI/SP-ivhvYCoI/AAAAAAAAASA/Pj_UJ6GfnxQ/s1600-h/cartola.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_f_RjJ-VTXxI/SP-ivhvYCoI/AAAAAAAAASA/Pj_UJ6GfnxQ/s320/cartola.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5260101827186657922" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Nesse 11 de outubro vi o Jornal Nacional dedicar seu último bloco a Cartola. Passei os canais e assisti à lembrança, também bela, feita pelo telejornal da Rede TV - de cujo nome não me recordo. Imagens raras, a música brilhando, o sorriso do mestre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse 11 de outubro comemoramos o centenário do nascimento de Cartola. Mas comemoramos como num dos seus sambas: com a dose necessária de melancolia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se tenho motivos para surpreender-me e emocionar-me com o espaço que Cartola ganhou na televisão, normalmente submetida ao instantâneo e banal, também posso sentir o peso da dúvida: esperaremos mais cem anos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chorar pelos dias que hoje vivemos e ter veleidades pelo passado ideal é exagero. O Brasil que criou esse Cartola lindo, poeta simples, já era um pouco assim, amargo, na sua mocidade. Nosso, hoje, consagrado compositor viveu no ostracismo boa parte da vida, para, em seus últimos anos, viver a glória merecida e ser, por fim, sepultado como o grande artista que foi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mínima chance que Cartola teve, já passando de seus sessenta anos, soube aproveitar bem. Não fez nenhum esforço descomunal, fez o que para ele era simples: cantar as canções que mantivera silenciosas por tanto tempo. Essa chance, essa mísera oportunidade, não sei se hoje seria dada a ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poetas como Cartola não são, ainda, esquecidos. Mas são cada vez menos vividos. O memorialismo é insuficiente para preservar a beleza da cultura de um povo. Eu não sei, eu gostaria, como seria bom passar numa esquina qualquer e ouvir acordes dissonantes, despretensiosos, chegando até mim vindos de quem os construiu. Onde estão nossos inventores? Até as estátuas, um dia, viram pó.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Porém, o culto a gênios como Cartola, Dorival Caymmi, Tom Jobim, Baden Powell, Lupicínio Rodrigues e tantos outros deve ser constante. A valorização da música brasileira é elementar em um país que pouco valoriza sua arte – e onde cada vez mais valorizamos o supérfluo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Canções como O Mundo é um Moinho emocionam até hoje e devem continuar encantando as gerações que virão. O segredo está na carga que essas obras contêm: a proximidade que sentimos da dor e emoção do poeta, a cadência tipicamente brasileira. De alguma forma, sentimos que somos forjados de versos como esses; que esses versos foram forjados com a beleza que tentamos manter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Esse texto foi postado também no &lt;a href="http://www.minimomultiplo.com/"&gt;Mínimo Múltiplo&lt;/a&gt;. Aliás, prestigiem minha coluna Redemoinho - ainda pequena, mas em crescimento. O site todo é de excelente qualidade&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8573978035735180881-1177406411507069794?l=apartamento73.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamento73.blogspot.com/feeds/1177406411507069794/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8573978035735180881&amp;postID=1177406411507069794' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/1177406411507069794'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/1177406411507069794'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamento73.blogspot.com/2008/10/as-rosas-no-calam.html' title='As Rosas Não Calam'/><author><name>Flávio Aguilar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18344142878287462613</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-kJwFjSoKlrM/TYPtka531gI/AAAAAAAAAkc/5hI_Mf17Pm8/s220/cavalo_guernica.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_f_RjJ-VTXxI/SP-ivhvYCoI/AAAAAAAAASA/Pj_UJ6GfnxQ/s72-c/cartola.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8573978035735180881.post-4917223796678779375</id><published>2008-10-19T21:47:00.003-02:00</published><updated>2008-10-28T21:04:30.266-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='música'/><title type='text'>À prova de vaias?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_f_RjJ-VTXxI/SPvTzq4okHI/AAAAAAAAAR0/JSuji76AXNk/s1600-h/0,,15388430-EX,00.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_f_RjJ-VTXxI/SPvTzq4okHI/AAAAAAAAAR0/JSuji76AXNk/s320/0,,15388430-EX,00.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5259029874523803762" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Ouvi com curiosidade o novo álbum de Marcelo Camelo - seu primeiro em carreira solo. Com curiosidade e dor, pois foi horrível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu me pergunto: quem esse cara pensa que é? As músicas e seus arranjos soam pedantes o tempo todo. Arrogantes, inclusives. É uma MPB com ar boçal, composições forçadas que resultam em sonoridades insípidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gosto de muita coisa que o barbudo fez à frente do Los Hermanos. E esperava coisa boa tanto dele quanto de Amarante, de bons compositores que ambos se mostraram. Camelo já decepcionou, espero agora pelo outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade é que no último CD do grupo, '4', algumas coisas já ficavam claras: o casal andava em caminhos diferentes; o caminho que se mostrava mais negro era mesmo o de Camelo. O clima já era um pouco modorrento, sem sal, bestinha. Não tanto quanto agora, mas já.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os shows que o barbudo tem feito vão contra minha opinião: fãs cantam ardorosamente o CD inteiro, num clima parecido com o que já se via nos 'Cultos' dos Hermanos. Sim, um Culto. Uma vez quase fui esmagado em um show deles no Opinião, pois parecia que as pessoas disputavam o posto de groupie mais ardorosa. Acho que esse clima de devoção abestalhada se reproduzirá em Porto Alegre mais uma vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Critérios? Ouçam o troço e entenderão...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou ranzinza, sim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8573978035735180881-4917223796678779375?l=apartamento73.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamento73.blogspot.com/feeds/4917223796678779375/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8573978035735180881&amp;postID=4917223796678779375' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/4917223796678779375'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/4917223796678779375'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamento73.blogspot.com/2008/10/prova-de-vaias.html' title='À prova de vaias?'/><author><name>Flávio Aguilar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18344142878287462613</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-kJwFjSoKlrM/TYPtka531gI/AAAAAAAAAkc/5hI_Mf17Pm8/s220/cavalo_guernica.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_f_RjJ-VTXxI/SPvTzq4okHI/AAAAAAAAAR0/JSuji76AXNk/s72-c/0,,15388430-EX,00.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8573978035735180881.post-810316533041530779</id><published>2008-10-08T17:15:00.013-03:00</published><updated>2008-10-12T02:11:47.053-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='quadrinhos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura'/><title type='text'>Calvin &amp; Haroldo para maiores</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a style="font-family: arial;" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.gardenal.org/inagaki/calvinapocrifo.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 149px; height: 778px;" src="http://www.gardenal.org/inagaki/calvinapocrifo.gif" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Sou um grande fã de Calvin &amp;amp; Haroldo. Tenho certa tara por livros deles, navego horas por sites com material da dupla. Isso vem de quando eu era pequeno e não mudou muito com os anos que se passaram. Leio diariamente, me emociono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A obra de Bill Watterson cativa pelo refinamento de humor e sensibilidade; impressiona pela beleza do traço. Talvez não exista (e, na minha opinião, não existe mesmo) trabalho que exemplifique melhor o que deve ser buscado em tiras de quadrinhos. Humor, crítica, reflexão, MAGIA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, que me arrisco em alguns rabiscos e gosto de escrever, admiro Watterson como um grande artista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Watterson era um defensor da "pureza" da arte. O sucesso que chegou com a publicação das primeiras tiras de Calvin &amp;amp; Haroldo nos jornais americanos deu a ele a oportunidade de ganhos imensos com merchandising. Não faltaram propostas para o licenciamento de produtos como camisetas, canecas, brinquedos, etc, com sua obra estampada. Propostas todas recusadas - o carismático e hiper-ativo Calvin e seu tigre de pelúcia Haroldo permaneceram apenas no papel. Até hoje as tiras são publicadas em diversos jornais ao redor do mundo, além de saírem em livros que são vendidos e lidos com avidez por fãs que, como eu, torcem pela retomada do trabalho de Watterson, interrompido em 1995.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tira que ilustra esse post não foi feita por ele. É obra de um fã do mestre e foi feita depois que Watterson parou de produzir quadrinhos e se mudou para longe das câmeras, no interior americano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu nunca tinha lido algo tão triste em quadrinhos. A tira é antiga, mas só fui conhecer há poucos dias atrás. Uma retomada melancólica para esse blog, já quase abandonado.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais coisas sobre Calvin &amp;amp; Haroldo podem ser encontradas em:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.depositodocalvin.blogspot.com/"&gt;http://www.depositodocalvin.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, não. Infelizmente não sei quem fez essa tirinha.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8573978035735180881-810316533041530779?l=apartamento73.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamento73.blogspot.com/feeds/810316533041530779/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8573978035735180881&amp;postID=810316533041530779' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/810316533041530779'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/810316533041530779'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamento73.blogspot.com/2008/10/calvin-haroldo-para-maiores.html' title='Calvin &amp; Haroldo para maiores'/><author><name>Flávio Aguilar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18344142878287462613</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-kJwFjSoKlrM/TYPtka531gI/AAAAAAAAAkc/5hI_Mf17Pm8/s220/cavalo_guernica.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8573978035735180881.post-5702912342609724543</id><published>2008-03-13T15:36:00.007-03:00</published><updated>2008-09-19T20:13:54.483-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='opinião'/><title type='text'>A Terra, o Homem, a Luta</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Hoje deveriam ser comemorados os 178 anos do nascimento de Antônio Conselheiro (Vila do Campo Maior, 13 de março de 1830 — Canudos, 22 de setembro de 1897), o profeta de Canudos, que ficaria conhecido também como “monstro dos sertões”.&lt;/span&gt;      &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A história é conhecida por todos, ao menos daquela forma simplória que nos é passada no colégio. Antônio Conselheiro, após anos de peregrinação pelo sertão baiano, iniciou em 1893 a idéia de Canudos (ou Belo Monte), um vilarejo isolado dos poderes da república recém instaurada, destinado a ser um reduto de esperança aos miseráveis que sofriam com a seca e o descaso das autoridades. Canudos deu certo, mas por apenas quatro anos. Em 1897, temerosos com o sucesso do vilarejo e a capacidade de Conselheiro angariar seguidores às suas idéias revolucionárias, os donos do país enviaram a Canudos tropas orientadas a dizimar o sonho sertanejo. Foram necessárias quatro delas. As três primeiras foram massacradas, sendo a terceira, uma das mais humilhantes derrotas do exército brasileiro em sua história.&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Na quarta empreitada foram enviados mais de 8 mil homens, divididos em duas colunas e equipados com forte armamento. Desta vez, morreu Canudos. Seus habitantes, mesmo os que se rendiam, foram mortos sem pena e com ódio, reação da ira militar às humilhações anteriores e à visão propagada no centro do país (e disseminada pela imprensa) de que Conselheiro pretendia restaurar a monarquia. Sobre a rendição, escreveu Euclides da Cunha, o grande herói da memória de Canudos:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;  “Fechemos este livro. Canudos não se rendeu. Exemplo único em toda a história, resistiu até ao esgotamento completo. Expugnado palmo a palmo, na precisão integral do termo, caiu no dia 5, ao entardecer, quando caíram os seus últimos defensores, que todos morreram. Eram quatro apenas: um velho, dois homens feitos e uma criança, na frente dos quais rugiam raivosamente 5 mil soldados. (...) Caiu o arraial a 5. No dia 6 acabaram de o destruir desmanchando-lhe as casas, 5.200, cuidadosamente contadas.”&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;As virtudes de Conselheiro podem ser contestadas, assim como as dos sertanejos que participaram de sua epopéia em Canudos. O fanatismo religioso foi, em primeira instância, motor para as engrenagens da revolução sertaneja. Foi, desde então, o calcanhar a ser chutado em Conselheiro, apesar de outras qualidades valorosas no líder e em seus seguidores. A capacidade de organização, o trabalho para erguer uma cidade em meio à miséria do sertão e tirar dela seu sustento e a imensa bravura frente à ameaça do centro do país são o principal a ser ressaltado, como o foi, efetivamente, por Euclides da Cunha - não por acaso, sua obra Os Sertões ganhou prestígio internacional imediato e perene.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;É incrível que ainda hoje em dia pouca se discuta sobre Canudos em sua intrínseca relação com o fenômeno do estado paralelo em favelas do Rio de Janeiro e em outros pontos. A imprensa vê o problema das favelas por um lado só, e, por conseguinte, também a sociedade, assim como ocorreu há mais de século. A mesma miséria que levou os sertanejos de Canudos à utopia, leva brasileiros ao narcotráfico e sua tutela, nas cidades, e à reivindicação por terras, no campo - não justifico. Chegamos perto do espetáculo, e em pouco tempo podemos estar assistindo satisfeitos à exibição de cabeças de traficantes e sem-terra em praças públicas, com a certeza de que a nação está se livrando de suas parias - já estamos perto disso. Nossa democracia vai tão bem quanto a 100 anos atrás, e a revolta é cada vez menos digna.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8573978035735180881-5702912342609724543?l=apartamento73.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamento73.blogspot.com/feeds/5702912342609724543/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8573978035735180881&amp;postID=5702912342609724543' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/5702912342609724543'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/5702912342609724543'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamento73.blogspot.com/2008/03/terra-o-homem-luta.html' title='A Terra, o Homem, a Luta'/><author><name>Flávio Aguilar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18344142878287462613</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-kJwFjSoKlrM/TYPtka531gI/AAAAAAAAAkc/5hI_Mf17Pm8/s220/cavalo_guernica.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8573978035735180881.post-1564178167851737209</id><published>2008-02-12T17:35:00.001-02:00</published><updated>2008-03-13T16:49:19.836-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cotidiano'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='opinião'/><title type='text'>Verão torturante e o Big Brother</title><content type='html'>Sim, pior que o calor e a chuva misturados deixando a gente gripado o dia inteiro (tudo bem, aceito a hipótese de que isso não seja inerente à gente toda), ou as algemas no trabalho que não me deixam chafurdar na areia, é trabalhar com monitores e atenções sintonizados no Big Brother. Já em sua oitava edição (meu Deus, quase não acredito) o reality show mais famoso da televisão brasileira cada vez inova menos e cada vez mais gente o assiste. É, definitivamente, mais um fenômeno da mediocridade brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma simbiose perfeita: de um lado produtores preguiçosos, sem criatividade, e presos a estratégias já consolidadas para lucrar com a atração; do outro lado, um público cada vez menos preocupado com qualquer um desses aspectos, aliás, cada vez menos preocupados com qualidade e análise crítica das bobagens que sustenta e pelas quais paga, bastante. Blá, blá, blá, que papo-furado, alguém dirá. Isso a gente aprende no primeiro semestre na Fabico, outro também fará questão de me jogar na cara. Tudo bem, eu já havia me acostumado a não pensar na mediocridade, como convém agirmos por instinto de sobrevivência. Mas às vezes é difícil agir como tapado o tempo inteiro, me perdoem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse último final de semana loquei Idiocracy, junto com minha namorada. Ela odiou. Eu não achei o filme a última Trakinas do pacote, mas ri feito criança o tempo todo, para desespero dela. A história sobre uma humanidade fadada à idiotice no ano de 2505, fenômeno causado pela procriação de pessoas imbecis e a extinção das inteligentes devido ao planejamento familiar, tem como ingrediente especial a crítica à mídia, principal fator de alienação das sociedades. Idiocracy faz uma crítica mais direta à sociedade americana, mas, claro, vem de lá o espelho para a maior parte da civilização ocidental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi esse filme que me deu uma pequena vontade de falar mal do Big Brother. Puxa vida. Você, leitor, não acha brochante ver seus familiares e demais pessoas amadas discorrendo por horas sobre a personalidade da Thalita, ou discutindo com empenho se o Marcelo é ou não gay, ou se fulano é sincero, beltrano é traíra ou cicrano merece ganhar um milhão? Pois bem, talvez você não ache, e eu vou achar isso brochante também. E pensar que com o Big Brother eles tiram dinheiro pra fazer um monte de outras porcarias...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com licença, vou ao banheiro vomitar - sem câmeras.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8573978035735180881-1564178167851737209?l=apartamento73.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamento73.blogspot.com/feeds/1564178167851737209/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8573978035735180881&amp;postID=1564178167851737209' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/1564178167851737209'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/1564178167851737209'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamento73.blogspot.com/2008/02/vero-torturante-e-o-big-brother.html' title='Verão torturante e o Big Brother'/><author><name>Flávio Aguilar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18344142878287462613</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-kJwFjSoKlrM/TYPtka531gI/AAAAAAAAAkc/5hI_Mf17Pm8/s220/cavalo_guernica.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8573978035735180881.post-8263455761050074481</id><published>2008-01-23T17:54:00.002-02:00</published><updated>2008-09-12T05:16:42.883-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='opinião'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura'/><title type='text'>Marketing de Elite</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Faz apenas alguns dias, acordei cedo em um domingo para comprar pão. Aqui no Centro, as manhãs de domingo não são tão diferentes das de bairros afastados de Porto Alegre: pouca gente na rua, poucos carros, tranqüilidade assustadora. No meu caso, uma tranqüilidade momentânea, que foi estranhamente cortada por um coral distante, sabe-se lá de onde, que vinha cantando:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;"Tropa de Elite, osso duro de roer; pega um, pega geral, também vai pegar você!"&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse refrão chato, bobo e pegajoso era repetido à exaustão e cada vez estava mais próximo. Ao atravessar a Salgado Filho, fui apresentado aos cantores: uma Van abarrotada de crianças que cantavam e pulavam enlouquecidamente ao ritmo do grande sucesso dos nosso cinema em 2007.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há pouco tempo eu prometi a mim mesmo que não iria despejar mais um texto - desnecessário - sobre o fenômeno Tropa de Elite, nesse blog ou em qualquer lugar. Seria difícil falar algo mais depois de todos os colunistas de jornal, críticos de cinema, articulistas, formadores de opinião, mesas de bar, rodas de violão, churrascos ao domingo, sim, em todos os lugares, discutirem à exaustão o assunto sem visões mais originais que o 'óbvio ululante'. E, de fato, não é o que farei. Esse post é apenas desabafo de uma constatação que, claro, antes de ser minha, deve ser de muitos: mais do que sétima arte ou crítica social, Tropa de Elite é um fenômeno de marketing, e esse é o ponto interessante da obra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como cinema, isoladamente, é mais um filme policial, com muita ação e boas cenas, que tem o grande diferencial de ter sido produzido no Brasil. Como crítica social, não se sustenta sobre quase nenhum referencial; na aparente hesitação do diretor de colocar vilões, se apela para uma mea-culpa com a classe média, um clichê que foi estranhamente saudado por todos como algo inovador. No final das contas, do cálculo filme de ação + crítica social, surgiu um fenômeno do marketing impressionante e extremamente bem-sucedido. O Bope sai sim como herói do filme, Capitão Nascimento sai também. E os 'isentos' realizadores do filme, que tentaram lavar as mãos quanto a essa imediata recepção, esperaram baixar a poeira da imprensa para colocar à venda diversos produtos licenciados que reforçam o caráter heróico e caricato do Bope. Desde camisetas até &lt;a href="http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2008/01/23/fantasia_do_bope_desbanca_super-herois_no_carnaval_do_rio-328159519.asp"&gt;fantasias do Bope, que são, no Rio de Janeiro, as mais procuradas para o carnaval&lt;/a&gt;. Procuradas por quem? Ora, pelas crianças; superando Homem-Aranha, Batman e demais paladinos fictícios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É por aí que alguns olhos se arregalam e molduras de modernismo nos estragam retratos. Essa nossa modernidade que caçoa e vende os nossos problemas até se configurarem distantes, até se configurarem fantasias de carnaval. Em Tropa de Elite, a certo momento, o policial bonzinho que estuda Direito, chama a palavra em aula para, entre o execramento aos colegas, banalizar Foucault como um bobalhão que não sabe de nada porque não morou na favela. Aqui, convém não cair no erro de avaliar as palavras da personagem como as do diretor, do produtor, etc. Todos sabemos que isso é cinema, isso é arte, e nem sempre falamos o que pensamos, mostramos o que achamos. O que convém, realmente, é saber até que ponto todos lavamos as mãos já no cinema, na literatura, na televisão e ganhamos dinheiro com isso, dizendo que estamos fazendo os outros pensarem, sem idéias concretas, sem tomar qualquer partido e avacalhando com qualquer objetividade de se mudar o rumo das coisas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8573978035735180881-8263455761050074481?l=apartamento73.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamento73.blogspot.com/feeds/8263455761050074481/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8573978035735180881&amp;postID=8263455761050074481' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/8263455761050074481'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/8263455761050074481'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamento73.blogspot.com/2008/01/marketing-de-elite.html' title='Marketing de Elite'/><author><name>Flávio Aguilar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18344142878287462613</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-kJwFjSoKlrM/TYPtka531gI/AAAAAAAAAkc/5hI_Mf17Pm8/s220/cavalo_guernica.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8573978035735180881.post-190150857422403521</id><published>2007-12-21T16:29:00.000-02:00</published><updated>2007-12-21T16:52:19.849-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura'/><title type='text'>O que andam fazendo por aí</title><content type='html'>&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;Final de ano, hoje dia 21, podemos começar a pensar sobre a última jornada e fazer essas retrospectivas perigosas sobre o que fizemos de útil em 2007. Eu comecei em empregos novos, dei um gás bom na faculdade, conheci muita gente nova, e criei este blog que vos fala. Fora essas coisas de praxe, não me esmerei em nada de original, devo confessar. O ano acaba com certa ressaca moral, auto-crítica bem balizada e grandes planos para 2008 - tê-los já é um começo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, uma galera tem feito coisas interessantes com seu tempo, como esses amigos meus que fizeram o documentário Zezinho, logo abaixo incrustado:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="355" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/rpSDT1rfBqw&amp;amp;rel=1"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/rpSDT1rfBqw&amp;amp;rel=1" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" height="355" width="425"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="355" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/w0-l7Qedckw&amp;amp;rel=1"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/w0-l7Qedckw&amp;amp;rel=1" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" height="355" width="425"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem palavras é que eu fico quando vejo que o pessoal anda se puxando e fugindo dessa mediocridade que tenta nos sugar lá pelos 20 e tantas anos. É dessas iniciativas que todos estamos precisando, inclusive eu próprio. Aqui vai a ficha técnica dos baguais realizadores do documentário:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;direção: guilherme petry e gabriel jacobsen&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;roteiro: gabriel jacobsen, guilherme petry e bruno colombo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;montagem: guilherme petry e augusto bornhausen&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;argumento: guilherme petry, régis machado e bruno colombo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;imagens: guilherme petry, gabriel jacobsen e augusto bornhausen&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;produção: bruno colombo, guilherme petry e gabriel jacobsen&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;fabico/ufrgs, novembro de 2007&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Aproveito o embalo para dar a notícia e link do novo blog no qual participo:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a style="font-weight: bold;" href="http://vacaamarela.wordpress.com/"&gt;http://vacaamarela.wordpress.com&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dele fazem parte, além de mim, o Márcio e o Miguel - colegas escravos - e um correspondente piadista da Irlanda. Ainda não sabemos sobre o que é o blog, mas já temos algo postado.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8573978035735180881-190150857422403521?l=apartamento73.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamento73.blogspot.com/feeds/190150857422403521/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8573978035735180881&amp;postID=190150857422403521' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/190150857422403521'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/190150857422403521'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamento73.blogspot.com/2007/12/o-que-andam-fazendo-por.html' title='O que andam fazendo por aí'/><author><name>Flávio Aguilar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18344142878287462613</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-kJwFjSoKlrM/TYPtka531gI/AAAAAAAAAkc/5hI_Mf17Pm8/s220/cavalo_guernica.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8573978035735180881.post-3305401039113302305</id><published>2007-11-30T06:23:00.000-02:00</published><updated>2007-11-30T06:27:23.117-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='institucional'/><title type='text'>Quase lá</title><content type='html'>E existem ainda essas pessoas tão amigas minhas que caem por aqui e me pedem pra voltar. Eu as admiro e me condeno. E me lembro dos primeiros dias de blog, na estafa absoluta de não fazer nada. E me vejo hoje sem tempo para comer, dormir, beber, postar. O verão chega e traz bons ares, e traz mais tempo. Tempo não mais para absorver jornais diários da RBS incessantemente, nem para trocar músicas no meu mp3, muito menos para escrever a norma culta da língua em palavras sobre coisas que mal entendo mas preciso entender para ganhar um diploma. É tempo para ter tempo e se fazer o que se gosta: comer, dormir, beber, postar nesse blog, provar pra mim mesmo que tanto esforço de fagocitose intelectual pode regurgitar em coisas boas e úteis para essas pessoas amigas minhas - e inclusive para você, visitante acidental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes que chegue o dia do juízo final da minha banca de monografia e os primeiros sinais de sua iminência, estarei postando aqui com esmero, ouvindo Baden Powell, com algo alcoólico entre os dedos e minha namorada preparando o jantar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="355" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/TSUNbvb-DWg&amp;amp;rel=1"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/TSUNbvb-DWg&amp;amp;rel=1" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" height="355" width="425"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8573978035735180881-3305401039113302305?l=apartamento73.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamento73.blogspot.com/feeds/3305401039113302305/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8573978035735180881&amp;postID=3305401039113302305' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/3305401039113302305'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/3305401039113302305'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamento73.blogspot.com/2007/11/quase-l_30.html' title='Quase lá'/><author><name>Flávio Aguilar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18344142878287462613</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-kJwFjSoKlrM/TYPtka531gI/AAAAAAAAAkc/5hI_Mf17Pm8/s220/cavalo_guernica.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8573978035735180881.post-8767338612825951518</id><published>2007-08-26T15:38:00.002-03:00</published><updated>2008-10-12T02:12:23.479-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='jornalismo'/><title type='text'>Um Novo Olhar?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O primeiro número da edição brasileira da &lt;a href="http://www.monde-diplomatique.fr/"&gt;Le Monde Diplomatique&lt;/a&gt; me foi apresentado pelo professor &lt;a href="http://www.pontodevista.jor.br/blog/"&gt;Wladimir Ungaretti&lt;/a&gt; na disciplina de Redação Jornalística IV, lá naquela minha tal de faculdade. Não apenas a mim, claro, a todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já presente em dezenas de países ao redor do mundo, o ex-suplemento do renomado jornal francês &lt;a href="http://www.lemonde.fr/"&gt;Le Monde&lt;/a&gt; - do qual é hoje, em certo ponto, independente - já merecia sua versão brasileira. Uma &lt;a href="http://diplo.uol.com.br/"&gt;versão na internet&lt;/a&gt; inclusive já existia, mas nada substitui 40 páginas disponíveis nas bancas - mesmo que a certo custo; no caso, R$8,90. Precisei conferir a novidade, claro. Comprei meu "Diplô" com certa ansiedade para conferir "um novo olhar sobre o Brasil, um novo olhar sobre o mundo" - como promete o slogan do periódico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No conselho editorial do jornal, figuras de peso do nosso jornalismo. No seu conteúdo, material diverso em um layout inteligente, além da interessante - porém, infelizmente, curta - entrevista com &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Noam_Chomsky"&gt;Noam Chomsky&lt;/a&gt;. Todos os artigos e entrevistas vêm assinados, o que é sempre agradável pra quem gosta de um pouco de seriedade no jornalismo. Adequadamente, para uma primeira edição, sã abordados assuntos mais genéricos e em voga nas atuais discussões de política e sociedade. Podemos ler, então, sobre a situação na Palestina, sobre a Amazônia, sobre a democracia na América Latina. Além de sermos apresentados à literatura indiana e a bons livros - esses com uma seção especial na penúltima página.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Importante não apenas quanto à possibilidade de gerar maior diversidade de idéias na nossa imprensa - ainda que restrita à pequena parcela que tem acesso ao seu conteúdo - a novidade do Diplomatique com periodicidade mensal em nosso país pode representar simbolicamente um apoio à diversidade de idéias em outras mídias, além da - deus nos ouça - difusão de novos veículos com independência ideológica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As ressalvas devem ser dadas. Assim como tantos bons projetos na área da cultura, também o Le Monde Diplomatique chega às nossas bancas graças a capital público. No caso, o dinheiro vem da Petrobrás - que estampa na contracapa inteira sua propagandinha básica. Se de certo ponto é louvável que o governo e a iniciativa privada estejam apoiando tanto esse quanto outos bons projetos, por outro lado isso é algo a ser levado em conta na hora de analisarmos o que é escrito e difundido sob esse apadrinhamento. Apesar de se dizer independente, o Le Monde Diplomatique é, por todos os cantos, reconhecido pela sua visão anti-neoliberalismo, anti-capitalista e - com todo o perdão por ter que me refugiar nessa expressão - esquerdista. Isso fica claro também na edição brasileira, quando, no artigo A Democracia em Disputa, Silvio Caccia Bava, sociólogo e diretor da publicação brasileira, aponta como uma revolução na América Latina a ascenção dos governos de Hugo Chávez, Lula, Nestor Kirchner, Evo Morales, entre outros. Partindo do seu diretor, essa visão denota a linha editorial que será seguida aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cabe ficarmos atentos à independência que esse "novo olhar" terá do capital que lhe sustenta. Se por um lado é ótimo que tenhamos uma nova publicação fora da linha de Veja e Istoé, também devemos fugir da possibilidade de uma falsa imparcialidade. Assim como as Vejas e Istoés da vida, também Le Monde Diplomatique é para ser lida com a cabeça aberta, com o proveito que dela pode ser inteligentemente tirado.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8573978035735180881-8767338612825951518?l=apartamento73.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamento73.blogspot.com/feeds/8767338612825951518/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8573978035735180881&amp;postID=8767338612825951518' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/8767338612825951518'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/8767338612825951518'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamento73.blogspot.com/2007/08/um-novo-olhar.html' title='Um Novo Olhar?'/><author><name>Flávio Aguilar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18344142878287462613</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-kJwFjSoKlrM/TYPtka531gI/AAAAAAAAAkc/5hI_Mf17Pm8/s220/cavalo_guernica.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8573978035735180881.post-6412832312838044784</id><published>2007-08-19T18:20:00.000-03:00</published><updated>2007-08-25T15:44:07.559-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><title type='text'>Vergonha nacional</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Quatro em cada dez brasileiros consideram a corrupção o principal motivo de vergonha do país. Na mesma pesquisa, divulgada recentemente pela CNT/Sensus, violência e pobreza ocupam, respectivamente, segundo e terceiro lugares. O resultado, apesar de chocante, poderia se configurar como prenúncio de conscientização da população quanto aos verdadeiros culpados pelos seus problemas. A inoperância da maioria dos nossos políticos e a corrupção de alguns deles são os grandes vilões da pobreza nacional, que, por sua vez, propicia a condição principal para o aumento da violência e insegurança. Porém, em uma análise mais aprofundada, a impressão é outra.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Nunca tanta corrupção foi denunciada. Após os escândalos do mensalão e da máfia dos bingos, uma série de operações da Polícia Federal - como Hurricane, Têmis, Navalha, Moeda e Ouro Verde – destampou a imoralidade de políticos e órgãos públicos diversos. O país ainda está às voltas com casos que envolvem o presidente do Senado, Renan Calheiros, e o senador Joaquim Roriz, ex-governador de Brasília. Nunca tantos episódios de mau uso de cargos e de recursos públicos chegaram ao conhecimento dos cidadãos. E, como sempre, as punições acabam se restringindo a pouco mais do que a exposição pública dos escândalos feita pela imprensa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;São esses dois aspectos que tornam a corrupção o grande campeão entre os motivos de vergonha nacional: os escândalos e sua costumeira impunidade. O resultado da pesquisa, ao mostrar que 41,3% dos brasileiros vêem na corrupção a razão para não ter orgulho de seu país, acrescidos dos outros 7% que colocam a impunidade como motivo de vergonha, inclui praticamente metade da população.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Mesmo com a desaprovação uníssona de nossos homens públicos em modo geral, quando vamos avaliar casos isoladamente, essa renitência não se configura padrão. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por exemplo, continua com bons números em pesquisas de aceitação, apesar de leves quedas. Nem as acusações de tráfico de influência perpetradas ao se irmão provocaram maiores oscilações no seu prestígio político. Outro caso é o de Fernando Collor de Melo, que, execrado da presidência nos anos noventa por severas denúncias de corrupção, conseguiu, logo após recuperar seus direitos políticos, se eleger senador por Alagoas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Os brasileiros, de modo geral, condenam a corrupção. Mas apenas moralmente. E isso é, também, uma vergonha.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8573978035735180881-6412832312838044784?l=apartamento73.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamento73.blogspot.com/feeds/6412832312838044784/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8573978035735180881&amp;postID=6412832312838044784' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/6412832312838044784'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/6412832312838044784'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamento73.blogspot.com/2007/08/vergonha-nacional.html' title='Vergonha nacional'/><author><name>Flávio Aguilar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18344142878287462613</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-kJwFjSoKlrM/TYPtka531gI/AAAAAAAAAkc/5hI_Mf17Pm8/s220/cavalo_guernica.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8573978035735180881.post-4790703765388049976</id><published>2007-07-23T21:13:00.000-03:00</published><updated>2007-08-25T15:44:27.122-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura'/><title type='text'>Lista aberta</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A Cris jogou em cima de mim, de seu blog, um tal de 'meme', que eu nem sabia o que era. Ela é toda expert em blogueirices, eu escrevo aqui como quem escreve num guardanapo animado. Mas meio que entendi e gostei da brincadeira. A proposta é comentar sobre minhas leituras mais marcantes, tipo uma lista. Eu sou uma piada na hora de fazer essas listinhas, mas adoro ver as dos outros. Sou uma piada porque não sou capaz de fechar meus gostos ou opiniões nas listas, meus gostos e opiniões são muito volúveis. Gosto de ver as escolhas alheias por curiosidade e esperança de conhecer coisas que possam também um dia passear por mim. É pensando em alguém 'nada a ver' que nem eu que fiz mais ou menos uma lista. Sem ordem:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://i.s8.com.br/images/books/cover/img5/156755.jpg"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;img style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left; width: 104px; height: 159px;" alt="" src="http://i.s8.com.br/images/books/cover/img5/156755.jpg" border="0" height="176" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Jorge Luis Borges - Ficções&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Nenhuma surpresa pra quem se acostumou a ler meus textos com citações ao universo Borgeano - ou a ele em pessoa. Sim, sou grande fã. Já li umas quantas coisas do velho mestre argentino, mas, com certeza, essa é a obra que mais me marcou. Provavelmente por representar um compêndio de todas as características narrativas e inventivas que o consagraram: escrita concisa, frieza, criatividade, temáticas de mistério e mitologia, confusão entre real e imaginário - sim, o famoso Realismo Fantástico por ele alçado à condição de grande movimento da literatura no século XX. Ficções é formado por 18 contos inesquecíveis, nem que seja para aqueles todos que não os engolem. Borges brincou com formatos literários, com a confusão, arte e história em todos os seus aspectos. Erudito ao extremo, usou nesse livro o máximo que pôde de um conhecimento sabidamente fantástico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;"Como todos os homens da Babilônia, fui pro-cônsul; como todos, escravo; também conheci a onipotência, o opróbrio, os cárceres. Olhem: à minha mão direita falta-lhe o indicador. Olhem: por este rasgão da capa vê-se no meu estômago uma tatuagem vermelha: é o segundo símbolo, Beth. Esta letra, nas noites de lua cheia, confere-me poder sobre os homens cuja marca é Ghimel, mas sujeita-me aos de Alep, que nas noites sem lua devem obediência aos de Ghimel. No crepúsculo do amanhecer, num sótão, jugulei ante uma pedra negra touros sagrados. Durante um ano da Lua, fui declarado invisível: gritava e não me respondiam, roubava o pão e não me decapitavam. Conheci o que ignoram os gregos: a incerteza..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(trecho de A loteria da Babilônia)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Julio Cortázar - O Jogo da Amarelinha (Rayuela)&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.puntodelectura.com/upload/portadas/2001/84-663-1905-0_med.jpg"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;img style="margin: 0px 0px 10px 10px; float: right; width: 141px; height: 202px;" alt="" src="http://www.puntodelectura.com/upload/portadas/2001/84-663-1905-0_med.jpg" border="0" height="269" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Esse cara também não é nenhuma surpresa pros que costumam me ouvir babando 'bah, o Cortázar, esse é foda'. É, junto com Borges, o escritor que mais leio. O problema fica em optar entre seus inúmeros livros de contos e o romance que aqui acabei escolhendo, O Jogo da Amarelinha. Assim como Borges, Cortázar é argentino, conhecido por sua obra crítica e principalmente pelos seus contos. Seria estranho então que me marcasse mais na memória esse que é um dos poucos romances escritos por ele. Mas, a obra se consolidou não só na minha memória, mas entre as gerações posteriores à sua publicação. Constantemente listada entre o melhor do século XX na literatura, tanto por leitores comuns quanto pelos críticos, a Rayuela é uma viagem impressionante pelo pensamento de Horácio Oliveira, pretenso intelectual argentino que vive - na primeira parte - em Paris com sua misteriosa Maga, e depois volta à sua pátria - na segunda parte - na tentativa de se reencontrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A analogia com o tradicional jogo infantil da amarelinha nasce da construção pouco comum do romance, dividido em capítulos de diversos tamanhos e que podem ser lidos a partir de duas ordens diferentes, também separadamente - pois se sustentam às vezes como contos, crônicas ou ensaios curtos. Antes de tudo é uma leitura pesada, com referências a diversas áreas do conhecimento, como Filosofia, Sociologia, Psicologia e Música. O desafio compensa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;"...Então, as minhas mãos procuram afogar-se no seu cabelo, acariciar lentamente a profundidade do seu cabelo, enquanto nos beijamos como se tivéssemos a boca cheia de flores ou de peixes, de movimentos vivos, de fragância obscura. E se nos mordemos, a dor é doce; e se nos afogamos num breve e terrível absorver simultâneo de fôlego, essa instantânea morte é bela. E já existe uma só saliva e um só sabor de fruta madura, e eu sinto você tremular contra mim, como uma lua na água."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(trecho do capítulo 7)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;Guimarães Rosa - Sagarana&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.soniavandijck.com/sagarana_quin.jpg"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;img style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left; width: 110px; height: 183px;" alt="" src="http://www.soniavandijck.com/sagarana_quin.jpg" border="0" height="161" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;Continuo na América Latina mas atravesso uma fronteira. Se algum escritor brasileiro teve capacidade - ou tem - pra figurar entre os cânones da literatura mundial, com certeza ele sai de uma disputa acirrada entre Machado de Assis e Guimarães Rosa. Apesar de apreciar muito a produção do Machado, eu escolheria Guimarães Rosa para esse eventual rol de gênios mundiais. Revolucionário, esse é Sagarana. O primeiro livro do escritor, que prenunciou outras poucas e maravilhosas obras ao longo de sua controvertida carreira literária. Tudo está lá: as inovações na língua e na temática, o sertão em alcance universal, a complexidade humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro é formado por alguns poucos contos, todos grandes - quase novelas, algum os consideram assim. Apesar de complexidade de sua linguagem, cheia de palavras e expressões criadas pelo próprio autor, os contos prendem o leitor com tramas ricas, em alguns pontos com certa dose do mesmo realismo fantástico dos autores anteriores. 'Duelo' é de tirar o fôlego. 'A hora e vez de Augusto Matraga' é emocionante. Dá até vontade de largar esse post e ir ler tudo de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"...Nhô Augusto não tirou os olhos, até que desaparecessem. E depois se esparramou em si, pensando forte. Aqueles, sim, que estavam no bom, porque não tinham de pensar em coisa nenhuma de salvação de alma, e podiam andar no mundo, de cabeça em-pé... Só ele, Nhô Augusto, era quem estava de todo desonrado, porque, mesmo lá, na sua terra, se alguém se lembrava ainda do seu nome, havia de ser para arrastá-lo pela rua-da-amargura..."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(trecho de A Hora e Vez de Augusto Matraga)&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.siciliano.com.br/capas/8573262087.gif"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;img style="margin: 0px 0px 10px 10px; float: right; width: 141px; height: 216px;" alt="" src="http://www.siciliano.com.br/capas/8573262087.gif" border="0" height="227" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Fiodor Dostoievski - Crime e Castigo&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;O russo dispensa apresentações. A obra também. O russo costuma frequentar o topo das disputas de 'melhor escritor de todos os tempos' e coisas do gênero, com Shakespeare e cia. A obra costuma frequentar o topo das listas de 'melhor romance de todos os tempos' e coisa do gênero, com Dom Quixote e cia. Buenas, autor e obra merecem essa fama toda, com folgas. Dostoieviski é o mestre maior da escola russa, conhecida por escritores especialistas na arte de prender o leitor; resumidamente, de contar uma história bem pra caramba. Fez mais que isso: decifrou e descreveu a mente humana com brilhantismo, como em Crime e Castigo. A história é a história da consciência de Raskólnikov, da culpa por ter matado sua senhoria, de sua visão ácido sobre o mundo. O personagem principal é cativante, apesar de englobar todos os defeitos possíveis. Talvez por ser, em sua personalidade doentia, extremamente real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro é grande, pesado e russo. Longas frases típicas do autor e da escola da época, porém sem se tornarem dispersas. Na verdade, a leitura não é complicada; complicadas são as reflexões a partir dos acontecimentos da história. Livro pra marcar, pra aprender e pra, como eu, recomendar a qualquer um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"...Tinha andado pouco; sabia até a que distância se encontrava de sua casa: oitocentos e trinta passos, precisamente. Quantas vezes os contou, no tempo em que fazia projetos! Nesse tempo não dava grande importância aos seus desvarios, apenas se excitava com eles por causa da sua ousadia quimérica mas sedutora. Mas agora, passado um mês, começava já a olhá-los de outra maneira, e, apesar de tudo, dos seus desanimadores monólogos a respeito da sua inércia e indecisão, ia-se acostumando, quase sem querer, a considerar aquele sonho escandaloso como um empreendimento, embora ele próprio não acreditasse nele. Agora ia ali a ensaiar aquele empreendimento e a sua comoção aumentava à medida que ia caminhando..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(trecho de Crime e Castigo - Capítulo 1)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;                                       Albert Camus - O Estrangeiro&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.spi-london.com/catalog/images/camus.jpg"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;img style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left; width: 106px; height: 162px;" alt="" src="http://www.spi-london.com/catalog/images/camus.jpg" border="0" height="192" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Mestre do existencialismo ao lado de Sartre, Camus também ocupa certo espaço na minha prateleira. Dele, já li muita coisa boa, mas escolher O Estrangeiro se torna fácil por ter sido meu primeiro contato com o autor, e por ter representado bastante nas minhas digressões literárias - sim, eu também as tenho. Como o próprio existencialismo, O Estrangeiro é difícil de ser entendido, explicado, ou resenhado, ou qualquer coisa. É apenas a história de um homem aparentemente sem sentimentos, que não chora no velório de sua mãe, nem entende porque é capaz de matar outro homem. É, mais que tudo, uma aula de existencialismo, e não funciona resumi-la. O livro é curto e atraente - o que, na literatura, já é quase um sinônimo de surpreendente. Li numa sentada, e acredito que muitos devem fazê-lo. Quando li O Estrangeiro, me identifiquei com o personagem; mas também identifiquei nele várias outras pessoas, e vários pensamentos meus que estavam dispersos por aí. É quase um Apanhador no Campo de Centeio nesse ponto - mas pode ser lido com proveito também por quem tem mais de 18 anos, ao contrário deste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;"Hoje, a mãe morreu. Ou talvez ontem, não sei bem. Recebi um telegrama do asilo:&lt;br /&gt;"Sua mãe falecida: Enterro amanhã. Sentidos pêsames".&lt;br /&gt;Isto não quer dizer nada. Talvez tenha sido ontem.&lt;br /&gt;O asilo de velhos fica em Marengo, a oitenta quilômetros de Argel. Tomo o autocarro das duas horas e chego lá à tarde.&lt;br /&gt;Assim, posso passar a noite a velar e estou de volta amanhã à noite.&lt;br /&gt;Pedi dois dias de folga ao meu chefe e, com um pretexto destes, ele não me podia recusar. Mas não estava com um ar lá muito satisfeito.&lt;br /&gt;Cheguei mesmo a dizer-lhe "A culpa não é minha". Não respondeu. Pensei então que não devia ter dito estas palavras..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(trecho do início de O Estrangeiro"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Não sei se fui honesto nessas escolhas, provavelmente descobrirei aos poucos. Cometi o erro de deixá-las gravadas, talvez. Mas ao menos foi divertido.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8573978035735180881-4790703765388049976?l=apartamento73.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamento73.blogspot.com/feeds/4790703765388049976/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8573978035735180881&amp;postID=4790703765388049976' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/4790703765388049976'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/4790703765388049976'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamento73.blogspot.com/2007/07/lista-aberta.html' title='Lista aberta'/><author><name>Flávio Aguilar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18344142878287462613</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-kJwFjSoKlrM/TYPtka531gI/AAAAAAAAAkc/5hI_Mf17Pm8/s220/cavalo_guernica.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8573978035735180881.post-7943850652973718189</id><published>2007-07-18T18:05:00.001-03:00</published><updated>2008-10-12T02:12:43.852-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cotidiano'/><title type='text'>Relaxa e Goza</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Nunca voei de avião.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Engraçado pensar nisso. Toda a minha família já voôu de avião. Na Fabico, então, nem se fala. Os 'esquerdistas' tem o costume de passear pela Europa, fazer intercâmbio nos States, passar períodos em Londres ou Paris para 'se encontrar'. É, pois é.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Tenho medo de altura.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Já escrevi algumas vezes sobre minhas idiotices, acho que sobre essa também. Não freqüento a sacada do meu apartamento, evito elevadores. Na verdade, fico tenso demais quando subo ao meu apartamento 73.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A tragédia de ontem em São Paulo será mais algo nessa minha cabeça-dura por muito tempo. Não foi o primeiro desastre que vi pela TV ou li pelos jornais. Não foi nem o primeiro desastre aéreo. Mas acompanhei toda a repercussão tão de perto, por estar trabalhando agora lá no Clic, que a tragédia me consumiu por completo. Eu, que fui atingido apenas profissionalmente pelo desastre, já fiquei arrasado. Imagino - seria melhor até evitar - o que passa pela cabeça de quem perdeu um familiar ou amigo no acidente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Não vi mais pessoas abaladas com o ocorrido. Será que estou suscetível ou sentimental por excesso ou são os outros que já perderam essa sensibilidade? A maioria dos comentários que vi e ouvi a respeito foram inclusive jocosos. Aí lembro da Martinha e seu 'relaxa e goza' com a merda toda da aviação. Lembro do descaso de N autoridades quanto aos problemas da aviação em geral e ao aeroporto de Congonhas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;De repente me sinto certo por todas minhas fobias. E me sinto certo em guardar luto e dor por toda essa gente que não conheço, mas que morreu por incompetência de alguns brasileiros, sob descaso de muitos outros. Não pretendo voar de avião tão cedo, muito menos ouvir desculpas esfarrapadas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8573978035735180881-7943850652973718189?l=apartamento73.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamento73.blogspot.com/feeds/7943850652973718189/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8573978035735180881&amp;postID=7943850652973718189' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/7943850652973718189'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/7943850652973718189'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamento73.blogspot.com/2007/07/relaxa-e-goza.html' title='Relaxa e Goza'/><author><name>Flávio Aguilar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18344142878287462613</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-kJwFjSoKlrM/TYPtka531gI/AAAAAAAAAkc/5hI_Mf17Pm8/s220/cavalo_guernica.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8573978035735180881.post-7563744831695574148</id><published>2007-06-28T19:47:00.000-03:00</published><updated>2007-08-25T15:46:30.315-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='institucional'/><title type='text'>Atenção</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Aviso que fui convidado pelo renomado jornalista Daniel Freitas a contribuir com seu blog tricolor: &lt;a href="http://gremistasempre.blogspot.com/"&gt;http://gremistasempre.blogspot.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um convite que vem em boa hora. Terei um espaço para esbanjar minha parcialidade futebolística sem poluir o Apartamento73.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colorados, comemorem. Gremistas, visitem!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8573978035735180881-7563744831695574148?l=apartamento73.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamento73.blogspot.com/feeds/7563744831695574148/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8573978035735180881&amp;postID=7563744831695574148' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/7563744831695574148'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/7563744831695574148'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamento73.blogspot.com/2007/06/ateno.html' title='Atenção'/><author><name>Flávio Aguilar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18344142878287462613</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-kJwFjSoKlrM/TYPtka531gI/AAAAAAAAAkc/5hI_Mf17Pm8/s220/cavalo_guernica.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8573978035735180881.post-7196595182934394430</id><published>2007-06-21T19:58:00.000-03:00</published><updated>2007-08-25T16:00:06.649-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='esportes'/><title type='text'>Imortal sentimento</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a href="http://www.infobae.com/adjuntos/imagenes/37/0143767B.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 350px; height: 213px; text-align: center;" alt="" src="http://www.infobae.com/adjuntos/imagenes/37/0143767B.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Meu blog estava desativado por completo. Esteve por um mês, ou quase, ou mais, nem sei. Já tinha esquecido quase dele. A quem me perguntava sobre novas postagens (acredite, acontece) eu dava uma resposta sincera: - Enquanto não acabar essa Libertadores para o Grêmio, não vou conseguir escrever nada. Perdendo, ganhando, seja lá o que for. Sou assim. O Grêmio também. Me suga as energias, por completo. Só agora, com a angústia dos jogos finais esvaída por completo, posso sentar e sobriamente escrever alguma coisa sobre o que foi essa história toda.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A melhor definição que pode ser dada sobre a campanha tricolor nessa Libertadores foi dada por Mano Menezes, no final do jogo de ontem. "O Grêmio chegou onde deveria ter chegado só em 2009." O clube, jogado à mediocridade da segunda divisão, da tragédia financeira e moral, impeliu os torcedores a uma mobilização sem igual. E a torcida, tomada por uma fé cega, empurrou o clube de volta à primeira divisão, de volta ao título estadual, de volta ao protagonismo nacional e, finalmente, ao brilho na Libertadores. A torcida pressionou por eleições diretas no clube, protestou - com exageros, até - contra o bandido Guerreiro e o absurdo Obino. Com uma diretoria correta, moveu os quadros sociais dos pouco mais de dois mil fiéis a quase quarenta mil. Consumiu como pôde tudo o que apareceu com o símbolo tricolor estampado. Compareceu em todos os terríveis jogos da segunda divisão, mesmo quando na eminência de uma nova queda. Revolucionou o modo de torcer no país, importando de outros países sul-americanos como Argentina e Uruguai o modelo de 'barras'. Tudo foi acontecendo rápido demais. E o Grêmio parecia capaz de qualquer coisa. O mito do 'imortal' começou a ser, então, propagado como o minuano entre os prédios da gelada Porto Alegre. Alcançou a mídia nacional, já assombrada também com o crescimento gremista. De repente, tudo começou a ser transformar em um fantástico conto de fadas futebolístico.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Coloquemos as coisas às claras. Temos um treinador em ascensão, com um grande futuro. Um goleiro experiente, de bom nível, com algumas falhas e má saída do gol, mas de defesas importantes. Um lateral direito que tem muita vontade, às vezes até comovente, mas técnica mediana para baixo. Uma ótima dupla de zaga em nível nacional, formada por dois bons zagueiros, um deles promessa de grande jogador. Um lateral esquerdo habilidoso, disposto, mas sem qualidade defensiva. Um volante de contenção que se revelou nos jogos de mata-mata, com grande garra, qualidade técnica, mas que comete faltas bobas. Outro volante com muita raça, técnica, que às vezes bate demais, mas que é ídolo, indiscutível. Um meio-campista com grande futuro, extremamente habilidoso e com alto poder de conclusão. O capitão do time com boa técnica e inteligência, porém fraco fisicamente, de modo a parecer sem vontade - nunca deveria estar com a braçadeira de capitão. Um atacante veloz, rápido, técnico e inteligente = possível craque, quem sabe? Por fim, um centroavante nulo, inexistente. Desinteressado. Esse é o time titular do Grêmio, que nos levou até a final. Eles são Mano Menezes, Saja, Patrício, William, Teco, Lúcio, Gavillán, Sandro, Diego Souza, Tcheco, Carlos Eduardo e Tuta. No banco tivemos o 'encosto' Gallato, o 'fracasso' Jucemar, o 'fraco' Pereira, o 'bizarro' Schiavi, o 'quem sabe' Bruno Telles, o 'bonzinho' Edmilson, o 'adeus' Lucas, o 'cai fora' Ramón, o 'calma' Kelly, o 'cadê' Amoroso, o 'talvez' Éverton e o 'azarado' Douglas. Entre outros, claro. É um time bom, apenas isso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O São Paulo era um time bom, mas sem vontade. O Defensor era um time médio com vontade. O Santos era um time médio com dois craques - Zé Roberto e Luxemburgo. O Boca era um time bom, com vontade e Riquelme. E sobrou. Faltou sorte ao Grêmio no primeiro gol, em impedimento, na Argentina. Digamos sorte, pra não dizer incompetência do bandeirinha, claro. Faltou sorte para Sandro Goiano ao pegar a testa do adversário em um lance desproposital - quando na maioria das vezes é de propósito mesmo, e não dá nada. Acima de tudo, faltou qualidade ao tricolor para fazer frente ao Boca. Não faltou vontade, fibra, garra em nenhum momento. Por isso, apesar de triste, não fui embora decepcionado ontem do Olímpico. Me agradava a sensação de que foi cumprida uma frase há décadas enquadrada na parede do vestiário tricolor: "Não saia de campo sem a certeza de ter dado o máximo de si". Eu tenho a certeza de que fiz o que pude, me associando, comprando minha camisa oficial, indo em jogos de chuva, frio, calor insuportável, contra o São Raimundo e contra o Boca Juniors. E acredito que também o time chegou ao seu limite. Aos trancos e barrancos, do jeito que dava, seguimos em frente. Assim, também, enfrentamos na final os argentinos. Mas não foi o suficiente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ninguém deve baixar a cabeça. As cobranças a mais que podem surgir se originam de outro fato, que não a derrota do Grêmio, a perda do título. O que move a decepção maior é o que o rival conquistou ano passado. A soberba do torcedor gremista foi apunhalada em cheio com a Libertadores e o Mundial colorados. Porém, não se deve confundir soberba com orgulho. Soberba é o que os colorados começam a ter agora, fruto das recentes conquistas, e da derrota tricolor. O mesmo que nos fez gremistas crentes da perpétua supremacia sobre eles por décadas a fio. Orgulho é o que fica do renascimento do clube a partir do fosso da segunda divisão, vencer desafios e cair em pé. Orgulho que também os colorados não perderam durantes os anos idos e com o qual puderam enfim se esbaldar ano passado. No final do jogo, não se ouviu a animada torcida boquense. O estádio explodiu em um canto arrastado de pura devoção. "Com o Grêmio onde o Grêmio estiver" - essa é a imortalidade tricolor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Notas&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Brigada Militar foi elogiada pela Conmebol e pela embaixada da Argentina pela atuação em torno do jogo. Não é difícil explicar. Após ter ônibus saqueados, apedrejados e torcedores com fratura exposta em Buenos Aires, os gremistas tiveram que se proteger da polícia ontem, Dedicados a fazer um H internacional, os policiais se preocuparam com a segurança castellana o suficiente para esbanjar truculência nos entornos do Olímpico.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Dispensas das quais ninguém sentirá falta: Schiavi e Tuta. Na corda bamba: Amoroso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8573978035735180881-7196595182934394430?l=apartamento73.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamento73.blogspot.com/feeds/7196595182934394430/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8573978035735180881&amp;postID=7196595182934394430' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/7196595182934394430'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/7196595182934394430'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamento73.blogspot.com/2007/06/imortal-sentimento.html' title='Imortal sentimento'/><author><name>Flávio Aguilar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18344142878287462613</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-kJwFjSoKlrM/TYPtka531gI/AAAAAAAAAkc/5hI_Mf17Pm8/s220/cavalo_guernica.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8573978035735180881.post-7617942092158722198</id><published>2007-05-17T19:52:00.000-03:00</published><updated>2007-08-25T15:47:53.672-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura'/><title type='text'>Rei Roberto</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a href="http://static.flickr.com/53/128610722_4b16272978_o.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 400px; text-align: center;" alt="" src="http://static.flickr.com/53/128610722_4b16272978_o.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Sim, sou fã de Roberto Carlos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;Normalmente, essas situações inusitadas acontecem por motivos inusitados, claro. Meu motivo maior é meu tio Miguel, com seu violão Gianini, cantando Nossa Canção a fortes pulmões na varanda da minha casa, e também As Curvas da Estrada de Santos, ainda As Canções que Você Fez Pra Mim, e mais muitas que nem o nome sei.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;O Roberto Carlos que eu conheço não é o mesmo que a maioria das pessoas conhece. E quando eu digo que gosto do Rei, ou canto baixinho uma de suas músicas, costumam me olhar torto, achar que eu estou brincando. Bom ser diferente. Não sinto falta das bandas emo tocando no meu computador. Não sinto falta dos ritmos eletrônicos da moda - psy, trance, techno, psytrance, psytechno, technotrance, psytrancetechno, blá blá blá tutch tutch tutch tutch.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O Gabriel, lá da Assembléia,sempre dizia que eu parecia velho ouvindo o Roberto. O toque do seu celular era Fresno, não lembro bem - mas ele é um cara legal. Realmente, admiro os mais velhos. Música pra eles é aquela que traz lembranças, que emociona de alguma maneira. E, vejam só, não são só eles que pensam assim. É desse modo que as pessoas costumam assimilar a música. Tirando, claro, desse caldo, quem ouve o que lhe plastifica melhor aos outros. 90% de quem eu conheço é assim, normal no meu círculo social, algo normal na minha idade. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Respeito o motorista do último taxi que peguei, que cantava um Zezé di Camargo emocionado, nem me dirigia a palavra. A letra era piegas, a melodia um chavão completo, mas ah, seus sentimentos naquele momento se manifestavam vivos. Respeito Pedro, o ministro da Igreja Universal da Graça de Deus ali da Júlio de Castilhos, que, ao ser entrevistado por mim sobre a relação da sua crença com a música, olhava fixo pro nada e só dizia "o louvor, música é louvor, música tem que ser louvor". E não dizia isso como o estereotipado crente cego que nós, ateus, costumamos zombar. Falava lucidamente que a música lhe confortava, e eu não duvido nem um pouco disso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Chegamos no Gigantinho, eu e a Mel. Cumprimentei minha sogra, a prima da minha sogra, a tia da minha sogra, e a prima da tia, a amiga da prima e a vizinha da amiga. A galera tava em peso. Sentamos e esperamos. A mulherada estava em êxtase, a trupe da minha sogra animadíssima. Conversavam, gritavam, riam. Não é difícil entender a euforia. O show do Roberto Carlos, pra elas, é um acontecimento. Não apenas por ele, por suas músicas, pelo espetáculo. É a oportunidade delas se reunirem todas, sem os maridos, sem os filhos, sem os problemas, para louvarem às suas lembranças, às suas alegrias, pra louvarem a si mesmas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Claro que o Roberto Carlos não cantou as músicas das quais eu gosto mais. Essas, ele deve ter esquecido as letras em alguma gaveta. Ali, foram só as mais românticas, e poucas eu conhecia. Grande coisa. Curti todo o show bem abraçado e bobo, praticamente um emo. Salve o Rei!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8573978035735180881-7617942092158722198?l=apartamento73.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamento73.blogspot.com/feeds/7617942092158722198/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8573978035735180881&amp;postID=7617942092158722198' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/7617942092158722198'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/7617942092158722198'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamento73.blogspot.com/2007/05/rei-roberto.html' title='Rei Roberto'/><author><name>Flávio Aguilar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18344142878287462613</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-kJwFjSoKlrM/TYPtka531gI/AAAAAAAAAkc/5hI_Mf17Pm8/s220/cavalo_guernica.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8573978035735180881.post-8190087808093859965</id><published>2007-05-02T19:33:00.000-03:00</published><updated>2007-08-25T15:49:39.386-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><title type='text'>Yeda e o pé de Feijó</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a href="http://www.insanus.org/novacorja/yeda.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 361px; height: 242px; text-align: center;" alt="" src="http://www.insanus.org/novacorja/yeda.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Paulo Feijó ensandecido, o Palácio Piratini em chamas, a governadora Yeda Crusius batendo na madeira antes de dormir. Nosso estado vai mal, o governo também, a imprensa se diverte. Vai entender. Vai entender que os outros governos tenham se limitado a fazer charme pros jornalistas e pros eleitores, que tenham administrado o fundo do poço puxando dez baldes por dia. Yeda Crusius assumiu o compromisso de enfrentar o caos e, é claro, o caos sempre sabe administrar o resultado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falta experiência à nossa governadora. Por enquanto é difícil dizer se vai dar certo a loucura de enxugar as contas, de cortar dinheiro de tanto peixe grande; o certo é que a forma com que a governadora conduz suas decisões acaba prejudicando o próprio modo com que elas são vistas. Os erros começaram cedo. A decisão de compor chapa com o PFL (na época o Democratas ainda respondia por esse nome) não é inusitada. Os tucanos têm história antiga com o partido de Paulo Feijó. Mas, Paulo Feijó?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nosso vice-governador vem tomando um ar quase caricatural, fazendo a festa dos chargistas gaúchos. Saído sabe-se lá de onde, conseguiu a proeza de exercer a mais dura oposição ao governo de Yeda Crusius sendo seu imediato substituto. A governadora não viaja, não ousa deixar a cadeira livre às nádegas de Feijó, e esse lhe dá motivos suficientes pra saber que é uma boa idéia. Vocifera contra o Banrisul e sua direção, ocupa todas as manchetes minando as decisões de Yeda sob o julgo dos eleitores. Que mancada Yeda, que mancada. Em nota oficial, no dia 26 de maio, a governadora rompeu oficialmente com seu vice, qualificando-o como desequilibrado. Em contraponto, quem vai perdendo o equilíbrio sobre a corda bamba da opinião pública é Yeda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, é todo mundo chinês na política gaúcha. Feijó entregou nas mãos da petista Stela Farias, deputada estadual e presidente da Comissão de Serviços Públicos da Assembléia Legislativa, um dossiê com detalhes sobre o presidente do Banrisul, Fernando Lemos, no exercício de sua função. O PT agradece, a base governista se agita. Feijó só saiu das manchetes quando o PDT de Ênio Bacci entrou com tudo, com o peso de toda sua bancada na Assembléia. Ao mesmo tempo em que entrava na primeira página, o PDT ameaçava sair do governo. Na crise da segurança pública, pouco se entendeu até agora. No diz-que-me-diz entre o Piratini e Bacci, o que ficou foi a certeza da falta de coesão entre o governo de Yeda e seu secretariado.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A Yeda governadora não é a Yeda que se mostrava como uma mulher forte e segura no período das eleições. O tamanho do seu partido no Rio Grande do Sul em nada ajuda, pelo contrário, enfraquece seu poder. Nesse ínterim, já se pensa – veja só – no pleito de 2010. E, por enquanto, apenas um nome forte aparece entre potenciais candidatos: Paulo Feijó. Ele mesmo, aquele careca de óculos que está todos os dias na primeira página, no papel de democrata, de desenho animado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8573978035735180881-8190087808093859965?l=apartamento73.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamento73.blogspot.com/feeds/8190087808093859965/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8573978035735180881&amp;postID=8190087808093859965' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/8190087808093859965'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/8190087808093859965'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamento73.blogspot.com/2007/05/yeda-e-o-p-de-feij.html' title='Yeda e o pé de Feijó'/><author><name>Flávio Aguilar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18344142878287462613</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-kJwFjSoKlrM/TYPtka531gI/AAAAAAAAAkc/5hI_Mf17Pm8/s220/cavalo_guernica.JPG'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8573978035735180881.post-7531034268320834519</id><published>2007-04-25T17:26:00.000-03:00</published><updated>2007-08-25T16:03:42.224-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='esportes'/><title type='text'>Um pouco de futebol</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fazia tempos que eu não escrevia sobre futebol. Meus motivos são óbvios: sou gremista fanático, doente, quase neurótico. Contaminar com meu gremismo o blog poderia afetar o aspecto mais amplo e consciente que quero dar às postagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo - e sempre há um contudo... Os últimos acontecimentos aqui pelo Rio Grande não me seguram mais na casca de sobriedade tanto quanto antes. Posso falar do Grêmio, mereço. Mas calmamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há 5 anos, nós tínhamos um timaço. Muitos dizem que aquele esquadrão do Tite em 2001, 2002, era até melhor que o de Scolari nos áureos anos 90. Caímos garfeados na Libertadores, fizemos ótima campanha no Brasileiro e na Mercosul. Enquanto isso, os colorados se debatiam rumo ao rebaixamento. Naqueles dias, não existia um só gremista que não escancarasse sua arrogância sobre os rivais, e parecia inevitável fugir disso. Mas, o mundo realmente - expressão batida, mas vá lá né - DÁ VOLTAS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um ano depois escancararam-se as falhas de vestiário do Tite no comando do Grêmio, as falhas e ladroagens de Guerreiro na presidência, aquela merda toda: começou a derrocada do tricolor rumo à segunda divisão. Nos safamos em 2003, mas em 2004 não teve jeito. Vexame após vexame, caímos. Enquanto isso, na beira do Guaíba, o colorado se erguia das décadas de sombra e, aos poucos, seguia rumo à glória de 2006: novas e bonitas estrelas na camisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso tudo porém já escondia que a arrogância ia mudando de lado. Era do Beira-Rio que vinham os chacotes e o pouco-caso com o rival azul. Os colorados davam como morto o Grêmio, diziam que o Grêmio nunca mais ganharia nada, era ex-clube, nunca mais voltaria a uma Libertadores. A empáfia crescia quanto mais o Inter ganhava e se consolidava entre os grandes clubes brasileiros. Os gremistas levavam o troco de tudo o que a minha geração riu dos colorados por anos e anos. Mas tudo escondia um fato: enquanto o Inter crescia e muito, também o Grêmio crescia, mesmo que em um patamar menor, mas em franca ascensão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vitório Piffero é o que podia ter acontecido de pior ao Inter nesse ano, pois é o retrato da arrogância natural entre os torcedores, e que não pode nunca ser levada pra administração de um clube, sempre refletida nos seus asseclas. Abandonou-se a postura séria e humilde da administração de Fernando Carvalho e da mobilização de sua torcida. Essa postura agora está do outro lado, está com o Grêmio, com Paulo Odone, refletida e aumentada em Mano Menezes - um técnico por demais sério e sisudo, que NUNCA subestima adversários, nem do colorado fala mal. Uma postura que ele coloca em cada jogador do clube.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Rio Grande dá voltas. Cada vez mais. Estamos na final do gauchão, nas oitavas da Libertadores. Tudo pode acontecer. Podemos perder a final, cair em breve da Libertadores. Bato na madeira. Tudo o que escrevi aqui serve ainda mais para reflexão dos amigos colorados. Mas serve para que a nação azul mantenha os pés no chão, em busca de um ano que pode se tornar histórico.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8573978035735180881-7531034268320834519?l=apartamento73.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamento73.blogspot.com/feeds/7531034268320834519/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8573978035735180881&amp;postID=7531034268320834519' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/7531034268320834519'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/7531034268320834519'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamento73.blogspot.com/2007/04/um-pouco-de-futebol.html' title='Um pouco de futebol'/><author><name>Flávio Aguilar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18344142878287462613</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-kJwFjSoKlrM/TYPtka531gI/AAAAAAAAAkc/5hI_Mf17Pm8/s220/cavalo_guernica.JPG'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8573978035735180881.post-5158443091846315925</id><published>2007-04-22T16:04:00.003-03:00</published><updated>2008-03-27T15:58:42.666-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura'/><title type='text'>J. L. Borges de areia</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a href="http://www.geocities.com/marco_lx_pt/borgesjardim.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 400px; text-align: center;" alt="" src="http://www.geocities.com/marco_lx_pt/borgesjardim.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Hoje à tarde, voltando do trabalho – em direção a outro – passei em frente a um dos vários sebos da Riachuelo. Passo por quase todos, todos os dias, mas não sei por que hoje algo me impeliu a entrar nesse específico. Comecei a fuçar alguns balaios com saldos de cinco, dez reais por livro. Apenas porcarias. Estava já desorientado em meio às gigantescas estantes do lugar, que não davam qualquer ponto de partida para procurar aquele que seria meu livro. Ninguém também estava ali para me ajudar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente, sei lá saído de onde, surgiu um velhinho estranho que, passando às minhas costas, foi à porta. Não me olhou, apenas foi puxando uma grade do teto, encerrando o expediente. Decidi que não podia ir embora sem um livro, qualquer livrinho que seja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Hei amigo, o que tu tens de Borges aí? – perguntei, com aquele ar de pseudoestudante intelectualizado frustrado que me é intrínseco. O velho me olhou estafado; parecia não querer vender nada, mesmo que fosse tudo pelo dia inteiro. Dirigiu-se à estante e tirou de lá uma edição antiqüíssima de O Livro de Areia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um livro, para ser de Borges, deve ser velho. Velho como o velho do sebo. Deve ter anotações enigmáticas na folha de rosto, não ter alguma página misteriosa de um conto inexplicável. O Livro de Areia é, em si, a glorificação do misterioso, do estranho, do genial. Os ardilosos contos que o compõem giram em torno da mesma temática: o saber. Isso não nos é possível intuir na primeira leitura, nem necessário. A maestria de sua narrativa nos absorve em pormenores e divagações por demais interessantes. Considerado o pai do realismo fantástico sul-americano, Borges sabia como ninguém nos pregar peças. O Livro de Areia se constrói principalmente nessa sua técnica falsamente realista, já antes escamoteada em Ficções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Livro de Areia foi publicado primeiramente em 1975, já com o cego Borges ditando suas idéias à mãe, concentrado há muito tempo em um universo particular. Difere de Ficções, Aleph e outros por apresentar uma linguagem um pouco menos experimental – traduzindo: difícil. A ênfase do cansado Borges, a essa altura, não está mais nas prodigiosas invenções narrativas de suas histórias, e sim no simples absurdo. Talvez seja um dos motivos para ser preterido pelos críticos borgeanos, em favor de obras como os próprios Ficções e O Aleph anteriormente citados. Não à toa, também, esse pode ter sido o motivo de ter sido eleito pelo próprio autor como sua obra mais importante, como ele fez questão de deixar claro diversas vezes já no ocaso de sua vida. O Livro de Areia é a prova de que há um meio-termo entre a escrita inteligente que se torna chata e a escrita acessível que se torna banal. Extremamente complexo, mas instigante, não impenetrável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro, não comprei o exemplar. Já havia lido o livro e minhas finanças não me proporcionam o fetiche de comprar por gosto. Não quis, porém, sair da órbita de Borges. Perguntei de Julio Cortazar, também argentino, também genial, ainda afilhado literário do mestre. Uma boa opção. O velho do sebo, já nitidamente impaciente, me trouxe ao bolso uma compilação de contos em edição original, em espanhol. Folheei apenas o índice e gostei; decidi levar. Fui olhá-lo com mais calmo apenas no ônibus, ainda afetado pelo burburinho da Salgado Filho. Em sua folha de rosto constava um poema feito em caneta esferográfica, letra extremamente rebuscada. Assinava os versos um tal de J. L. Borges. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8573978035735180881-5158443091846315925?l=apartamento73.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamento73.blogspot.com/feeds/5158443091846315925/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8573978035735180881&amp;postID=5158443091846315925' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/5158443091846315925'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/5158443091846315925'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamento73.blogspot.com/2007/04/j-l-borges-de-areia_2716.html' title='J. L. Borges de areia'/><author><name>Flávio Aguilar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18344142878287462613</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-kJwFjSoKlrM/TYPtka531gI/AAAAAAAAAkc/5hI_Mf17Pm8/s220/cavalo_guernica.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8573978035735180881.post-5163077615199360293</id><published>2007-04-18T20:25:00.000-03:00</published><updated>2007-08-25T16:06:34.471-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><title type='text'>O Teatro dos Vampiros</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O Rio Grande do Sul é tido como o estado mais politizado do Brasil; para mim, isso não o exime do pouco-caso generalizado que temos com nossos representantes do Legislativo. Alguém assiste à TV Assembléia gaúcha? Pergunto isso não com ares recriminatórios, muito menos com tom jocoso. Essa pergunta é vital para analisar as escolhas de qualquer emissora de televisão quanto ao que coloca no ar. Procurei, investiguei, googliei o máximo que pude e nada apareceu a respeito. Ninguém parece se importar. A TV Assembléia é ainda um fantasma perdido no nosso controle remoto, entre aqueles canais que vêm depois da Globo e pelos quais passamos sem maior atenção. Ninguém procura comentar sobre sua programação, discernir a respeito do enfoque dado pelos seus profissionais, poucos se prestam a assisti-la.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;De terça a quinta-feira temos no Palácio Farroupilha, sede do nosso Legislativo, a sessão plenária, onde ocorrem as discussões e, muito de vez em quando, algumas votações sobre temas que nos atingem em todas as esferas do dia-a-dia. A TV Assembléia costuma transmitir na íntegra todo o expediente, inclusive com reportagem. A transmissão começa às 14:00 e segue até as 16:00, exceto no dias quando acontece um Grande Expediente em homenagem a algum time de futebol ou mesmo ao aniversário de algum partido político – e politicagens afins. A não ser que haja algum motivo especial como a delegação do Internacional ou a visita de um político grandão de fora do estado, ou ainda alguma votação que esteja em destaque na mídia, o plenário estará deserto.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Os cinegrafistas da TV Assembléia são bem orientados pelos jornalistas, que por sua vez são bem orientados pelos editores, que por sua vez são bem editados pelos políticos que colocaram a todos lá dentro. Na posição de CCs dos deputados, eles sabem que filmar um plenário vazio pode significar o olho da rua. Por isso quando ligamos o televisor na TV Assembléia em um dia qualquer, sem grande repercussão, não entenderemos o porquê da câmera não desviar um momento sequer da tribuna, onde alguns poucos deputados estarão se revezando em discursos inflamados sobre coisa nenhuma.A estrutura toda é viciada. Contrariando a idéia original de prestar serviço à comunidade, exercer um jornalismo responsável em cima da sempre obscura atividade do Legislativo, o papel real da TV Assembléia, principalmente ao transmitir as sessões plenárias, é de produzir e dirigir o teatro político do parlamento gaúcho. Publicidade paga pelo povo, e nunca questionada por ele. Alimentamos o castelo e ignoramos sua existência; mas, com certeza, sentimos seus efeitos. Quem assiste à TV Assembléia? Eu não assisto. E quem vai me tirar razão?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8573978035735180881-5163077615199360293?l=apartamento73.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamento73.blogspot.com/feeds/5163077615199360293/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8573978035735180881&amp;postID=5163077615199360293' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/5163077615199360293'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/5163077615199360293'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamento73.blogspot.com/2007/04/o-teatro-dos-vampiros.html' title='O Teatro dos Vampiros'/><author><name>Flávio Aguilar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18344142878287462613</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-kJwFjSoKlrM/TYPtka531gI/AAAAAAAAAkc/5hI_Mf17Pm8/s220/cavalo_guernica.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8573978035735180881.post-4094905670832451881</id><published>2007-04-15T20:43:00.001-03:00</published><updated>2007-08-25T16:18:40.446-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='contos'/><title type='text'>Palafitas - 2ª parte</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ele seguiu em frente, costas dadas, em direção ao final da casa. Eu mal sabia passar pela porta, não cabia com cabeça e membros por entre o batente. Sentia, então, tudo em mim doendo insuportavelmente. Minhas idéias não eram assim tão claras como entrego agora. Eu sabia da dor, da fuga e mais nada. O velho apenas sabia de nada, não sabia de mim. Nem era tão velho assim, quem sabe se me visse ao espelho...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Das minhas roupas puídas eu podia citar desculpas, algo que só a selvagem formação de rios, matas e pedras poderia provocar. As roupas puídas dele tinham apenas aparência de descaso e conformismo. O interior da casa não era pobre como sua aparência externa: era simples. Me senti em um livro de Paulo Coelho. Uma mesa, cadeiras feitas à mão burra, um cobertor ao canto, próximo à outra porta. Sim, existia outra porta. Paralela à primeira, obviamente sobre o enorme abismo, sem qualquer explicação. Era apenas um cômodo na casa, no qual não segui caminhando por muito tempo. Ele se pôs à frente do abismo, dois dedos; fiquei pouco atrás dele, esbaforido. Quis pedir algo, pois era muito o que eu precisava então. Água, comida, aquele cobertor, explicação. Não falei nada, claro. Não me saíam os lamentos, os pedidos, nenhum gemido. Dele não veio nada melhor, e éramos nada um com o outro. Do medo da solidão à floresta, do desespero de vê-lo vivo ali, tudo me era agora o medo e desespero do homem quase ao vento do abismo. Desabei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Malditos insetos que sobem às alturas mais incríveis, longe já da água. São só eles que restam nesse reino de pedras - e vêm atrás de sangue. À noite voam desesperados em minha volta, em volta do homem. Ainda aprendo a aguentá-los, sou novo na arte de suportar o lento devoramento dos mosquitos. Meu corpo é magro e inchado e estou horrível. O homem parece saudável, sob seu aspecto acabado e triste. E não se mexe com os mosquitos. Eles o incomodam um pouco e partem, como se renegassem seu sangue podre. Também não o afeto de qualquer maneira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aparentemente, não se importou com meu sono e sujeira sobre seu cobertor. Certo é saber que o cobertor já estava podre. Também mais nada de minhas primeiras atitudes o poderia entusiasmar ou dá-lo incômodo. Passamos dias convivendo juntos, cada qual na sua solidão. Não me interessava puxar conversa, algo motivado pelo medo e pela estupefação do que vivia. A ele não interessava minha existência, talvez nem a sua. Comíamos pouco. Na verdade, eu comia pouco; ele, eu nunca vi ingerir nada por aqueles primeiros dias. Estava sempre parado em algum cômodo da casa, em pé. Às vezes, saía lá fora e sentava em sua cadeira, a mesma em que o vi pela primeira vez. Não o via dormir. Talvez dormisse, deveria, claro. Possivelmente sempre depois de mim. Sua presença já me era quase indiferente. Eu saía ao mato atrás de algo para me alimentar, quase sempre ao mesmo córrego pelo qual passara horas antes de encontrar a casa. Com muita força de vontade aprendi a pegar alguns pequenos peixes, que abria, limpava e comia crus. Do mesmo córrego bebia a água. Foi o suficiente para ficar bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estávamos então no oitavo ou nono dia após minha chegada. Eu já andava quase nu pela casa e pelo mato, e já havia aprendido a fazer um fogo miserável. Se fazia calor, dormia à porta da casa. Se era frio, também, acompanhado pela fogueira. Tentava segurar minhas pálpebras o máximo suficiente para ver o sono do homem. Ele não dava qualquer sinal de que iria ceder à minha espera, e eu adormecia como uma criança. Uma noite, porém, me acordei sem motivos aparentes. Estava de corpo virado para dentro da casa, e não o enxerguei. Virei-me com um movimento pesado e lento, estava cansado. Levei um susto. Ele também não estava lá fora. A fogueira estava no fim e só se enxergava a semi-escuridão da floresta tomada pelos vultos das sequóias. Senti o medo que não sentia desde minha caminhada errante em meio à mata selvagem. Arrastei-me para o fundo da casa; cheguei ao outro lado, à beira do precipício. Imaginei que ele, em meio à sua permanente hipnose, pudesse ter caído. Deitei de bruços na madeira e gritei, gritei ao rio que nem via, gritei do fundo do meu medo um grito sem nome, apenas um pedido de socorro que sumia rápido, para rápido ecoar no abismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(continua...)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8573978035735180881-4094905670832451881?l=apartamento73.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamento73.blogspot.com/feeds/4094905670832451881/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8573978035735180881&amp;postID=4094905670832451881' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/4094905670832451881'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/4094905670832451881'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamento73.blogspot.com/2007/04/palafitas-2-parte_15.html' title='Palafitas - 2ª parte'/><author><name>Flávio Aguilar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18344142878287462613</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-kJwFjSoKlrM/TYPtka531gI/AAAAAAAAAkc/5hI_Mf17Pm8/s220/cavalo_guernica.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8573978035735180881.post-7013632326715731711</id><published>2007-04-09T14:57:00.000-03:00</published><updated>2007-08-25T16:13:43.960-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='esportes'/><title type='text'>Pára um pouquinho, descansa um pouquinho...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a href="http://br.geocities.com/fluonlineng/fotos_classicos/flaxflu95.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 364px; height: 197px; text-align: center;" alt="" src="http://br.geocities.com/fluonlineng/fotos_classicos/flaxflu95.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Ultimamente tem me dado uma nostalgia do antigo futebol carioca. Não do antigo das décadas de 50, 60 e o escambau. O antigo pra mim, o futebol carioca dos anos 90, aquele protagonizado por figuras como Romário, Edmundo animal, Túlio maravilha, Renato Portaluppi, Donizete Pantera, entre outras figuraças. Futebol carismático, futebol bombástico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saudade do fracassado ataque dos sonhos do Flamengo de 95 e 96 - "pior ataque do mundo, pior ataque do mundo, pára um pouquinho, descansa um pouquinho, Sávio, Romário, Edmundo!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saudade do Renato Portaluppi, de faixa à la Rambo na cabeça, fazendo gol de barriga e levando o Flu ao título de 95.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saudade do Túlio Maravilha fazendo gol de calcanha sem goleiro, tirando onda, com um time horrível do Botafogo mas campeão brasileiro. O mesmo Botafogo de Donizete Pantera, que fazia gol e saía imitando pantera, engatinhando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saudade do Vaxxxco de Juninho Pernambucano, Edmundo e cia, o último time carioca que eu vi jogar bola, e jogar bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Edmundo, Romário, Renato e Túlio discutindo na imprensa. Afinal, quem era o rei do Rio?&lt;br /&gt;Edmundo levando soco do argentino e o Romário chegando na voadora!&lt;br /&gt;"Túlio Maravilhaaa, nós gostamos de vocêêê"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Edmundo bêbado mata 3.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente perdeu a graça, e foi assim por um bom tempo. Agora, temos Romário na imprensa com seus mil gols; Túlio dizendo que também quer chegar lá; Renato balançando no Vaxxxco; Edmundo chorando ao microfone, se dizendo cansado. Temos o Obina pra animar a Globo, um time carioca na Libertadores, nenhum foi rebaixado no campeonato de 2007. Que bons tempos estejam chegando, e nem precisa tanta seriedade assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;p.s. E o Pantera, onde anda?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8573978035735180881-7013632326715731711?l=apartamento73.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamento73.blogspot.com/feeds/7013632326715731711/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8573978035735180881&amp;postID=7013632326715731711' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/7013632326715731711'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/7013632326715731711'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamento73.blogspot.com/2007/04/pra-um-pouquinho-descansa-um-pouquinho.html' title='Pára um pouquinho, descansa um pouquinho...'/><author><name>Flávio Aguilar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18344142878287462613</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-kJwFjSoKlrM/TYPtka531gI/AAAAAAAAAkc/5hI_Mf17Pm8/s220/cavalo_guernica.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8573978035735180881.post-5455374016995521202</id><published>2007-03-29T22:27:00.000-03:00</published><updated>2007-08-25T16:17:38.191-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura'/><title type='text'>“O Último Rei da Escócia” – História do absurdo sanguinário</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://en.epochtimes.com/news_images/2006-9-24-lkos1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 282px; height: 252px;" src="http://en.epochtimes.com/news_images/2006-9-24-lkos1.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Entre tantos ditadores sanguinários que derrotaram a humanidade no século XX, um dos mais conhecidos e mistificados foi Idi Amin Dada. Entre os sanguinários ditadores africanos ele se sobressai com ainda maior facilidade. Senhor supremo de Uganda entre 1971 e 1979, ficou conhecido pelos motivos mais esdrúxulos e apavorantes possíveis, desde sua adoração a Hitler - e capacidade para competir com ele em matéria de atrocidades, - até sua personalidade excêntrica: costumava atribuir a si mesmo epítetos como “o grande conquistador do império britânico” e “o último rei da Escócia.” Esse último serviu como título para o filme aqui analisado, de gancho para seu belo roteiro.    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O Último Rei da Escócia” inicia como o próprio governo de Amin em Uganda. Festa, ilusão, o bom-humor africano encarnado no Dr. Garrigan (James McAvoy). Ele, um jovem e inocente médico escocês, idealiza uma África receptiva e aberta às suas fantasias pessoais de liberdade e romance. É com a mesma visão que acabará se envolvendo com Amin (Forest Whitaker); na sua primeira impressão, um governante sério e preocupado com Uganda, dotado ainda de um carisma cativante. Olharemos por seus olhos, gostaremos todos também de Amin. A história manterá esse clima, quase comédia, por um longo período, confundindo o público já conhecedor da história do ditador. Com boa mão do diretor Kevin Donald, porém, começa a ganhar densidade no abrir de olhos de Garrigan, no que vamos também descobrindo com ele. O filme passa a ser, enfim, sobre Amin. Mas não somente. É também a história do drama moral de Garrigan e sua subjetiva crítica ao pensamento colonialista europeu.    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Forest Whitaker é, mais uma vez, genial. À altura de seus papéis em “Bird – Fim do Sonho” e “Host Dog – O Método do Samurai”, e isso já basta. James McAvoy, mesmo obscurecido pela atuação de Whitaker e pelo espaço na mídia que ela ganhou ainda com o fatídico Oscar de melhor ator, se mostra uma grata surpresa em um papel extremamente complicado. O diretor Kevin Macdonald lidou também com um roteiro extremamente perigoso, mas soube amansá-lo e fugir da maluquice que poderia ter se tornado nas telas. O que uniu o fictício Dr. Garrigan ao infelizmente verídico Idi Amin Dada foi uma simpatia inusitada, muito influenciada pela real admiração de Amin pela Escócia, fator que poderia ter tirado a seriedade do filme dependendo de sua abordagem. Isso não acontece. Não acontece porque se perde em meio ao absurdo da figura de Amin, ao absurdo do que foi seu governo e sua ideologia.    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O principal mérito de “O Último Rei da Escócia” se torna, então, essa capacidade de mostrar o absurdo como algo completamente tangível, possível entre qualquer sociedade. Mais que isso, o quanto esse absurdo tem o poder de se infiltrar no imaginário e ideologia dos homens, independente de sua cultura e formação intelectual - como é provado na subversão do pretensamente estudado e esclarecido europeu, Dr. Garrigan, a Idi Amin Dada, nascido em uma pequena e pobre tribo de camponeses às margens do Nilo e levado ao poder pela cultura da força. O descarrilamento da euforia que havia se instaurado no povo africano após a independência das ex-colônias é o pano de fundo dos acontecimentos tensos e assustadores do final do filme, que se encerra em busca de um só sentimento do público: a estupefação - com inegável sucesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.fsa.ulaval.ca/personnel/VernaG/leadership/disk/ouganda_index_fichiers/amin_12.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 383px; height: 236px;" src="http://www.fsa.ulaval.ca/personnel/VernaG/leadership/disk/ouganda_index_fichiers/amin_12.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8573978035735180881-5455374016995521202?l=apartamento73.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamento73.blogspot.com/feeds/5455374016995521202/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8573978035735180881&amp;postID=5455374016995521202' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/5455374016995521202'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/5455374016995521202'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamento73.blogspot.com/2007/03/o-ltimo-rei-da-esccia-histria-do.html' title='“O Último Rei da Escócia” – História do absurdo sanguinário'/><author><name>Flávio Aguilar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18344142878287462613</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-kJwFjSoKlrM/TYPtka531gI/AAAAAAAAAkc/5hI_Mf17Pm8/s220/cavalo_guernica.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8573978035735180881.post-453231716658659689</id><published>2007-03-23T17:53:00.000-03:00</published><updated>2007-08-25T16:23:20.229-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='contos'/><title type='text'>Pânico!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;Cheguei em casa cansado, muito cansado. Dia cheio. Sensação de ter esquecido algo no serviço, um pulmão talvez. Água no rosto, esfrega, esfrega, água gelada, quase acabando, mão no pescoço... Opa. Sinto, com estranheza, a forte saliência atrás da minha orelha; aliso assustado, a imensa bola firme que se precipita na minha cabeça.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;O medo da morte não me aparece em qualquer momento do dia. A síndrome do pânico é exercício pontual no elevador que se aproxima do vigésimo andar, no ônibus que desce inconseqüente o viaduto da Conceição, no sujeito mal-encarado que caminha ao meu encontro na Gel. Vitorino, meia-noite e meia, centro repentinamente deserto. Quem mora, trabalha ou estuda no centro de Porto Alegre está acostumado com o estado de alerta, com a sensação de torpor nesse formigueiro humano. Eu, que trabalho, estudo e moro no centro, já nem sinto mais. Sou uma formiga. A vida não parece tão humana assim como uma doença dolorosa, um caroço na cabeça. Passar a mão ali, agora, é perceber de repente que estou vivo, e a morte talvez não seja tão banal quanto um atropelamento de ônibus.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;Nessas horas, sempre se pensa no pior. É um tumor. É um câncer. Eu no caixão. Sobe aquela água nos olhos e dá um tremelico. E se for? A minha mente é perversa demais, fantasia tudo. De repente vem a imagem de todo o meu pequeno futuro de sofrimento e angústia. E sinto todo o sofrimento e angústia do meu pequeno futuro, tudo junto, agora, sentado no fundo do ônibus Santana, em direção ao HPS. Todas as outras pessoas que ali estão não existem nesse inacabável instante.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;Acho que nunca havia ido ao HPS sozinho. Nem sabia como agir, com quem falar, o que fazer. Passada toda a burocracia, entendi o que era aquilo tudo da TV; eu, uma hora na fila esperando atendimento. Na mesma sala de espera, gente quase desmaiada, outros chorando o familiar que agonizava na sala de emergência. Entram e saem médicos empurrando agilmente cadeiras de rodas e camas, nem olham para mim. Comecei a sentir um novo medo, um dos piores medos, o medo de estar passando por idiota.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;Esses medos da pamonhice são, invariavelmente, os que se confirmam mais lúcidos. Apenas um cisto sebáceo na região retroauricular, em processo de infecção. Não morrerei disso ainda este mês. Um pequeno processo cirúrgico; eu tenho medo de cirurgia. Minha pequena síndrome do pânico ataca outra vez. Ainda espero o acaso da morte inumana e com sua fraca possibilidade me conforto. Até esmagarem o formigueiro. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8573978035735180881-453231716658659689?l=apartamento73.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamento73.blogspot.com/feeds/453231716658659689/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8573978035735180881&amp;postID=453231716658659689' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/453231716658659689'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/453231716658659689'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamento73.blogspot.com/2007/03/pnico.html' title='Pânico!'/><author><name>Flávio Aguilar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18344142878287462613</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-kJwFjSoKlrM/TYPtka531gI/AAAAAAAAAkc/5hI_Mf17Pm8/s220/cavalo_guernica.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8573978035735180881.post-6605065289056869546</id><published>2007-03-22T15:40:00.000-03:00</published><updated>2007-08-25T16:24:48.905-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><title type='text'>Collor + Lula = Brasil?</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 389px; height: 272px; text-align: center;" alt="" src="http://intocaveis.com.br/DestaquesIV/1731-16LulaCoordenandoForaCollor.GIF" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Há cerca de 15 anos atrás, Collor afundou o país na vergonha. Há 15 anos atrás eu era criança e ia com meus pais nas passeatas, nos protestos, nos gigantescas eventos que pediam a renúncia do presidente. Há 15 anos atrás, Fernando Collor foi execrado politicamente, publicamente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Nas eleições de 2006, o povo o perdoou. Ao menos, os eleitores de Alagoas, que o mandaram de volta a Brasília. Ontem, a política o aceitou de volta. Aceitou de volta oficialmente, pelas mãos de Luiz Inácio Lula da Silva. Apenas mais um símbolo da falta de moral de nossos políticos, que, dizem, reflete a falta de moral de nós brasileiros. Confesso que desconfio. Quantos brasileiros chegariam a esse ponto?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Dizem que Dirceu precisa do PTB para recuperar os direitos políticos... É o que ouvi dizer... Será?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Dizem também que Lula nunca foi de esquerda, apenas pragmático. Opa, quem diz isso é ele mesmo, e agora?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Dizem tanta coisa...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Collor é inocente, diz o STF. O mesmo STF acostumado a inocentar sistematicamente todos os deputados, senadores, governadores...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Collor diz que quem o chamou de ladrão em 92 hoje deve se calar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Eu não vou me calar, e você?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a href="http://www2.uol.com.br/JC/sites/POSSE_LULA/imagens/fotos/16.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 400px; text-align: center;" alt="" src="http://www2.uol.com.br/JC/sites/POSSE_LULA/imagens/fotos/16.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8573978035735180881-6605065289056869546?l=apartamento73.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamento73.blogspot.com/feeds/6605065289056869546/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8573978035735180881&amp;postID=6605065289056869546' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/6605065289056869546'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/6605065289056869546'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamento73.blogspot.com/2007/03/collor-lula-brasil.html' title='Collor + Lula = Brasil?'/><author><name>Flávio Aguilar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18344142878287462613</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-kJwFjSoKlrM/TYPtka531gI/AAAAAAAAAkc/5hI_Mf17Pm8/s220/cavalo_guernica.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8573978035735180881.post-6593816030268636133</id><published>2007-03-21T16:55:00.000-03:00</published><updated>2007-08-25T16:25:43.236-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='esportes'/><title type='text'>O Novo Fulano</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ronaldinho é o novo Pelé&lt;br /&gt;Anderson é o novo Ronaldinho&lt;br /&gt;Carlos Eduardo é o novo Anderson&lt;br /&gt;Quem será o novo Carlos Eduardo?&lt;br /&gt;Pode ser eu, ou você, ou talvez até o Aloísio!&lt;br /&gt;Aguardemos...&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8573978035735180881-6593816030268636133?l=apartamento73.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamento73.blogspot.com/feeds/6593816030268636133/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8573978035735180881&amp;postID=6593816030268636133' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/6593816030268636133'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/6593816030268636133'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamento73.blogspot.com/2007/03/o-novo-fulano.html' title='O Novo Fulano'/><author><name>Flávio Aguilar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18344142878287462613</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-kJwFjSoKlrM/TYPtka531gI/AAAAAAAAAkc/5hI_Mf17Pm8/s220/cavalo_guernica.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8573978035735180881.post-4486730902934538568</id><published>2007-03-20T14:41:00.000-03:00</published><updated>2007-08-25T16:26:31.070-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='esportes'/><title type='text'>Patrishow</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a href="http://globoesporte.globo.com/ESP/Home/foto/0,,3729516,00.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 400px; text-align: center;" alt="" src="http://globoesporte.globo.com/ESP/Home/foto/0,,3729516,00.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Patrício jogou 90 minutos com a braçadeira de capitão contra o Caxias, domingo, em Caxias do Sul. Deu duas assistências, fez um gol, deu uma janelinha, foi expulso aos 91 minutos. Tudo isso mascando o mesmo chiclete e sem estragar o topete.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Sem contar que foi dele o primeiro peitaço no juiz, naquele jogo que todos sabemos qual é.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Patrishow é o cara, merece ser o capitão. Quem concorda, levanta a mão. Mas sem muito fiasco, pra não irritar o Patrishow.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8573978035735180881-4486730902934538568?l=apartamento73.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamento73.blogspot.com/feeds/4486730902934538568/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8573978035735180881&amp;postID=4486730902934538568' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/4486730902934538568'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/4486730902934538568'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamento73.blogspot.com/2007/03/patrishow.html' title='Patrishow'/><author><name>Flávio Aguilar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18344142878287462613</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-kJwFjSoKlrM/TYPtka531gI/AAAAAAAAAkc/5hI_Mf17Pm8/s220/cavalo_guernica.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8573978035735180881.post-1073220466748132080</id><published>2007-03-19T23:31:00.000-03:00</published><updated>2007-08-25T16:28:29.668-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='contos'/><title type='text'>Quase outono</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A letargia toma conta de mim. Há dois dias abro essa janela para escrever, atualizar meu blog, e nada vem.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Hoje, faz pouco, Huanri Lin veio me perguntar se eu havia, também, sido comprado pela Igreja Universal. Mas a verdade é que, junto à chuva, nada tem vindo de interessante a mim nos últimos dias. Quer dizer, é inusitado ver um gordo passar correndo de cueca pela Av. Salgado Filho. Não é todos os dias que assistimos a uma revoada de morcegos a pleno sol do meio-dia na Voluntários. O sabonete ter escorregado de minhas mãos no último banho e ter caído em pé no escorregadio chão do box é, claro, algo impressionante. Mas tem chovido, e o tempo é de espera. Convém não falar muito. Os dias tão sem-graça, eu tão sem-graça também. Mas é bom assim. Que chegue o outono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O importante mesmo é lembrar de Berenice.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.projetocontato.com/mostras/mostras/trensurb/Daniel%20Marenco%2001.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 351px; height: 234px;" src="http://www.projetocontato.com/mostras/mostras/trensurb/Daniel%20Marenco%2001.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desceu pela Vigário, passou o Largo, atravessou o Mercado Público, entrou na estação do Trensurb, fria, que o tempo já estava frio; era inverno há meses, mas agora chegava o gelo final de agosto.           &lt;/span&gt;           &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Roupas engraçadas, como que sobrepostas apressadamente umas às outras. O cabelo desarrumado, a cara por fazer. Berenice estava atrasada. Foi ao guichê. Atropelando as palavras, conseguiu fazer a moça entender que era “só uma passagem”. Atropelando a catraca, conseguiu entrar com rapidez no saguão da estação, rumo ao trem. Subiu as escadas com mais cuidado. O salto era alto e a habilidade pouca. O trem ainda não estava ali, não havia mais motivos pra correr. Parou com os pés em cima da linha amarela. Deu uma olhada 360° em quem mais estava ali. Era muita gente. Mais de mil. Trabalhadores, em sua maioria. Pelas valises e caras de má-vontade percebia-se. Fechou o rosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teve tempo para se olhar no reflexo de um vidro. O barulho do trem já aparecia crescente no ar. Berenice ajeitou o cabelo, tentou consertar a escova mal-feita; apertou a calça leg preta que usava por baixo da saia jeans, pontuou mais seus contornos fartos; empinou os enormes peitos com o sutiã e abriu a jaqueta jeans que fazia combinação com a saia, mostrando assim as duas blusas que usava. "Que lixo" sussurrou pra si mesma. Escondeu de qualquer jeito a blusa de baixo e se virou pros trilhos, aonde o trem chegou gritando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um mar de pessoas saiu dos vagões e infestou a estação de pressa e som. Aos montes iam se misturando com os que esperavam o trem. Quem visse de longe, de cima, pensaria nessas duas multidões como lados de uma guerra, mesmos propósitos a se atrasarem e irritarem, esbarrões, tropeços e disparates. Entrou condensada na massa de pessoas, cuidando o degrau. Quando todos se espalharam pelos bancos, pelos cantos, procurou com mais calma, esticou a cabeça, esticou. Novamente fechou o rosto. Segurando-se nas traves, foi andando para o outro vagão. De novo nada, pois por esse também passou reto, no mesmo caminhar. Ao entrar no terceiro vagão se deteve, como um susto. Foi um pouco pra trás, respirou forte, entrou. Achou um lugar ao fundo e ficou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rapaz, cara de sono, não viu Berenice entrar. Não viu Berenice passar. Continuou encostado na parede de aço, abrindo, fechando os olhos. Ela o enxergou na primeira vez que, afiada, passou os olhos pela gente do vagão. Manteve seus olhos nele, por cima do ombro de um velho, espremida pelos que, espremidos em pé, caíam sobre ela. Conseguia, sem se mexer, ver o rapaz estremecer em bocejos firmes, depois, mais devagar, alongar o peito e sacudir a cabeça, como quem busca espantar o sono. Tinha em mãos, sobre seu colo, uma pasta preta e surrada. Vestia uma camisa pólo branca e uma calça social preta também surrada. Era branco, mas tinha algo de negro em seus traços, uma avó talvez. Olhos pretos fechados. A boca imensa no rosto pequeno, mas sem mostrar nada dos dentes. Nenhuma barba. O cabelo raspado já tentando voltar à vida, as orelhas simplesmente orelhas. O corpo uma incógnita, afundado no meio do povo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Berenice reparou em cada detalhe, os olhos imóveis. Pouco tempo teve, como sempre, nesse trabalho. Estação aeroporto. As pessoas saíram rápidas e a mesma confusão se armou. A guerra recomeçava curta. Em meio a todos, ia o rapaz, bocejando ainda, um pouco atrapalhado. Mais atrás, em outra direção, Berenice caminhava no começar do seu dia. Parou no guichê, pediu sua passagem, esperou, pagou, pegou, foi embora esperar o trem para a Estação Mercado.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8573978035735180881-1073220466748132080?l=apartamento73.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamento73.blogspot.com/feeds/1073220466748132080/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8573978035735180881&amp;postID=1073220466748132080' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/1073220466748132080'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/1073220466748132080'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamento73.blogspot.com/2007/03/quase-outono.html' title='Quase outono'/><author><name>Flávio Aguilar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18344142878287462613</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-kJwFjSoKlrM/TYPtka531gI/AAAAAAAAAkc/5hI_Mf17Pm8/s220/cavalo_guernica.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8573978035735180881.post-3450709371670901881</id><published>2007-03-14T22:51:00.000-03:00</published><updated>2007-08-25T16:31:02.446-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cotidiano'/><title type='text'>É o  giz que mata!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Logo que me mudei pra Porto Alegre, ouvi, ao subir a Borges de Medeiros em direção à minha nova casa, o bordão:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É o giz que mata formiga!!! É o giz que mata formiga!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não prestei grande atenção, claro. Mais um produto esdrúxulo vendido aqui no centro. Só me chamou a atenção quando, cerca de dois anos atrás, ouvi curioso o bordão modificado:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É o giz que mata formiga e barata!!! É o giz que mata formiga e barata!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imaginei que avanços tivessem sido realizados com o produto, que agora alargava seus horizontes de dizimação. Esse pensamento permaneceu intacto até alguns dias atrás quando, saindo de meu edifício, um ambulante anunciava a todo gás:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É o giz que mata formiga, barata e traça!!! É o giz que mata formiga, barata e traça!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comecei a suspeitar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje o mistério se resolveu. Me informei de que o produto, um giz parecido com um giz desses normais, de quadro negro, é um perigoso contrabando chinês, uma mistura de diversos elementos nocivos. A SMIC já lançou no Diário Oficial da Prefeitura de Porto Alegre a notícia. Resta saber o que será feito. Já faz alguns anos que o giz é vendido livremente e testado contra todo o tipo de insetos. Alguma atitude será tomada antes que nós ouçamos, em etapas, os seguintes bordões?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É o giz que mata formiga, barata, traça e passarinho!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É o giz que mata formiga, barata, traça, passarinho e gato!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É o giz que mata formiga, barata, traça, passarinho, gato e cachorro!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É o giz que mata formiga, barata, traça, passarinho, gato, cachorro e pessoas, e pessoas!!!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8573978035735180881-3450709371670901881?l=apartamento73.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamento73.blogspot.com/feeds/3450709371670901881/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8573978035735180881&amp;postID=3450709371670901881' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/3450709371670901881'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/3450709371670901881'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamento73.blogspot.com/2007/03/o-giz-que-mata.html' title='É o  giz que mata!'/><author><name>Flávio Aguilar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18344142878287462613</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-kJwFjSoKlrM/TYPtka531gI/AAAAAAAAAkc/5hI_Mf17Pm8/s220/cavalo_guernica.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8573978035735180881.post-4377144073984946477</id><published>2007-03-12T21:07:00.000-03:00</published><updated>2007-08-25T16:32:48.535-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='contos'/><title type='text'>Triste História</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Uma marca de nojo na testa, nos lóbulos auriculares, pele escamada nas partes mais finas do corpo. Raio minúsculo de sol passando pela veneziana; esse cheiro que te me enoja, argh! Corpo meu, corpo meu. Gosto de fazer assim, devagarzinho, te alisar esses cabelos todos, brincar um pouquinho de dizer bobagens, meu amor. Ontem te vi novamente nessa esquina, mordendo os beiços enormes de frio, chupando o gelo da noite, numa roupa daquelas que tiro ou nem tiro em tempo de apenas tesar os enguiços. Tão linda nessa feiúra engraçada que é só tua, Berenice; nunca saia dessa vista minha, do que olho cândido pela sacada do meu apartamento-túmulo e me faz viver, morrer pelo menos um dia mais. Entras nos carros, nos decrépitos, nos caros, quem sabe – não sei, às vezes – talvez suba em carroças que te paguem bem. Nessa conversa podre da madrugada, com essa gente podre, essa gente tão parecida comigo, que te assalta e larga outra vez ao alento, te devolve esse tempo tão precioso – e são vinte a mais na bolsa rosa-choque. Vai, vem, volta, sai, e, ao final da noite, começo do dia, é esse cadáver que eu amo; tão mais nova que eu, tão parecida comigo no que já não tem. A semana passa, os carros passam, o café requentado às vezes me queima um pouco – é bom sentir dor – e suporto Porto Alegre em agosto, detesto menos não estar morto, venha. Cá me vejo já, colcha suja xadrez, pele morena, me fazendo vai, vem, volta, sai, e, ao final da noite, começo do dia, somos um só cadáver em bálsamo e já meu coração não diz tanto adeus e diz só vai, Carlos Tenório de Araújo Pereira, prazer, querida, nem volta, fica. Em breve já não me ouves, já não estás aqui, te sigo com esses olhos quebrados até te levar ao resto do final dos meus tempos no mesmo lugar: eu e você, você e eu, casados embaixo de nuvens e luas, não sabe? Não sabe. Guarde bem os vinte, mais dez que te dei por te querer tão bem, amor. Cuide bem dessa nossa triste história e não me deixe ficar, não mude de esquina, Berenice, não vá!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8573978035735180881-4377144073984946477?l=apartamento73.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamento73.blogspot.com/feeds/4377144073984946477/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8573978035735180881&amp;postID=4377144073984946477' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/4377144073984946477'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/4377144073984946477'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamento73.blogspot.com/2007/03/triste-histria.html' title='Triste História'/><author><name>Flávio Aguilar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18344142878287462613</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-kJwFjSoKlrM/TYPtka531gI/AAAAAAAAAkc/5hI_Mf17Pm8/s220/cavalo_guernica.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8573978035735180881.post-6054952390791488847</id><published>2007-03-10T00:52:00.000-03:00</published><updated>2007-08-25T16:39:27.516-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura'/><title type='text'>Sindicato dos Ladrões</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.cinemacomrapadura.com.br/filmes/imgs/screen_sindicato_ladroes_03.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px;" src="http://www.cinemacomrapadura.com.br/filmes/imgs/screen_sindicato_ladroes_03.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Que mudança. Da comédia pastelão Borat, viajo ao ano de 1954 para falar sobre o clássico Sindicato dos Ladrões (The Waterfront). Antes de fazer o comentário sobre, vou colocar uma sinopse para os provavelmente 100% de pessoas que estão lendo meu blog e não viram o filme (eu só fui ver hoje, há uma hora atrás).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Vejamos:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O filme, inspirado em uma série de artigos publicados no New York Sun que rendeu a Malcolm Johnson o Pulitzer, em 1949, retrata o crime organizado infiltrado nos emergentes sindicatos de trabalhadores, no caso, da zona portuária da cidade. Marlon Brando interpreta Terry Malloy, ex-boxeador, capanga do presidente do sindicato, o gângster  Johnny Friendly (Lee J. Cobb). Após participar do assassinato de um dos trabalhadores das docas - que teria delatado Friendly à polícia -, Terry se envolve com a irmã do falecido, Edie Doyle (Eva Marie Saint), e com o padre da paróquia local, Barry (Karl Malden). A partir desse envolvimento surge a tensão do filme, a transformação da consciência de Terry e sua posterior condição de inimigo do chefão Friendly.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Um resumo extremamente sucinto. Nos eventos que se seguem em Sindicato dos Ladrões, principalmente na metamorfose de Terry, são contempladas temáticas como religião, família, culpa, traição e, claro, a realidade social do proletariado (des)organizado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ao final, fica a sensação de dúvida. Muitos dos temas tem abordagens algo como polêmicas, bagagem assegurada para críticas da esquerda. Certos momentos não caem bem, nos dias de hoje, para um público mais crítico: como o papel heróico do padre na trama e principalmente o final, que eu NÃO vou contar, mas dá pano pra manga na discussão trabalhista, sindical, capitalista, blábláblá. Tudo bem. Apesar de suas inovações, é ainda um filme pertencente ao cinema romântico da primeira metade do século em Hollywood.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Todas as polêmicas são úteis e ornam Sindicato dos Ladrões como um dos maiores clássicos do cinema em todos os tempos. Afinal, mais que tudo é um filme extremamente bem-feito e pensado, isso sem contar o Marlon Brando que dispensa comentários, ainda em sua fase galã - não me entendam mal, mas o cara é demais mesmo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Alguns vão me achincalhar, vão sim. O Carlinhos vai me chamar de ranzinza. "Porra, filme dos anos 50?" Aceito as críticas desde já, mas por favor assistam. Vale a pena. Se for difícil achar na sua videolocadora, façam como eu: sejam chinelões e baixem pelo emule mesmo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8573978035735180881-6054952390791488847?l=apartamento73.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamento73.blogspot.com/feeds/6054952390791488847/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8573978035735180881&amp;postID=6054952390791488847' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/6054952390791488847'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/6054952390791488847'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamento73.blogspot.com/2007/03/sindicato-dos-ladres.html' title='Sindicato dos Ladrões'/><author><name>Flávio Aguilar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18344142878287462613</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-kJwFjSoKlrM/TYPtka531gI/AAAAAAAAAkc/5hI_Mf17Pm8/s220/cavalo_guernica.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8573978035735180881.post-8865739122136704086</id><published>2007-03-08T11:56:00.000-03:00</published><updated>2007-08-25T16:40:43.844-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura'/><title type='text'>O Fenômeno Borat</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.revolvermagazine.nl/images/heibel-borat-1838.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 331px; height: 277px;" src="http://www.revolvermagazine.nl/images/heibel-borat-1838.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Assunto do momento em todos os lugares, inclusive nos blogs, o filme Borat é, no máximo, engraçadinho. Difícil explicar que motivos o alicerçaram como super-sucesso de público e crítica - recebeu inclusive uma indicação ao Oscar 2007 como melhor roteiro original. É um filme que tem, sim, momentos de humor inteligente; tem sim, uma idéia legal. Mas calma, também nada de tão extraordinário. Por muitas vezes as piadas descambam para o estilo Zorra Total de humor fraco e pronto, humor óbvio. Também não reconheci em mais de três vezes, que eu me lembre, elementos de crítica real à sociedade norte-americana, que muita gente cantava como grande mérito do filme. Fazer piada de americanos não basta para criticá-los, se não atinge pontos mais sérios de seus costumes. Isentar Borat de toda a carga do sucesso já estabelecido, e pelas razões já estabelecidas, pode ajudar você a aproveitá-lo de acordo com seu potencial.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8573978035735180881-8865739122136704086?l=apartamento73.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamento73.blogspot.com/feeds/8865739122136704086/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8573978035735180881&amp;postID=8865739122136704086' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/8865739122136704086'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/8865739122136704086'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamento73.blogspot.com/2007/03/o-fenmeno-borat.html' title='O Fenômeno Borat'/><author><name>Flávio Aguilar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18344142878287462613</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-kJwFjSoKlrM/TYPtka531gI/AAAAAAAAAkc/5hI_Mf17Pm8/s220/cavalo_guernica.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8573978035735180881.post-3996169592357577164</id><published>2007-03-07T14:44:00.000-03:00</published><updated>2008-12-09T21:28:05.648-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura'/><title type='text'>Benção, Dilbert</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_f_RjJ-VTXxI/Re78sgOo_0I/AAAAAAAAAEg/R0ip2Fu1JrM/s1600-h/dilbert2008145670307.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5039242874569948994" style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center;" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_f_RjJ-VTXxI/Re78sgOo_0I/AAAAAAAAAEg/R0ip2Fu1JrM/s400/dilbert2008145670307.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Já trabalhei de porteiro, copeiro, agenciador de imóveis, vendedor, pesquisador de rua, processamento de dados, monitor do lico e alguns bicos que não me lembro agora.&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Nunca havia trabalhado em um escritório propriamente dito, desses como o do Dilbert. Agora, trabalhando na comunicação da Assembléia Legislativa, começo a entendê-lo.&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;São tirinhas como essa aí de cima que retratam a esculhambação e traquinagem presente nesses lugares. Aqui, ainda, um órgão público. Cada um por si. Cuide seu fígado, sempre existe alguém disposto a comê-lo. CCs pra cá, CCs pra lá, o próximo a bailar pode ser você.&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8573978035735180881-3996169592357577164?l=apartamento73.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamento73.blogspot.com/feeds/3996169592357577164/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8573978035735180881&amp;postID=3996169592357577164' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/3996169592357577164'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/3996169592357577164'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamento73.blogspot.com/2007/03/beno-dilbert.html' title='Benção, Dilbert'/><author><name>Flávio Aguilar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18344142878287462613</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-kJwFjSoKlrM/TYPtka531gI/AAAAAAAAAkc/5hI_Mf17Pm8/s220/cavalo_guernica.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_f_RjJ-VTXxI/Re78sgOo_0I/AAAAAAAAAEg/R0ip2Fu1JrM/s72-c/dilbert2008145670307.gif' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8573978035735180881.post-6879451444890028584</id><published>2007-03-06T01:02:00.000-03:00</published><updated>2007-08-25T16:51:48.371-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='contos'/><title type='text'>O Destino de Berenice</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://aurelio.net/viagem/atacama/album/img/1-04-a03_03-0.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px;" src="http://aurelio.net/viagem/atacama/album/img/1-04-a03_03-0.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;...e andava eu pela planície deserta, pisando a areia e o pó; à minha esquerda a estrada de ferro velha, velha, enferrujada; à minha direita, onde deveria existir algum verde ou nobre indício humano, mais terra, pó, até se encontrar no horizonte cinza por toda minha volta. Não me lembro porque estava assim, seguindo aquele cinza sem fim, um invés da luz; mas andava tão besta, tão besta, à altura dos meus cinqüenta anos, que acabava tornando tudo tão poético de um jeito que fazia sentido. Já estava ardido do vento morno, dolorido dos pés calejados; minha camisa misturada em areia, areia e pó e algum suor; mas continuava. Talvez fosse o melhor a se fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ia aos mesmos passos por quietas oito horas ininterruptas. Protocolei um pouco meu bom-senso enfim: sentei num pequeno elevado de areia à beira inexistente da estrada com o mundo afora. Procurei em vão algum cigarro nos bolsos da minha calça. O momento pedia um cigarro. Todos os momentos em vão pedem um cigarro. Não havia o cigarro. Voltei a observar minha volta. Era eu em meio a nada. Tudo era cinza, marrom, não sei; era tudo dessa cor que na verdade não é cor nenhuma; o deserto, a estrada de ferro, o céu em uma nuvem só, qualquer horizonte. Olhei para mim, minhas roupas; eu era também já parte do deserto; minhas roupas eram velhas, sem cor; reparei que andava sem nada nos pés. Se eu tivesse um espelho talvez levasse um susto: não via, mas sentia que meu rosto devia ser também parte de tudo aquilo. Quanto mais observava a mim e a tudo ali, menos me sentia humano; quem sabe continuando ali sentado eu me tornasse parte do deserto, me entranhasse bem devagar nas pequenos rachaduras do solo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na espera interminável de qualquer coisa, algo me tirou de dentro de mim: um vulto ao longe. Que diabos... Eu, míope, não podia nem ao menos vislumbrar que espécie de coisa era aquilo. Ainda estava longe, bem longe; vinha se aproximando; seguia a estrada de ferro na direção contrária à minha. Passei bom tempo a observar a sombra; até começar a perceber que não era, assim, uma sombra. Mesmo como nódoa ainda, um quilômetro distante, o vulto começava a ganhar algumas cores. Seria muito dizer quais cores se precipitavam aos meus olhos, mas o que me lembro é do impacto que elas causaram no horizonte: horizonte cinza, cinza, cinza. Levantei-me, curioso; ainda mais curioso; e fiquei agora a postos para receber o vulto. O vulto que agora já era mais perceptível; o vulto era uma mulher. De pouco mais: uma mulher conhecida. Já perto, próxima, vi: o vulto era: ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário da minha surpresa - o que ela fazia ali? -, ela não se mostrou nem um pouco curiosa com a minha presença. Parou do outro lado da estrada de ferro e, sereníssima, perguntou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Oi Bernardo, tá fazendo o que aí? - e ficou imóvel. Tão calma, dona do deserto, tão natural quanto os rebites e os trilhos da estrada. Eu, que desde o instante em que reconhecera ela vindo já me inflava em perguntas e suposições, assustei a mim próprio quando respondi tão calmo quanto ela:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Parei pra fumar um cigarro, mas acho que os perdi enquanto andava por aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Fumando ainda?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Cada vez mais - ao que ela respondeu com uma meiguice instantânea nos olhos e na junção dos lábios. Ficou algum tempo me olhando com essa expressão. Eu olhava para ela sério, e aproveitava para ver como andavam suas linhas, como era ela agora. Ela talvez fizesse o mesmo, talvez não se importasse, talvez apenas soubesse que eu estaria ali então. E ria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Estou voltando pra casa. Andei algum tempo caminhando pela estrada. Queria achar o trem, mas por dias a fio escutei seu ronco na noite e não vi nada, luzes, nada...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tu mora aqui perto? - perguntei, afoito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que ela não esperava essa pergunta. Tenho quase certeza. Falei tudo tão rápido. Sua expressão mudou pra uma seriedade fria; aquela seriedade fria que eu já havia esquecido há TANTO tempo. Minha interrogação permanecia, com força cada vez maior, quase se tornando insuportável; até que foi se desfazendo aos poucos, se desmanchando na areia. Bem perto de acabar, ela quebrou o silêncio:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Na verdade acho que sempre morei aqui. - Olhos tristes, tão tristes. Eu sabia o perigo disso. Sabia que aquele olhar, aquele semblante, aquele mar me tragaria sem qualquer atenção, qualquer cuidado. Mais que isso, sabia que ela não sabia. Ou não sabia que ela sabia; na verdade eu não sei de nada, nunca soube. Só o que eu sabia era fugir do perigo. Aquele instinto dos cavalos à beira do precipício. Ela diminuiu em luz, se recompôs, me perguntou docemente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tu quer ir lá em casa? É aqui perto. Moro sozinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caminhamos. Voltava eu pelo mesmo caminho de onde viera e pra onde já ela seguia. Eram pés calmos, os nossos. Eu, de certa maneira, gostava de estar ali. Ela de certa maneira apenas sabia disso e não se importava. Quietos como a madrugada, atravessamos paisagens já vistas. Não nos olhamos também, não nos tocamos. Era apenas o chiado do vento cortando pedras e pequenas plantas. Senti que viria a tempestade e assobiei baixinho. “El Caminito...” Bernardo e Berenice por um breve momento se fundiam na paisagem e sossegavam no mesmo corpo, em quase nenhuma verdade. Eu era ela, ela era eu, éramos essa única pessoa buscando repouso, telhado seguro e som de chuva.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8573978035735180881-6879451444890028584?l=apartamento73.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamento73.blogspot.com/feeds/6879451444890028584/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8573978035735180881&amp;postID=6879451444890028584' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/6879451444890028584'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/6879451444890028584'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamento73.blogspot.com/2007/03/o-destino-de-berenice.html' title='O Destino de Berenice'/><author><name>Flávio Aguilar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18344142878287462613</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-kJwFjSoKlrM/TYPtka531gI/AAAAAAAAAkc/5hI_Mf17Pm8/s220/cavalo_guernica.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8573978035735180881.post-9072309188025987433</id><published>2007-03-02T15:00:00.000-03:00</published><updated>2007-08-25T17:00:22.959-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='esportes'/><title type='text'>Obina! Obina! O Anjo Negro!</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: verdana;font-size:85%;" &gt;Confira na Globo! Confira na Globo.Com!&lt;/span&gt;&lt;div style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Tudo sobre o Anjo Negro!!!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Depois da lesão do ídolo rubro-negro, o Brasil quer saber e você também!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:85%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Escolha a notícia mais contundente sobre Obina, mais conhecido como "ÔôÔôÔôÔ Obina é melhor que Heitoooor".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:85%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;1 - Aspecto psicológico de Obina preocupa&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://globoesporte.globo.com/ESP/Noticia/0,,AA1473678-4282,00.html"&gt;http://globoesporte.globo.com/ESP/Noticia/0,,AA1473678-4282,00.html&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Preocupação na Gávea com a possibilidade do Anjo Negro ficar magoadinho com sua lesão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:85%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;2 - Obina chega mais cedo para operação&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a href="http://globoesporte.globo.com/ESP/Noticia/0,,AA1473616-4282,00.html"&gt;http://globoesporte.globo.com/ESP/Noticia/0,,AA1473616-4282,00.html&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Obina mostra que além de craque nas 4 linhas, também é pontual e chega 20 minutos antes da cirurgia! Incrível!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;3 - Rubro-negros mostram solidariedade com Obina&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a href="http://globoesporte.globo.com/ESP/Noticia/0,,AA1473741-4282,00.html"&gt;http://globoesporte.globo.com/ESP/Noticia/0,,AA1473741-4282,00.html&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Torcida do Flamengo telefona muitas vezes ao hospital onde o Anjo Negro se operou. Uma demonstração de amor e dedicação nunca vista na História Mundial!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:85%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Você ainda pode mandar sua mensagem de solidariedade para o Anjo Negro!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ou conferir um incrível info-gráfico com todos os detalhes da lesão e da recuperação do craque!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:85%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Assim como pode relembrar outros momentos sensacionais do Anjo Negro, visitando os arquivos da Globo.Com!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:85%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;1 - Obina fala de seu drama na altitude boliviana&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a href="http://globoesporte.globo.com/ESP/Noticia/0,,AA1459475-4282,00.html"&gt;http://globoesporte.globo.com/ESP/Noticia/0,,AA1459475-4282,00.html&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O Anjo Negro abre o jogo: - É difícil jogar na altitude, Tivemos problemas para respirar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Suas respirações, ops, declarações bombásticas revolucionam a ciência!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:85%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;2 - Obina escolhe a sua canção na Gávea&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a href="http://globoesporte.globo.com/ESP/Noticia/0,,AA1438186-4282,00.html"&gt;http://globoesporte.globo.com/ESP/Noticia/0,,AA1438186-4282,00.html&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Obina mostra que, além de um dos maiores gênios do futebol mundial, também é craque do ritmo! Todo mundo quer saber: qual é a canção preferida do Anjo Negro?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:85%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;3 - Obina, agora, também é melhor que Nilmar!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a href="http://globoesporte.globo.com/ESP/Noticia/0,,AA1434565-4282,00.html"&gt;http://globoesporte.globo.com/ESP/Noticia/0,,AA1434565-4282,00.html&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Torcedores flamenguistas decretam que Obina, além de ser melhor que Eto'o, também é melhor que Nilmar! Polêmica no mundo do futebol e no mundo da música!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:85%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Leia, comente, idolatre! A Globo agradece!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;E eu dou risada!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8573978035735180881-9072309188025987433?l=apartamento73.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamento73.blogspot.com/feeds/9072309188025987433/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8573978035735180881&amp;postID=9072309188025987433' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/9072309188025987433'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/9072309188025987433'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamento73.blogspot.com/2007/03/obina-obina-o-anjo-negro.html' title='Obina! Obina! O Anjo Negro!'/><author><name>Flávio Aguilar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18344142878287462613</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-kJwFjSoKlrM/TYPtka531gI/AAAAAAAAAkc/5hI_Mf17Pm8/s220/cavalo_guernica.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8573978035735180881.post-5199610476468675641</id><published>2007-03-01T19:09:00.000-03:00</published><updated>2007-08-25T17:05:34.515-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura'/><title type='text'>Todos os Imbecis do Mundo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;O árduo trabalho de classificar o homem. O homem, digo, o ser humano, claro. É esse trabalho&lt;br /&gt;que me proponho a fazer agora. Classificar? Como? Porquê? Calma... Explico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguma porrada de anos atrás, o filósofo Platão elaborou uma metáfora que talvez seja a mais conhecida de todas as metáforas, ao menos, digamos, das metáforas filosóficas. O desígnio mais comumente dado pra ela é “A Caverna”. Farei um breve resumo da dita cuja:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em uma gigantesca galeria de uma caverna viviam muitos homens. Todos eles existiam acorrentados uns aos outros pelos pés e mãos, em filas paralelas, e nada sabiam do que era o mundo fora da caverna, nem ao menos sabiam de um mundo externo. O único divertimento dos coitados era um “cinema” projetado em uma parede da galeria, resultado do sol que invadia o lugar por uma fenda na rocha, e lançava imagens disformes de um teatro fabricado por outros homens na entrada da caverna. Tudo o que os homens conheciam em vida eram as imagens disformes da realidade, e estavam todos presos em sua impossibilidade. Eis que, certo dia, um dos homens se vê milagrosamente livre das correntes, sem qualquer explicação. Aturdido pela sua nova situação, faz o óbvio: caminha em direção à saída da caverna. Saindo da caverna, então, descobre tudo o que nunca imaginou. Vê a cidade, as pessoas que caminham livres, o céu, o sol que lhe tonteia a têmpora. Conhece a natureza, as cores, o horizonte distante, a água. Descobre, mais que tudo, o desconhecimento sem fim, a total impossibilidade e tudo saber. Enfim, vê o quanto sempre fora idiota e o quanto sempre será em parte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após o susto inicial, o homem toma uma decisão: precisa libertar, ajudar seus companheiros que continuam na caverna, ignorantes sem culpa. Volta à sua casa, onde, aparentemente, nada mudou. Seus ex-colegas continuam discutindo pra ver quem consegue mexer mais os pés, ou quem vira com mais habilidade o pescoço. Anuncia, enfim, a todos, o que vira fora da caverna, as experiências que teve e o quanto estava disposto a ajudá-los pra que tivessem mesma sorte. Depois de breve discurso, dá-se um silêncio espantado por parte dos homens, ao que segue uma explosão de risadas, ofensas, vaias e certo pouco caso. O ex-homem das cavernas ainda tenta argumentar, convencer a todos de que o que fala é, sim, a mais pura verdade, mas de nada adianta, e então o desiludido faz o que apenas restava a ele fazer: caminha para o novo mundo, costas dadas aos incrédulos homens cegos da caverna. No final da metáfora, ainda aparece a poética imagem da sombra do novo homem saindo da caverna, cada vez maior, tornando-se um gigante ao mundo e um monstro para os ignorantes que na caverna ficaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa historinha, que pode soar às vezes como uma fábula infantil, retrata magnificamente um dos maiores temas dos filósofos desde a Antigüidade: a busca do conhecimento. Aprofundando-se um pouco em seu significado, podemos traduzir também como a busca do conforto ou da ventura. Toda essa explicação para fazê-los melhor aceitar minha divisão pertinaz entre as impossibilidades do homem, entre as diferentes imbecilidades.     Existem os que optam pela busca, pelo dilema, pela problemática. Existem os que, como Hermann Hesse brilhantemente analisou no Tratado do Lobo da Estepe, preferem “em lugar da liberdade, a comodidade; em lugar dos ardores mortais, uma temperatura agradável”. Por fim, existem os que nem ao menos sabem o que podem fazer fora do mundo que já constróem desde que nasceram, e apenas, como os comodistas, evitam a diferença e a estranheza do que não conhecem e/ou não entendem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos são imbecis. O inconformado, o comodista e o ignorante. Nenhum é ignorante por ter tomado a decisão errada, e isso é facilmente explicável, já que assim não existiria nenhum caminho certo. São todos imbecis, pois nenhum alcançará o que todos desejam, e, assim, não terão a felicidade de conhecer a plena satisfação de ser melhor, desejo que move nós, seres humanos. O inconformado será o mais consciente de mundo e o mais corajoso, porém nunca terá a alegria inocente, sem metafísicas e insatisfações. O comodista não terá a dor de não conseguir, pois nem ao menos terá tentado saber, mas enfim, saberá que é menos, que é fraco, que não pôde, e já isso há de doer. O ignorante de nada saberá, de nada entenderá, por nenhum auto-sentimento com o mundo será afetado, mais, coitadinho, será o riso e única fonte de prazer do inconformado e do comodista, que, ao menos, sabem que, enfim, de nada sabem. Consigo mesmos, serão felizes, mas não terão dos outros qualquer respeito que seja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São, sim, todos imbecis, sou, sim, todo imbecil, és, sim, o senhor e a senhora, sua mãe e seu pai, e até os gênios, heróis e todos os professores, grandes imbecis, que têm, para seu deleite, ao menos, um outro tipo de imbecil a quem se achar melhor. É imbecil você, que ao ler ou escutar esse texto, tenta se entender, saber quem dos três é. Um imbecil que não entendeu que não é apenas um tipo de imbecil, é um trimbecil, que guarda nos seus carácteres todas as incongruências de nada saber, que acorda de manhã querendo entender, vai dormir querendo esquecer, e volta a sonhar, enfim, em total ignorância. Afinal, caro leitor, somos todos muitos, e quando nos classificamos quanto à nossa imbecilidade, vemos - viu? - o quanto é imbecil fazer classificações que de nada nos ajudam a compreender o mundo, apenas nos tornam mais imbecis. Espero que, agora, você encontre a imbecilidade que mais combine com a cor da tua blusa, e a use, com carinho, se puder, a maior parte do tempo possível. Obrigado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8573978035735180881-5199610476468675641?l=apartamento73.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamento73.blogspot.com/feeds/5199610476468675641/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8573978035735180881&amp;postID=5199610476468675641' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/5199610476468675641'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/5199610476468675641'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamento73.blogspot.com/2007/03/todos-os-imbecis-do-mundo.html' title='Todos os Imbecis do Mundo'/><author><name>Flávio Aguilar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18344142878287462613</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-kJwFjSoKlrM/TYPtka531gI/AAAAAAAAAkc/5hI_Mf17Pm8/s220/cavalo_guernica.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8573978035735180881.post-9094553548076452396</id><published>2007-03-01T11:15:00.000-03:00</published><updated>2008-12-09T21:28:05.863-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='contos'/><title type='text'>Café Insular</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left; font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_f_RjJ-VTXxI/Rebj3PB1jOI/AAAAAAAAADA/JQJJ0uxz6jA/s1600-h/foto3_pateo.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_f_RjJ-VTXxI/Rebj3PB1jOI/AAAAAAAAADA/JQJJ0uxz6jA/s400/foto3_pateo.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5036963771327024354" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:85%;" &gt;            O Café Insular, subsolo do já antigo Edifício dos Distantes, ficou pintado para sempre em algum ano do século XIX. Escuro e formal, quieto e rancoroso, o lugar se mantém aberto a poucas pessoas, que o descobrem descendo por uma escada anônima no centro antigo de Lisboa. Os poucos degraus que caem para a entrada do café costumam levar a ele a chuva e pequenos ratos e insetos, logo absorvidos e encobertos pelo som do piano e pelo cheiro de verniz das paredes &lt;st1:personname productid="em madeira. O" st="on"&gt;em madeira. O&lt;/st1:personname&gt; espaço é pouco; nada mais que o suficiente para o piano e quinze mesas de madeira quadradas, tapadas por toalhas velhas, que, de tão remendadas, se tornaram um jogo só. Abafado – poucas e pequenas, três janelas cuidam de todo o oxigênio – e frio ao mesmo tempo, o Café Insular parece ficar bem próximo ao centro da terra. Manuel Soares gostaria que essa informação passasse de análise a realidade, que definitivamente pudesse viver atrás do balcão de madeira corroída pelos cupins, ouvindo e delegando observações espirituosas em direção à única mesa sempre ocupada, com as mesmas pessoas velhas e seus conhecimentos recíprocos à espera da morte, em um lugar distante dos olhos e da vida agitada dos transeuntes, em um lugar bem próximo do centro do mundo.  &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8573978035735180881-9094553548076452396?l=apartamento73.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamento73.blogspot.com/feeds/9094553548076452396/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8573978035735180881&amp;postID=9094553548076452396' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/9094553548076452396'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/9094553548076452396'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamento73.blogspot.com/2007/03/caf-insular.html' title='Café Insular'/><author><name>Flávio Aguilar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18344142878287462613</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-kJwFjSoKlrM/TYPtka531gI/AAAAAAAAAkc/5hI_Mf17Pm8/s220/cavalo_guernica.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_f_RjJ-VTXxI/Rebj3PB1jOI/AAAAAAAAADA/JQJJ0uxz6jA/s72-c/foto3_pateo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8573978035735180881.post-5594542115054336225</id><published>2007-02-28T02:10:00.000-03:00</published><updated>2007-08-25T17:12:31.186-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='esportes'/><title type='text'>Post sentimentalóide</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O pequeno grupo de torcedores tricolores que se encaminhava ao Olímpico no jogo de hoje, com gritos de ordem e animação fora do normal, sofreu um revés quando dois brigadianos, em maneiras ríspidas, surgiram e disseram:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ei, vocês! Vocês aí! Encosta, encosta, na parede!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da surpresa de todos, os dois não tomaram conhecimento. Foram puxando, abruptamente, os torcedores escolhidos para a tradicional revista sem sentido. No grupo de torcedores, que continuou caminhando, ficaram todos os brancos. Quatro negros ficaram na podre parede pixada da Azenha, algo como resignados. Vindo do meio do congestionamento quilométrico da avenida, dezenas de gritos caçoavam deles. Segue o baile.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma hora de apagão no estádio. Filas paradas. Uns reclamam, alguns ficam quietos, cansaço. Outros pulam as roletas, correndo. Também correm os cavalos da Brigada pra cima do povo, mais tumulto. Alguém atira um copo de cerveja num deles, que solta espadadas aos quatro ventos. Multidão no escuro. Aos poucos, liberam a entrada. As roletas, claro, paradas. É no olho. "Hm, tá ok, pode passar, próximo!" Todo mundo entra, nem todos com ingresso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estádio está ainda às escuras, lotado. Sem cantos, sem músicas, o rumor de desconforto geral. De repente alguém acende um celular e balança pro alto, lá do outro lado, nas sociais. Alguém das arquibancadas responde. Em efeito rápido, todos começam a acender seus celulares, o estádio mais bonito que já vi na minha vida. As luzes das ambulâncias à beira do campo, apenas, e os milhares de visores azuis iluminando o estádio. Os jogadores, que ninguém tinha visto que estavam aquecendo em campo, param, giram. O estádio mais bonito que eu já vi na minha vida. E pela primeira vez ouço todo o estádio cantando uma música da geral. "Vamo vamo vamo tricolor..." Luzes azuis, o estádio mais bonito que já vi em todas as centenas de vezes que fui ao Olímpico, e apenas nele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não importa que o time jogou mal, que não vencemos, não importam os problemas, as brigas, os tumultos, a dúvida sobre o modo que os dirigentes usaram pra dizer que havia 39 mil e tanto e tanto e tantas pessoas ali, sendo que nenhuma roleta funcionou. Não importa nada disso. Só importa ter visto aquilo e poder contar pros meus netos que eu estava lá e que ainda aconteceram várias coisas que eu ainda preciso inventar.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8573978035735180881-5594542115054336225?l=apartamento73.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamento73.blogspot.com/feeds/5594542115054336225/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8573978035735180881&amp;postID=5594542115054336225' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/5594542115054336225'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/5594542115054336225'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamento73.blogspot.com/2007/02/post-sentimentalide.html' title='Post sentimentalóide'/><author><name>Flávio Aguilar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18344142878287462613</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-kJwFjSoKlrM/TYPtka531gI/AAAAAAAAAkc/5hI_Mf17Pm8/s220/cavalo_guernica.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8573978035735180881.post-7716082161402501273</id><published>2007-02-27T12:52:00.001-03:00</published><updated>2007-08-25T17:13:51.670-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mundo'/><title type='text'>Americanas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 320px; text-align: center;" alt="" src="http://www.buttonzup.com/08_Obama_Buttons_page.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Na terra do Tio Sam, o Partido Democrata começa a se agitar com a proximidade das prévias para as eleições de 2008, que decidirão o sucessor de George Bush para a presidência.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Os principais concorrentes são Barack Obama, Senador pelo Estado de Illinois, Bill Richardson, Governador do Novo México, e Hillary Clinton, mulher do Bill, Senadora pelo Estado de New York.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Um trio inusitado, formado por uma mulher, um negro, e um hispânico. Vale lembrar que nunca os EUA tiveram um presidente com qualquer uma dessas características e, claro, esse é o assunto do momento por lá, seguindo a tradição estadunidense de supervalorizar a imagem. Na prática, são três candidatos democratas, o que, devido ao desgaste político republicano de George Bush, já é mais do que importante. É consenso quase absoluto entre os analistas políticos ao redor do mundo que, a menos que algo novo e impactante aconteça, será um candidato democrata o novo Presidente dos EUA.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O que seria dos EUA sem um W.A.S.P. comandando o país? O que é W.A.S.P.? Simples: "White, Anglo-Saxan and Protestant", o perfil principal dos americanos, base da cultura do país. Até pelo menos algumas décadas atrás, essa expressão era usada em um tom mais pejorativo, como crítica ao racismo e xenofobia característicos dos W.A.S.P.S., no começo do século passado, contra os negros e os imigrantes que começavam a entrar aos borbotões no país, principalmente italianos, judeus e irlandeses. Pois bem, desde os primórdios da democracia americana todos os presidentes foram W.A.S.P.S, preconceituosos ou não - não vamos entrar no mérito. Isso talvez ajude a compreender a impressão que muita gente tem de que os presidentes americanos são sempre iguais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Todos creditam o favoritismo a qualquer candidato democrata sem dar a atenção devida a essa característica do eleitorado americano. Na prática, não se sabe o que pode acontecer. Não me lembro no momento de ter havido alguma vez algum candidato NO-W.A.S.P. à presidência, pelos partidos democrata e republicano. Ninguém sabe como os eleitores irão se comportar. Será que esses eleitores irão eleger uma mulher? Um negro? Um hispânico?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Vejam como são as coisas...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Hillary é apontada como favorita. Ela é mulher, mas é uma W.A.S.P de saias. Obama corre logo atrás. E Richardson bem atrás. Talvez reflexo da atual conjectura, onde os negros, apesar do ainda forte preconceito, ocupam cargos altos na política, economia e cultura estadunidense; cargos esses que ainda estão longe dos "chicanos", latinos em geral. Nessa análise que faço, talvez esteja pecando por levar em conta apenas a imagem dos candidatos, o que critiquei na imprensa americana, mas convém lembrar que, na prática, pouca coisa difere no que tange à carreira política e méritos dos concorrentes. O que favorece Hillary é, vejam só, ser ex-mulher do W.A.S.P mais famoso da década de 90, o Ex-Presidente Bill Clinton.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Por trás do alarde da inovação democrata nas prévias presidenciais, dos candidatos aparentemente revolucionários, o que se vê é um pedaço da realidade cultural e ideológica americana, um pedaço ainda conservador. Só teremos surpresas caso Obama ou Richardson vençam as prévias e, principalmente, o candidato republicano, que certamente fará bom uso de sua condição de W.A.S.P para vencer caso um deles o enfrente. W.A.S.P.S à parte, esperemos. Por trás de toda a discussão do simbolismo presidencial, difícil acreditar que um negro, um hispânico, uma mulher ou um cachorro, alicerçados por alguns milhões de dólares brancos, anglo-saxônicos e protestantes, adotaram alguma postura inovadora no comando da Casa Branca.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8573978035735180881-7716082161402501273?l=apartamento73.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamento73.blogspot.com/feeds/7716082161402501273/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8573978035735180881&amp;postID=7716082161402501273' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/7716082161402501273'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/7716082161402501273'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamento73.blogspot.com/2007/02/americanas_27.html' title='Americanas'/><author><name>Flávio Aguilar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18344142878287462613</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-kJwFjSoKlrM/TYPtka531gI/AAAAAAAAAkc/5hI_Mf17Pm8/s220/cavalo_guernica.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8573978035735180881.post-687712737662780111</id><published>2007-02-16T12:02:00.000-02:00</published><updated>2007-08-25T17:18:39.950-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cotidiano'/><title type='text'>Coca-Cola Pet</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Aconteceu na Assembléia Legislativa do RS.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;A paz na sala de recepção do gabinete do Dep. Fulano é quebrada pela assessora indignada que, com gestos bruscos, mãos ao ar, pergunta, reclama:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quem foi? Quem foi que deixou essa garrafa de Coca-Cola vazia no chão? Embaixo da mesa, pôxa! O que custa colocar em cima?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espanto e silêncio de todos na sala. As pessoas se olham, a assessora olha para todos, mãos na cintura. Não deve ter sido a primeira vez, não mesmo. Que pessoas são essas que, com atos selvagens e pontuais de desrespeito às normas de higiene, levaram à loucura a elegante assessora? Que final terá esse momento tenso, delicado, que decidirá o futuro da relação social e profissional entre todos os aspones do Dep. Fulano?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis que... ai meu Deus! Eis que... não é possível!!! Eis que surge uma anã, uma anã minúscula, sabe-se lá de onde!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Fu-fu-fui.. Fui eu... - semblante de pânico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São esses momentos que comprovam aquela teoria de que, afinal, literatura não é nada - interessante mesmo é ter olhos e orelhas bem grandes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A assessora se vira para mim, que nem na história estava, e pergunta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Posso ajudá-lo? - burburinho renasce ao fundo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8573978035735180881-687712737662780111?l=apartamento73.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamento73.blogspot.com/feeds/687712737662780111/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8573978035735180881&amp;postID=687712737662780111' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/687712737662780111'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/687712737662780111'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamento73.blogspot.com/2007/02/coca-cola-pet.html' title='Coca-Cola Pet'/><author><name>Flávio Aguilar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18344142878287462613</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-kJwFjSoKlrM/TYPtka531gI/AAAAAAAAAkc/5hI_Mf17Pm8/s220/cavalo_guernica.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8573978035735180881.post-3069843830480098492</id><published>2007-02-15T11:01:00.000-02:00</published><updated>2007-08-25T17:20:16.868-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='esportes'/><title type='text'>Contra a banalização do futebol</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a href="http://www.bolanaarea.com/foto_1996.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 320px; text-align: center;" alt="" src="http://www.bolanaarea.com/foto_1996.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Impossível fugir hoje do futebol, fugir disso que não sai da cabeça de pelo menos metade das pessoas no Rio Grande do Sul nos últimos dias. Impossível negar esse assunto, esse sentimento. O tema é restrito, a rivalidade barra a compreensão de muitos. Antes de tudo, porém, o jogo do meu Grêmio representa algo mais universal que um simples jogo, um simples episódio a mais entre gremistas e colorados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz 12 anos. Ainda criança, bem criança (tinha 9 anos), conheci o que era vencer, a glória, o porque do futebol ser o que é. Conheci meu Grêmio na série B, dois anos antes ainda. Nunca cogitei ser de outro time. Minha dedicação irrestrita foi recompensada com uma trajetória de redenção, uma trajetória que mexeu com a cabeça de uma imensa geração de torcedores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da série B, ganhamos o campeonato gaúcho em 93 e minha geração conheceu o primeiro ídolo desses novos tempos: Dener, o futuro craque do futebol brasileiro, admirado por todos os torcedores de todos os times. Nos campos barrentos de um campeonato frio e chuvoso, em estádios que pareciam potreiros, contra ferozes times do interior, foi ele o símbolo do renascimento do clube. Jogou tudo e mais um pouco, desconheceu o medo. Já era estrela. Os milhões pedidos pela Portuguesa, seu clube, não existiam nos cofres do clube, ao final do seu contrato. Foi para o Vasco de Eurico e morreu em trágico acidente de carro pouco tempo depois. Até hoje Eurico deve dinheiro à família do jogador pelo seu seguro de vida. Até hoje é ídolo na Portuguesa, no Vasco, no Grêmio, ídolo de todos que o viram jogar. Aqui nos deixou uma herança: foi com o título gaúcho de 93 que nos classificamos à Copa do Brasil de 94 - na época só campeão e vice que a disputavam; foi com o título da Copa do Brasil de 94 que nos classificamos à Libertadores de 95; foi com o título da Libertadores de 95 que o Grêmio consolidou sua imortalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dirigentes passam, dirigentes marcam negativamente, às vezes, a história de clubes como o Grêmio: um patrimônio de milhões de torcedores, um patrimônio histórico de mais de 100 anos, glórias conquistadas em partidas memoráveis, títulos inacreditáveis, com jogadores inesquecíveis como Dener e centenas de outros, talvez milhares que, de alguma forma deram sua contribuição, assim como funcionários, dirigentes, cada torcedor. Aos poucos vamos crescendo, e entendemos um significado nisso tudo maior que comparações bestas, discussões mesquinhas e o fanatismo exagerado. Que hoje seja mais um recomeço, como foram tantos outros, de seu modo; como serão ainda muitos. Afinal, sabemos que o futebol, como esporte predominantemente praticado por seres humanos, está sujeito a essas coisas... Ainda bem.&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8573978035735180881-3069843830480098492?l=apartamento73.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamento73.blogspot.com/feeds/3069843830480098492/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8573978035735180881&amp;postID=3069843830480098492' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/3069843830480098492'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/3069843830480098492'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamento73.blogspot.com/2007/02/contra-banalizao-do-futebol.html' title='Contra a banalização do futebol'/><author><name>Flávio Aguilar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18344142878287462613</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-kJwFjSoKlrM/TYPtka531gI/AAAAAAAAAkc/5hI_Mf17Pm8/s220/cavalo_guernica.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8573978035735180881.post-3550927906795488463</id><published>2007-02-14T09:01:00.000-02:00</published><updated>2007-08-25T17:24:04.311-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cotidiano'/><title type='text'>É rir pra não chorar</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.facom.ufba.br/com024/argh/images/euri.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 115px; height: 172px;" src="http://www.facom.ufba.br/com024/argh/images/euri.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;"Quem manda na Federação sou eu. Meu clube é fundador, portanto eu mando nessa federação"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;A lenda Eurico Miranda, exercitando a lógica ao falar sobre as eleições para a Federação Carioca de Futebol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;"Sou inocente."&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;Carlos Eduardo Lima, 23 anos, motorista da morte do menino João.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;"A contratação de consultores e especialistas em todas as fases da obra é um procedimento de rotina do Consórcio Via Amarela. "&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Nota do Consórcio Via Amarela, responsável pelas bem-sucedidas obras do metrô de São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;"- Isso é complicado de dizer. Tenho estilo de Libertadores, mas de repente também tenha de Champions League."&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O centroavante brincalhão Tuta, ao ser questionado sobre seu estilo de jogo.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;"Partimos para uma nova etapa de busca de poder!"&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O sincero político Jorge Bornhausen, sobre o ideal político do PFL, ops, PD.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8573978035735180881-3550927906795488463?l=apartamento73.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamento73.blogspot.com/feeds/3550927906795488463/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8573978035735180881&amp;postID=3550927906795488463' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/3550927906795488463'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/3550927906795488463'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamento73.blogspot.com/2007/02/rir-pra-no-chorar.html' title='É rir pra não chorar'/><author><name>Flávio Aguilar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18344142878287462613</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-kJwFjSoKlrM/TYPtka531gI/AAAAAAAAAkc/5hI_Mf17Pm8/s220/cavalo_guernica.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8573978035735180881.post-7673271891800305546</id><published>2007-02-13T01:13:00.000-02:00</published><updated>2007-08-25T17:30:24.058-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='jornalismo'/><title type='text'>Sociopatia: problema de quem?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a href="http://img71.imageshack.us/img71/7228/p1080049cfa5.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 400px; text-align: center;" alt="" src="http://img71.imageshack.us/img71/7228/p1080049cfa5.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Diferenças&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A idéia de trabalhar com o tema sociopatia surgiu da curiosidade em verificar se o que é falado e mostrado sobre o assunto, muitas vezes de uma forma estereotipada, tanto em filmes como em matérias de jornais, corresponde à realidade. Encontramos mais que isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sociopatia já é um termo antigo na medicina. Atualmente, fala-se em transtorno anti-social de personalidade (TASP). Alguns psiquiatras indicam que deficiências no lobo frontal do cérebro, responsável pelo controle do comportamento social, originam pessoas com o problema. Porém, essa posição não é consenso. Existem diversas pesquisas na área, porém sem resultados definitivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Hoje a medicina procura causas para muitas dessas doenças de ordem psicológica e que se manifestam em muitos comportamentos, através de causas genéticas, locais do cérebro que têm certa deficiência. Mas a causa não se sabe, afirma Victor Hugo Triska, psicanalista do Instituto de Psicologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As diferenças na relação com o objeto de estudo também se verificam entre a psiquiatria e a psicanálise. Essa procura analisar as variadas estruturas do sujeito, aquela centra o trabalho no sintomático. O sociopata, para a psicanálise, enquadra-se numa estrutura perversa, diferentemente da estrutura neurótica, que seriam as pessoas “normais”, e da psicótica. Nesse contexto, a sociopatia não é classificada como uma doença, mas analisada como uma estrutura imutável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Enquanto a psiquiatria vai se preocupar com o aqui e agora dos sintomas na busca de uma medicação que os abrande, a psicanálise terá o intuito de escutar esses sintomas para historicizá-los, considera o psicanalista Luciano Assis Mattuela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, a psiquiatria, no que tange ao diagnóstico, baseia-se no histórico do paciente, observando a repetição de comportamentos anti-sociais, como, por exemplo, o sadismo. As pessoas que desenvolvem tais atitudes, se menores de idade, são tidas como portadoras de transtornos de conduta. Somente mais tarde, com a permanência ou piora dos sintomas, podem ser classificadas como sociopatas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://img409.imageshack.us/img409/9545/p1080045czz1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 400px; text-align: center;" alt="" src="http://img409.imageshack.us/img409/9545/p1080045czz1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Comportamento&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Há quatro anos, causou espanto e comoção o assassinato de Manfred e Marísia Richthofen. O casal, de classe média alta, foi assassinado a golpes de barras de ferro enquanto dormia em sua mansão no Brooklin, bairro nobre de São Paulo. O que impressionou foi a inusitada descoberta do envolvimento de Suzane Richthofen, filha do casal, no duplo homicídio. Apesar de falhas apontadas na averiguação do caso, a própria confissão de Suzane colocou em evidência sua relação com os irmãos Daniel – seu namorado – e Cristian Cravinhos no crime. O espanto nasceu das reações da jovem sobre a morte dos pais. Declarações frias, muitas vezes contraditórias, e ausência de sentimento de arrependimento aparente trouxeram à tona uma personalidade instigante, o que rendeu contra ela antipatia da opinião pública e repercussão nas áreas do direito e da psicologia. Se na visão da maioria, a jovem é uma criatura desumana e condenável, para estudiosos da psicologia a questão pode ser mais densa: um caso evidente de sociopatia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prazer em gerar angústia nos outros, desrespeito a figuras de autoridade, enfrentamento das leis e normas sociais, ausência de remorso e culpa, egoísmo e alta vaidade. Essas são algumas das características que compõem a personalidade dos sociopatas, assim como a dissimulação e o conhecimento de que outras pessoas desaprovarão suas atitudes, como na história de Suzane. A transgressão a tudo que é estabelecido como normal na sociedade é uma variável constante. Mattuella aponta uma curiosidade:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eles até reconhecem a norma, mas o fazem colocando ela à prova, negando-a. Enquanto o neurótico ultrapassa o sinal fechado para mostrar que há uma lei, o perverso burla para mostrar como a lei é fraca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A diferença em relação à sociopatia é que o sujeito, inserido num mesmo laço social das pessoas comuns, relaciona-se com esse laço de uma outra forma. Tem plena noção dos atos, geralmente praticados para causar reação nos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O perverso age inclusive para ter noção do referente social de normalidade. Ele relaciona-se de maneira diferente com essas insígnias da cultura que balizam uma lei, pondera Triska.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sociopata busca o atendimento dos seus interesses, e para isso não mede escrúpulos, ainda que utilize a inteligência e sedução para atrair as pessoas. Chega a estabelecer relacionamentos, nos quais depois se observa uma consistência falsa. Também não leva em conta o conjunto normativo que rege as relações sociais e o conceito de moral. Por isso se fala numa patologia da ética.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não considera as regras que todos consideram. Não consegue ter a relação de empatia, de se colocar no lugar do outro, de se arrepender. Na maioria das vezes, quando nos colocam algum remorso, é um teatro que estão fazendo. Ele (sujeito) funciona de uma forma diferente da nossa, conforme Elizabete Coelho, coordenadora de psicologia do Instituto Psiquiátrico Forense (IPF).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro componente bastante presente na vivência do individuo com transtorno anti-social de personalidade é a droga, que leva ao cometimento de delitos, muitas vezes. Não necessariamente desenvolve um quadro de dependência química, mas se torna um usuário. Cogita-se que a droga represente o trato com o ilícito, que o sociopata transgride para própria satisfação, bem como o desafio a figuras de autoridade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que a literatura fala é que há uma relação muito estreita. É uma freqüência bem significativa. Digamos que até 90% têm envolvimento com drogas, detalha Inara Tubelo, psicóloga criminóloga do Instituto Psiquiátrico Forense (IPF).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O comportamento anti-social, na maior parte dos casos, aparece desde cedo. Se ainda não se tem a comprovação genética do transtorno, pode-se verificar, segundo especialistas, na infância, vandalismo, tortura de animais, brigas com colegas de escola e pequenos furtos. Na adolescência, há o contato com drogas e o inicio da vida sexual precocemente. Porém, não há uma regra. Há casos de pessoas com família rica e com todos cuidados, como o de Suzane.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://img409.imageshack.us/img409/7945/p1080046sxk5.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 400px; text-align: center;" alt="" src="http://img409.imageshack.us/img409/7945/p1080046sxk5.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Tratamento&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Primeiramente, deve-se considerar que o transtorno anti-social de personalidade(TASP)não tem cura, independentemente das peculiaridades do comportamento de cada indivíduo, se violento ou não. A terapia, indicada por alguns, tem papel limitado, na medida em que o sociopata não reconhece no outro alguém que possa ajudar, nem estabelece vínculos sociais verdadeiros. Ou, por outra, não considera que precisa de ajuda, pois pensa que seus valores e juízos é que são normais. Não há medicação específica para o transtorno. Tubelo cita experiência que buscou alternativas para o problema, onde o convívio gerou uma retração nos sintomas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Foi feito um grupo de controle nos Estados Unidos, onde equipes trabalharam com uma amostra de sociopatas. Conseguiu-se alguma coisa, mas de forma lenta, com ônus financeiro alto. O avanço ocorre no sentido de que, junto aos seus pares, no momento em que eles começam a atuar, o próprio grupo diminui as defesas, no entendimento de que aquilo não é correto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na abordagem psicanalítica, essa estrutura de perversão causa angústia e horror nos outros, de onde justamente vem o “prazer inconsciente” do sujeito. Daí também a inexistência de motivo aparente, para o sociopata, para buscar soluções clínicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É muito difícil uma pessoa dessas procurar tratamento. Não há uma razão que cause sofrimento para ela, nem algo de que vá se queixar. Aquilo é o normal, diz Triska.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ela não se mantém em tratamento. Há duas situações básicas para um atendimento: a do sofrimento da pessoa e a da suposição do paciente que o profissional que irá escuta-lo saiba algo sobre o seu sintoma. E essa estrutura perversa não permite isso, analisa Mattuella.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a href="http://img403.imageshack.us/img403/6444/p1080051ccr9.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 400px; text-align: center;" alt="" src="http://img403.imageshack.us/img403/6444/p1080051ccr9.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;Presídios ou institutos&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Crimes com envolvimento de sociopatas são freqüentes, graças à tendência de desrespeito às leis e normas da sociedade que eles costumam apresentar, culminando em pequenas contravenções que passam despercebidas ou até delitos muito mais violentos, como o praticado por Suzane.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sociopatia está mais próxima de nós do que se pensa: estima-se que entre 1% e 3% da população tenha esse transtorno; uma estimativa ainda distante dos 20% a 70% de presidiários também considerados sociopatas. A maneira com que a justiça brasileira trata esse problema ainda está longe de ser a ideal, o que ainda é justificável pelo também pouco conhecimento cientifico sobre o assunto, e conseqüente incerteza do modo correto de se lidar com os casos no âmbito judicial.É um problema, para os juízes, avaliar o quanto os sociopatas têm de discernimento sobre seus atos e o seu conhecimento das leis. O conceito de imputabilidade usado no direito diz que um contraventor só pode ser processado pelos seus atos ilícitos se tiver controle sobre eles no momento em que os pratica, assim como a noção de que estão ferindo a constituição e a sociedade. A sociopatia causa uma confusão nesse sentido, pois quem sofre desse transtorno tem exata noção do que está fazendo sempre, mas o faz seguindo uma lógica própria, um conjunto de valores – ou ausência deles – particular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O transtorno de personalidade anti-social está dentro das perturbações da saúde mental. No laudo pericial, vai se colocar que o sujeito tinha entendimento sobre o ato praticado. Mas no quesito sobre condições de se auto determinar constará a palavra parcial. Aí, então, ele cai numa outra figura jurídica: a semi-imputabilidade, pondera Coelho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualmente, a justiça brasileira trabalha com essa idéia de semi-imputabilidade em casos que envolvem sociopatas, mesma linha adotada por países como Espanha e Portugal. Por essa linha – rejeitada em outros países como o Canadá, em que o sociopata é considerado um réu comum – o acusado com esse transtorno teria a possibilidade de responder aos seus atos em instituições judiciais de custódia para condenados. Na prática, a realidade é outra. No Brasil, normalmente os acusados sobre os quais existe suspeita de algum distúrbio mental são encaminhados para essas instituições, onde é feita a perícia com um psiquiatra forense, podendo ser complementada por análise psicológica. Os sociopatas também participam desse processo, mas geralmente os juízes optam por mandá-los a presídios comuns. Coelho diz não ter conhecimento de qualquer instituição de mesma função do IPF no país que abrigue um sociopata em seu estado “puro”. Segundo ela, o máximo que ocorre são casos de comorbidade, ou seja, a presença desse transtorno com uma ou mais disfunções mentais ao mesmo tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por exemplo, o sujeito tem uma esquizofrenia e o transtorno anti-social de personalidade juntos, explica a coordenadora do setor de psicologia do IPF. - Quando o sintoma da esquizofrenia diminui, aparece o sintoma da sociopatia. Isso é comum. Então a pessoa começa a atuar, saindo da vigência do surto, coloca Tubelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No IPF, única instituição do sistema penitenciário do Rio Grande do Sul existente para custodiar casos de inaptidão mental, percebe-se na prática a explicação para isso. Segundo Coelho, são muitos os casos em que internos com traços de sociopatia se tornam líderes de outros internos usando seu poder de sedução. Utilizam-no para conseguir pequenos favores, na maioria das vezes o transporte de drogas para dentro do Instituto. Um quadro assim, causado por pacientes com apenas traços do transtorno, em comorbidade com outros problemas, demonstra o quão inócuo seria a presença de sociopatas puros no local. A única instituição, no Brasil, que se propõe a um trabalho parecido com a experiência ocorrida nos Estados Unidos existe há pouco tempo, em Taubaté, e tem seus resultados práticos questionados por Rogério Cardoso diretor do IPF.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com ele, a Casa de Custódia e Tratamento de Taubaté pode não ser ainda a saída para que a sociopatia tenha melhor cuidado da justiça brasileira. Para essa opinião devem pesar os constantes espaços que a CCTT ganha na mídia com casos de violações dos direitos humanos e revoltas internas. Um relatório da Comissão Teotônio Vilela de Direitos Humanos de 1988 denunciou diversos problemas na estrutura da casa, que violariam diretamente os direitos dos internos e mesmo qualquer proposta de reabilitação social. Mesmo o sempre propalado caráter de segurança máxima dado ao local tem se desmistificado cada vez mais com motins como o de 2000, quando cinco internos foram assassinados, um deles sendo encontrado com a cabeça separada do corpo. A ocorrência de fugas é baixa, considerando-se a também baixa ocupação das celas – são 160 vagas para 44 internos atualmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;-------------------------------------------------------------------&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reportagem e texto, Guilherme Araújo e Flávio Aguilar;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fotos, Flávio Aguilar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Legenda das fotos:1 - Fachada do IPF; 2 - Internos descansando no pavilhão principal do IPF; 3 - Entrada da farmácia do IPF; 4 - Uma das celas da ala de segurança para internos surtados do IPF.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8573978035735180881-7673271891800305546?l=apartamento73.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamento73.blogspot.com/feeds/7673271891800305546/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8573978035735180881&amp;postID=7673271891800305546' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/7673271891800305546'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/7673271891800305546'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamento73.blogspot.com/2007/02/sociopatia-problema-de-quem.html' title='Sociopatia: problema de quem?'/><author><name>Flávio Aguilar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18344142878287462613</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-kJwFjSoKlrM/TYPtka531gI/AAAAAAAAAkc/5hI_Mf17Pm8/s220/cavalo_guernica.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8573978035735180881.post-6941854369208248824</id><published>2007-02-10T17:53:00.000-02:00</published><updated>2007-08-25T17:33:28.712-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cotidiano'/><title type='text'>Na Galeria do Rosário</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.pucrs.br/famat/cnmac2004/imagens/vista_centro_porto_alegre.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px;" src="http://www.pucrs.br/famat/cnmac2004/imagens/vista_centro_porto_alegre.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Costumo raspar a cabeça no primeiro salão de beleza do primeiro andar da Galeria do Rosário. Uma questão de preguiça e economia. O "salão de beleza" (fica melhor assim, entre aspas, não?) é um lixo, mas não preciso mais do que isso pra que, em 5 minutos, alguém destrua os escassos fios de cabelo que costumo manter, como era até ontem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Calor infernal, centro de Porto Alegre, final de expediente, por favor: "um corte, sim, quanto? ah tá, eu espero então". Me sentei no pequeno banquinho, suando como um javali no fogo, fiquei observando as gordas senhoras que trabalhavam os cabelos das outras gordas senhoras. Todas de classe baixa, podia-se notar nas roupas, na força dos braços. Tudo bem, melhor assim. Quem sou eu pra aguentar as nobres e puxadas senhoras do Shopping Center e aquele papo-furado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ali, todas quietas, ou falando baixo, pareciam se conhecer de tempos. Simpáticas. Uma das cabeleireiras, que parecia ser a dona do lugar, puxou conversa comigo, a senhora que estava sendo atendida por ela perguntou o que eu achava da cor de suas unhas. Eu, tipicamente sem graça, respondi "legal", respondi "pois é". Em meio ao pobre triálogo, a cabeleireira viu minha mochila do Núcleo de Foto e perguntou se eu estudava na Ufrgs. Respondi que sim, já esperando aquela bobajada de "ó, como tu conseguiu, tu deve ser um gênio", mas ela só disse "legal". Melhor assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passaram-se alguns minutos, pouca coisa. A cabeleireira, que na verdade estava fazendo trabalho de manicure na velha, pediu pra mim "ir sentando" na cadeira, que ela já estava no "fim das unhas". Me sentei então em frente ao espelho, e fiquei por algum tempo olhando minha cara de javali. Então algumas pessoas pararam à porta. Duas mulheres mais velhas, lá pelos trinta anos, com rostos inexpressivos, e uma menina de uns nove anos, negra, um cabelo crespo e bem-cuidado até a cintura. "Vocês compram cabelo aqui?" perguntou a mulher que parecia ser a responsável pela menina, possivelmente a mãe. A cabeleireira gentilmente pediu licença para mim e para a senhora que atendia e foi conferir a longa cabeleira. "Zilá! Me traz uma régua!" gritou para a outra cabeleireira, que atendia no canto oposto da sala. A gorda senhora (essa merece o infeliz adjetivo) veio de lá trazendo um reguão, desses de respeito. Enquanto mexia no cabelo da menina, puxava, prendia, media, a menina permanecia de cabeça baixa. Encarava o chão repleto de restos de cabelos, com o olhar vago e expressões imóveis. As duas senhoras que a acompanhavam pareciam mais nervosas, olhavam-se frequentemente sem dizer nada, as mãos na cintura, as cabeças inquietas. Ninguém falava nada no recinto, e foi assim por alguns segundos. A mãe quebrou o silêncio. "É bom o cabelo né? muito bem tratado!". A cabeleireira não respondeu, apenas concordou com a cabeça e voltou ao trabalho na menina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Pagamos dez reais por centímetro de cabelo, em que ponto a menina vai querer cortar?" Claro que não foi a menina que respondeu, a mãe tratou de dizer que "bem curto, na orelha". Os olhos da menina cresceram como bolhas de sabão, ela levantou o queixo e fitou as duas senhoras, alternadamente, rápido, umas cinco vezes cada. A senhora que acompanhava mãe e filha abriu a boca: "teu cabelo vai ficar que nem o meu! tu não gosta do meu cabelo?", e mexia com as duas mãos nos poucos e feios fios que ostentava na cabeça, fazendo ridículas poses de propaganda de shampoo. A mãe sorriu para ela, sorriu para a menina. "Então, que tal?" A menina não falou, baixou a cabeça de novo, agora menos serena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cabeleireira decidiu colocar as cartas na mesa. "Bom, querem ou não? são quarenta e três centímetros de cabelo, vale quarenta e três reais, mas arredondo pra quarenta e cinco pra vocês". As duas  mulheres se olharam com cara de pequena decepção, mas deu pra notar o efeito positivo que as cifras deram nos seus semblantes posteriormente.  Percebi que algo estava errado, uma questão de zeros. Dez reais por centímetro, quarenta e três centímetros, quarenta e três reais? Maldita velha pilantra, passando a perna na menina, passando a perna nas mulheres. Vou falar, vou falar, vou acabar com a raça dessa desgraçada. Abri a boca, posicionei a língua no céu da boca pro N de NÃO, tua conta tá errada, peralá. O ar da palavra subiu dos pulmões e... NÃO, peraí... Se eu digo que, na verdade, vale mais o cabelo, aí sim é que as mulheres vão crescer o olho e fuder a pobre menina, que ia ficar feia como um suvaco. Fiquei quieto. As mulheres decidiram pressionar a menina a deixar que cortassem seu cabelo de uma vez. "E então? vamos?" Silêncio. "Antes tu disse que queria, e agora vai ficar com essa cara?" Silêncio. "Fala comigo!" Silêncio. A mulher ficou irada. "Eu não acredito que tu vai fazer isso comigo! não me pede mais nada!". Silêncio. Silêncio. Silêncio. Silêncio. Apenas a mãe apertando e puxando seu próprio cabelo, segurando o ódio pela menina nas unhas mal-feitas. Saiu. Saiu bufando "vamos, vamos embora" Atrás, mais calma, a sua amiga, ou parente, ou sei lá, pegou a mão da menina, e saíram as duas, a menina com a cara afundada no chão, os olhos estáticos, o cabelo brilhando como crina de cavalo de raça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No salão ficou o gelo, que eu decidi quebrar da forma mais imbecil possível: "e pelo meu cabelo, tu paga quanto?" Um sorriso amarelo. A velha cabeleireira, que mexia já na máquina e na minha nuca com o desgosto da trapaça frustrada lhe percorrendo as veias, baixou os olhos aos meus no espelho. "Pago meus pecados."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8573978035735180881-6941854369208248824?l=apartamento73.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamento73.blogspot.com/feeds/6941854369208248824/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8573978035735180881&amp;postID=6941854369208248824' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/6941854369208248824'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/6941854369208248824'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamento73.blogspot.com/2007/02/na-galeria-malcom.html' title='Na Galeria do Rosário'/><author><name>Flávio Aguilar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18344142878287462613</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-kJwFjSoKlrM/TYPtka531gI/AAAAAAAAAkc/5hI_Mf17Pm8/s220/cavalo_guernica.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8573978035735180881.post-5832512901122773581</id><published>2007-02-05T23:51:00.000-02:00</published><updated>2007-08-25T17:35:06.997-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mundo'/><title type='text'>Em terra de cego, Al Gore é rei</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a href="http://sergeicartoons.blogs.sapo.pt/arquivo/Global-warming.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 400px; text-align: center;" alt="" src="http://sergeicartoons.blogs.sapo.pt/arquivo/Global-warming.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;E alguém acredita no Homem? Alguém acredita na mobilização da humanidade contra sua própria destruição? Alguém acredita no seu bom-senso?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O estancamento do aquecimento global e de toda a merda da destruição do mundo não depende apenas dos Estados Unidos e da China; não depende apenas do Bush e da "burguesia". Depende também daqueles magais idiotas voando baixo pelas ruas de Porto Alegre, daquele pobre-coitado miserável que queima a floresta amazônica e nem sabe o que é combustão, daquele intelectual arrogante que escreve, opina e se enche da razão, da moral de cueca. Esse é o problema. Se dependesse apenas da entidade Bush-EUA-capitalismo, eu estaria mais tranqüilo. Estaria agora sereno se não soubesse que um sucesso depende exclusivamente de alguns bilhões de idiotas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Quem se importa? Alguém dispensa o carro? Alguém andaria embaixo do sol por qualquer mobilização ecológica? Quem?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;Nunca em toda minha vida senti tanta necessidade de ver o mundo um pouco mais politicamente correto (no bom sentido, se é que isso existe na política).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8573978035735180881-5832512901122773581?l=apartamento73.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamento73.blogspot.com/feeds/5832512901122773581/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8573978035735180881&amp;postID=5832512901122773581' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/5832512901122773581'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/5832512901122773581'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamento73.blogspot.com/2007/02/em-terra-de-cego-al-gore-rei.html' title='Em terra de cego, Al Gore é rei'/><author><name>Flávio Aguilar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18344142878287462613</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-kJwFjSoKlrM/TYPtka531gI/AAAAAAAAAkc/5hI_Mf17Pm8/s220/cavalo_guernica.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8573978035735180881.post-3237805896116837542</id><published>2007-01-23T03:37:00.000-02:00</published><updated>2008-12-09T21:28:06.118-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='contos'/><title type='text'>Palafitas (1a parte)</title><content type='html'>&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_f_RjJ-VTXxI/RbWk4-JvG3I/AAAAAAAAABU/AMo3bQqoGXA/s1600-h/00011ac3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5023102258065120114" style="margin: 0px 0px 10px 10px; float: right; width: 244px; height: 316px;" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_f_RjJ-VTXxI/RbWk4-JvG3I/AAAAAAAAABU/AMo3bQqoGXA/s400/00011ac3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Vinha em arrasto pela recém vislumbrada planície, os olhos ardendo do sono impossível, o corpo como se cravado por mil flechas sob o último sol do dia. Atravessara tanto verde, tanta escuridão; tivera sido menos homem, não teria chegado àquela paisagem do paraíso: no limite de sobre as rasteiras flores-do-campo, quase para onde seu rosto não conseguia se erguer, desnivelava-se o chão rochoso até encontrar o abismo, o rio abaixo. Toda a existência era pedra agora, e a água tão próxima. Não sentiu, na pele já podre, o roçar dos espinhos que, misturados à cor das flores, lhe fizeram surpresas. Aos poucos, pôde se postar ereto e correr; cada vez mais vivo, cada passo mais distante da morte certa.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;    O solo se transformou devagar em cinza, em duro. Os pequenos vegetais escassearam até o pobre-diabo pisar as próprias dobras dos pés. Cada vez mais íngreme, a descida entre as rochas se fez perigosa, até que o homem caiu e cortou o peito PÔU! em uma lâmina de pedra. O céu - em violeta absoluto - propagou o grito longe, no mais longe que existia. Ele ficou estirado de bruços no solo, escorregando no sangue e na sede. Grunhiu, baixinho, o que não coube no grito. Pensou em deus e nos pecados, lembrou do enlace de suas mãos com as mãos das mulheres usadas: o saltitante embaraço das culpas, dos erros, da beleza da vida. Aos seus tímpanos perdidos chegaram, então, pequenas variações de uma cantilena conhecida, em voz de assobio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Mais uma vez uma nova possibilidade, a esperança inesperada lhe injetou ânimo nos ossos. Palmilhou deitado o ritmo da música, com os dentes se abrindo, se alargando. Sua pele descolou suave da pedra, o sangue parou de correr em fio para se amainar em gotas: pequenas gotículas que deslizavam já sem tanta dor pelo ventre, até avermelhar-lhe o umbigo. Pôs-se de cócoras, respirou mais algum vento, pôs-se de pé. Piscou os olhos ardidos com força para abri-los mais tempo. Entre camadas de pálpebras e turva neblina de fome, enxergou: no limite das rochas, entrando ao rio, palafitas estacavam uma casa; ou melhor, um pequeno amontoado de madeirame pobre e mal pregado. De lá, vinham as notas pontudas. Da fraca morada, alguém assobiava para o homem que, agora, ele não era mais morto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Não tinha mais pressa, mas não podia dar chances ao azar. Caminhou, mesmo cambaleante, o mais rápido que conseguiu, cuidando a irregularidade do chão pedregoso e a vista cada vez mais nítida do casebre. Ainda distante, percebeu que à frente da casa havia um banco e, sobre ele – e mais importante – um homem. De seus lábios que a melodia partira para a brisa. Continuava esse a assobiar, cada nota em uma precisão assustadora; não tremera sequer um semitom ao ver o estrangeiro que das pedras se anunciava. Parado, mãos nos joelhos, curvado, vestia-se decentemente, porém com humildade. O esfarrapado prostrou-se à sua frente, arfante, imponência alguma – um resto de gente. Do banco, o outro lhe inclinou a cabeça com preguiça, precisando ainda erguer os olhos para melhor vê-lo sem esforço. Cessou a música de sua boca. Um falcão fez círculos pequenos em vôo e pousou no teto do casebre, acomodou-se às felpas e ficou a observá-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    O estrangeiro era vitorioso, sua glória era sem graça. Seu sorriso era bobo, mas válido. Os dentes estavam amarelados e inutilizados há dias, salvo o uso para mastigar fáceis raízes e folhas estranhas – viu, por poucas vezes, frutos apetitosos e desconhecidos nas árvores; essas altas e inalcançáveis, tentativas suas frustradas por quedas graves e incompetência geral. Tinha a barba saliente e mal distribuída. Os fios nasciam em um que outro lugar das bochechas e do queixo afiado, em chumaços que mais pareciam sutaches de lã arruivada. Extremamente magro, tinha, jogados sobre si, alguns trapos deteriorados pela intempérie da selva. Foram roupas, dias atrás: uma calça social negra, já marrom da lama; uma camisa de botão branca, agora rubra da terra e do sangue. Os sapatos, jogara fora após apanhar a primeira chuva em meio à mata; os pés precisavam respirar para não apodrecerem com o úmido. Na sua fronte, bateu agora o derradeiro dardo do sol em cheio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Também a barba - porém espessa - habitava a face do homem sentado. Os grossos fios pareciam vir de algo fundo como seu próprio maxilar. O rosto batido de selva exibia dois pequenos e obtusos olhos de lagarto, que quase não se pronunciavam em meio à feiúra de sua pele estragada e escurecida pelos anos. O cabelo grisalho, porém, era cuidadosamente repartido ao meio, formando um fio de couro queimado exposto em travessia de seu crânio. Em meio à sua condição selvagem, debatia-se o sinal insaciável da sabedoria humana, foi o que percebeu o estrangeiro, esbaforido. Foi o dono da casa quem primeiro se fez gente. Levantou-se com gestos flutuantes da cadeira e, dirigindo-se a casa, disse – Venha. Não olhou para trás. O estrangeiro, ainda afetado, seguiu suas pegadas, seguiu seu vento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(continua...)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8573978035735180881-3237805896116837542?l=apartamento73.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamento73.blogspot.com/feeds/3237805896116837542/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8573978035735180881&amp;postID=3237805896116837542' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/3237805896116837542'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/3237805896116837542'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamento73.blogspot.com/2007/01/palafitas-1a-parte.html' title='Palafitas (1a parte)'/><author><name>Flávio Aguilar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18344142878287462613</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-kJwFjSoKlrM/TYPtka531gI/AAAAAAAAAkc/5hI_Mf17Pm8/s220/cavalo_guernica.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_f_RjJ-VTXxI/RbWk4-JvG3I/AAAAAAAAABU/AMo3bQqoGXA/s72-c/00011ac3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8573978035735180881.post-7479667133664191823</id><published>2007-01-19T03:22:00.000-02:00</published><updated>2008-12-09T21:28:06.399-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='institucional'/><title type='text'>Post-Teste sem graça</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_f_RjJ-VTXxI/RbBW2eJvGxI/AAAAAAAAAAM/wUckmQhUrO0/s1600-h/seraa195626.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5021609078324927250" style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center;" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_f_RjJ-VTXxI/RbBW2eJvGxI/AAAAAAAAAAM/wUckmQhUrO0/s400/seraa195626.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Oh diabos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Rendido ao universo dos blógues.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Esse é um post-teste. Preciso dele pra ajustar toda a sorte de configurações das quais não entendo porcaria nenhuma. Nos meus relógios 3:23. Amanhã acordo cedo, almoço, trabalho, chego, banho, deito, lembro, posto alguma coisa mais decente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;Que comece aqui algo de bom...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8573978035735180881-7479667133664191823?l=apartamento73.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamento73.blogspot.com/feeds/7479667133664191823/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8573978035735180881&amp;postID=7479667133664191823' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/7479667133664191823'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8573978035735180881/posts/default/7479667133664191823'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamento73.blogspot.com/2007/01/post-teste-sem-graa.html' title='Post-Teste sem graça'/><author><name>Flávio Aguilar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18344142878287462613</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-kJwFjSoKlrM/TYPtka531gI/AAAAAAAAAkc/5hI_Mf17Pm8/s220/cavalo_guernica.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_f_RjJ-VTXxI/RbBW2eJvGxI/AAAAAAAAAAM/wUckmQhUrO0/s72-c/seraa195626.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry></feed>
